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10 ensinamentos de Jesus sobre missão e propósito

Redação Bíblia Online Publicado em

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Homem de cabelo comprido e barba, em túnica clara, fala a homens sentados ao pôr do sol.

Jesus não definiu a missão cristã como uma carreira exclusiva para especialistas, mas como a razão de ser de todo aquele que o segue. O propósito da vida com Deus não é encontrado em isolamento ou em ambições pessoais, mas no chamado para representar a Cristo no mundo, comunicando o Evangelho em palavras e atitudes.

Nos Evangelhos, o envio dos discípulos parte de uma mudança radical: a fé bíblica deixa de ser um movimento de atração centrado no templo de Jerusalém e passa a ser uma ordem de dispersão. Cada cristão se torna um embaixador do Reino onde quer que viva e trabalhe.

Os 10 ensinamentos de Cristo sobre o envio

1. A autoridade vem de Cristo, não de quem vai

A segurança de quem assume a missão de Jesus não se apoia em carisma, eloquência ou posição social. Toda a legitimidade do mensageiro depende exclusivamente do poder de quem o envia. Em Mateus 28:18, Jesus fundamenta a Grande Comissão nessa realidade:

Yezu ɛ́ bootiila pɛ bɛ nadi ɛ, nyɛ ɛ́ booke nɛ nɔɔ náá: «Ye nabɛ ɛ́, Zɛɛb eedjɛ mɛ eghɛŋ nɛ mɛbwala mɛ djas pɛ tɔ gwoo nɛ kɔ bɔs.(Matye 28:18)

2. O modelo do envio é a própria vida de Jesus

A forma de agir, servir e amar não precisa ser reinventada pela cultura de cada época. A métrica do discípulo é a maneira como o próprio Cristo viveu entre as pessoas: curando a dor alheia, falando a verdade sem concessões e se doando até o fim. Ele declarou em João 20:21:

Yezu eebaazɛke nɛ nɔɔ náá: «Egwyem di nɛ nen! Dáa Saagam nalwom mɛ ɛ, mam pe mɛ eelwom bin.»(Zaŋ 20:21)

3. A necessidade das pessoas exige compaixão e oração

Em Mateus 9:36, o texto relata que Jesus sentiu profunda compaixão ao ver as multidões aflitas e desamparadas como ovelhas sem pastor. Ele ensinou que a colheita sempre é vasta, e que a resposta inicial diante da dor do mundo nunca é a correria ativista, mas a oração que pede ao Pai o envio de trabalhadores.

Nyɛ ɛ́ boozɛke nɛ bɛdjekel bɛ náá: «Edee nɛ bu tɔ pyeeb, tin, bot ɛ ɛbɔ́k ààbu. Ye goka ɛ́ bi djaala náá, nakuma pyeeb dhis bɛdhiiti bot ɛ mɛsa étɛp bɛ needis edee tɔ pyeeb.»(Matye 9:37,38)

4. A prudência deve caminhar com a pureza

O mensageiro do Evangelho enfrenta hostilidade, incompreensão e resistência ideológica. Por isso, Jesus rejeita tanto a ingenuidade cega quanto a agressividade reativa. O conselho em Mateus 10:16 estabelece o equilíbrio exato entre sabedoria e integridade:

«Gwakeka! Mɛ kyeed bin tin ɛ́ dáa ebhata kuku eben. Dika nɛ etsoŋ dáa bɛnyɔ, da bi ɛ́ di bot ɛ edɛɛ dáa mɛgum.(Matye 10:16)

5. O foco na mensagem exige desapego e urgência

Ao enviar os setenta discípulos em missão itinerante pela Galileia, Jesus advertiu contra o acúmulo de bagagem e as distrações pelo caminho. A ordem em Lucas 10:4 destaca a seriedade da tarefa e a necessidade de não perder tempo com formalidades vazias quando há vidas em jogo:

Sa mot àànɔɔ ngwyɛ epata, àànɔɔ ɛkoo, àànɔɔ-nɔŋak dɔɔ nɛ mɛpapa. Sa mot ààbe tyɛ étɛp mɛswosel e ze.(Luk 10:4)

6. A integridade prática valida o anúncio do Reino

As palavras perdem o valor se a conduta contradiz a mensagem da graça. Jesus ensina no Sermão do Monte que o testemunho das boas ações no dia a dia é o que abre os olhos dos outros para a realidade de Deus. Em Mateus 5:16, o mandamento é direto:

Yɛ ɛ́ deenek ɛ́ di egoka náá, mɛkas men nyen tɔ bot, étɛp bot neebee mɛnyɔ mɛ esesɛɛ bi di esa ɛ, étɛp bɛ needuwal Sɛɛg’en di tɔ gwoo ɔ.»(Matye 5:16)

7. A rejeição ao mensageiro é, na verdade, rejeição a Deus

A proclamação do Evangelho nem sempre é recebida com acolhimento. Jesus preparou os discípulos para a recusa e ensinou que a hostilidade sofrida por quem prega a verdade não é um fracasso pessoal, mas o reflexo da resistência do coração humano ao próprio Senhor. Em Lucas 10:16, lemos:

Nyɛ eebaazɛke nɛ bɛdjekel bɛ náá: «Mot aagwak bin ɔ, nyɛ eegwak mɛ. Mot ɛ byen bin ɔɔ, nyɛ byen ɛ́ mam. Tin, mot ɛ byen mɛ ɔɔ, nyɛ eebyen mot nadhis mɛ ɔ.»(Luk 10:16)

8. A meta da missão é discipular, não apenas produzir decisões momentâneas

A ordem de Cristo vai além de atrair multidões ou contabilizar adesões públicas: o objetivo é o discipulado consistente, fundamentado na obediência a tudo o que Ele ensinou e selado pelo batismo que identifica o indivíduo com o Corpo de Cristo, como registrado em Mateus 28:19-20.

Deenek, tɔ́ka pɛ daa bot ɛ membyak djas di kɔ ɛko ɛ bɔs ɔ, da bi ɛ́ kɛsa náá, bɔɔ djas liigel, da bɛ ɛ́ di bɛdjekel bam. Duuka bɛ Zɛɛb nɛ din ɛ Sɛɛg, nɛ Mɔn, nɛ Sisim na Dɛɛ. Lyoka bɛ, bɛ kɛlooba nɛ esesɛɛ djas mɛ nalyaal bin ɛ. Tin, bi ɛ́ waabee náá, mena waadika lɔɔg wat mɛlu djas, kɛkum dwoo bɔs’ak aabookɛsi ɛ.»(Matye 28:19,20)

9. O poder da missão vem do Espírito Santo

Ninguém é capaz de transformar vidas ou vencer barreiras culturais apenas pelo esforço humano. Antes de sua ascensão, Jesus ordenou que a igreja primitiva aguardasse em oração até que recebesse o Espírito. As últimas palavras do Senhor aos apóstolos em Atos 1:8 mostram a verdadeira fonte da capacitação espiritual:

Yɛ kabɛ biyɔ ɔɔ, bi ɛ́ waabela boo ghwyil é sok Sisim na Dɛɛ aasul kɔ len ɛ, bi aadi ɛ́ bɛtyaasɛs bam pɛ Yeluzalɛm, pɛ kyee dik Yude nɛ Samaali kɛkum pɛ mɛsik mɛ bɔs.»(Mɛsa 1:8)

10. A presença de Cristo é certa em cada etapa

A missão envolve solidão, desgaste e perseguição, mas a promessa final de Jesus encerra qualquer motivo para o desespero. O discípulo nunca vai a campo por conta própria; o próprio Senhor caminha ao seu lado em cada momento. A conclusão de Mateus 28:20 sela essa certeza:

Lyoka bɛ, bɛ kɛlooba nɛ esesɛɛ djas mɛ nalyaal bin ɛ. Tin, bi ɛ́ waabee náá, mena waadika lɔɔg wat mɛlu djas, kɛkum dwoo bɔs’ak aabookɛsi ɛ.»(Matye 28:20)

Este artigo faz parte de Ensinamentos de Jesus Discipulado

O chamado no cotidiano

Cumprir o envio bíblico não exige atravessar fronteiras geográficas. A vocação missionária atua primariamente nas decisões diárias, nas conversas de trabalho e na disposição de cuidar de quem está por perto com amor sacrificial.

Ao entender que todo discípulo é um enviado permanente de Cristo, a rotina ganha propósito: falar do Evangelho onde houver oportunidade, praticar a justiça onde houver opressão e viver seguro de que a presença do Senhor sustenta cada passo até o fim.

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