Pular para o conteúdo
Publicidade

Como eram os costumes na época de Jesus? Vida no NT

Moradores de vilarejo antigo caminham, vendem frutas e pão e buscam água em rua de pedra.

O cotidiano no primeiro século

A vida no tempo de Jesus era agrária, comunitária e quase inteiramente orientada pela fé judaica sob a ocupação do Império Romano. A rotina da maioria das pessoas em vilas da Galileia e da Judeia começava ao nascer do sol e dividia-se entre o trabalho no campo, as refeições partilhadas em família e a observância dos mandamentos bíblicos.

A Lei de Moisés como centro da rotina

A religião judaica não se limitava a cultos semanais: a Torá moldava a alimentação, as roupas, o comércio e os contratos. Mestres da Lei e fariseus debatiam continuamente como interpretar e aplicar cada mandamento às situações concretas do dia a dia.

Master, which is the great commandment in the law? Jesus said unto him, Thou shalt love the Lord thy God with all thy heart, and with all thy soul, and with all thy mind. This is the first and great commandment.(Matthew 22:36-38)

O papel do templo e das sinagogas

A vida religiosa tinha dois pontos de referência com funções bem distintas. O Templo de Jerusalém era o único lugar autorizado para sacrifícios sacerdotais e ofertas prescritas pela Lei, atraindo multidões durante as festas anuais de peregrinação.

Now his parents went to Jerusalem every year at the feast of the passover.(Luke 2:41)

Nas vilas e cidades locais, o centro comunitário era a sinagoga. Nela os judeus se reuniam aos sábados para orar, ouvir a leitura das Escrituras hebraicas e receber instrução prática, além de o espaço funcionar como tribunal comunitário e escola para os meninos.

A estrutura familiar e o casamento

A família constituía a unidade econômica e social básica da Judeia e da Galileia. As casas abrigavam famílias extensas, reunindo pais, filhos, esposas dos filhos e parentes próximos sob a liderança do patriarca. Os casamentos eram arranjados entre famílias para preservar a terra herdada e garantir a continuidade da linhagem.

Wherefore they are no more twain, but one flesh. What therefore God hath joined together, let not man put asunder.(Matthew 19:6)

Transmitir a história do povo de Israel e as instruções de Deus aos filhos era um dever diário dos pais dentro do lar.

Refeições e hospitalidade à mesa

Sentar-se à mesa no primeiro século expressava comunhão íntima e reconhecimento mútuo. Quem aceitava comer com alguém afirmava publicamente que considerava aquela pessoa digna de convívio perante Deus e a vizinhança.

And when Jesus came to the place, he looked up, and saw him, and said unto him, Zacchæus, make haste, and come down; for to day I must abide at thy house.(Luke 19:5)

A hospitalidade aos viajantes era um dever sagrado: envolvia fornecer água para lavar os pés empoeirados pelas estradas de terra batida, azeite para aliviar o ressecamento do sol e abrigo na sala de hóspedes.

Trabalho, agricultura e ofícios manuais

A subsistência dependia diretamente da agricultura de subsistência e da pesca em locais como o mar da Galileia. Cultivavam-se trigo, cevada, videiras, oliveiras e figueiras. Quem não vivia da terra exercia ofícios artesanais repassados de pai para filho.

Is not this the carpenter, the son of Mary, the brother of James, and Joses, and of Juda, and Simon? and are not his sisters here with us? And they were offended at him.(Mark 6:3)

O trabalho manual exigia ferramentas simples de ferro, madeira e pedra. O ofício de carpinteiro (tekton no grego) abrangia tanto marcenaria quanto trabalhos de alvenaria e construção de casas rurais.

Vestuário e símbolos de devoção

A vestimenta diária era funcional: uma túnica comprida de linho ou lã e um manto pesado por cima, que servia também como cobertor durante a noite. Em torno das roupas, certos acessórios comunicavam devoção religiosa ou autoridade social perante a comunidade.

But all their works they do for to be seen of men: they make broad their phylacteries, and enlarge the borders of their garments,(Matthew 23:5)

As franjas na borda do manto lembravam os mandamentos divinos, e as pequenas caixas de couro com versículos da Torá (filactérios) eram presas na testa ou no braço durante as orações matinais.

As festas anuais de peregrinação

O calendário anual era marcado por três grandes festas em que os homens adultos viajavam até Jerusalém: a Páscoa, que comemorava a saída da escravidão no Egito; o Pentecostes, festa das semanas que celebrava as primeiras colheitas e a entrega da Lei no Sinai; e a Festa dos Tabernáculos, quando erguiam cabanas provisórias de ramos para lembrar a caminhada pelo deserto.

Esses eventos reuniam peregrinos vindos de todo o mundo greco-romano, transformando a capital da Judeia em um ponto de encontro religioso, social e comercial.

A presença do domínio romano

O cotidiano da população também era moldado pela submissão a Roma. Os moradores conviviam com guarnições militares estrangeiras, estradas vigiadas e uma pesada estrutura de impostos cobrada por publicanos locais a serviço do Império.

They say unto him, Cæsar’s. Then saith he unto them, Render therefore unto Cæsar the things which are Cæsar’s; and unto God the things that are God’s.(Matthew 22:21)

A cobrança conjunta de tributos imperiais e taxas religiosas criava tensões socioeconômicas constantes, alimentando no povo a expectativa messiânica de libertação política e restauração nacional.

Seja o primeiro

Este artigo te tocou? Faça uma oração!

+581 estão orando agora.

Junte-se à corrente de oração.