6 A sua rival afligia-a também excessivamente, atormentava-a porque o Senhor a tinha tornado estéril.
7 Elcana assim fazia todos os anos, quando chegava o tempo de irem ao templo do Senhor, e Fenena, do mesmo modo a provocava. Então, Ana chorava, e não comia.
8 Dizia-lhe Eleana, seu marido; Ana, por que choras? não comes? por que se aflige o teu coração? porventura não sou eu melhor para ti, do que dez filhos?
10 Ana, com o coração cheio do amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas,
13 Ana falava no seu coração, e apenas se moviam os seus lábios, mas não se lhe ouvia palavra alguma. Julgou pois Heli que ela estava embriagada,
15 Ana, respondendo, disse: Não é assim, meu senhor; eu sou uma mulher muito infeliz, não bebi vinho, nem outra coisa que possa embriagar, mas dilatei a minha alma na presença do Senhor.
18 Ela respondeu: Praza a Deus que a tua escrava ache graça aos teus olhos. E a mulher foi pelo seu caminho, e comeu, e o seu rosto já não era o mesmo.