Benignidade, a prática do bem sem olhar a quem
Recompense to no man evil for evil. Provide things honest in the sight of all men.
A prática do bem é um dever humano. Independentemente de fé ou crença, todas as pessoas devem pautar a sua vida por boas ações que impactem positivamente a vida de outras pessoas. Com efeito, a prática do bem é tão importante e intrínseca à vida humana que muitas religiões defendem que as boas obras são suficientes para a obtenção da vida eterna.
Fazer o bem é uma atividade que nos causa certa dose de prazer e alegria. Afinal, ser útil e poder ajudar outra pessoa é extremamente gratificante! O problema começa quando precisamos fazer o bem a quem nos faz mal; na prática, quando precisamos retribuir o mal que recebemos com a benignidade que praticamos. Entretanto, é exatamente isso que deve balizar a vida cristã: mesmo diante do mal sofrido, o bem deve continuar sendo praticado (Mateus 5:44).
Jesus é o melhor exemplo dessa benignidade altruísta, não seletiva e baseada na disposição incondicional de fazer o bem sem olhar a quem. Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam (João 1:11). Veio trazer paz e boa vontade aos homens, mas muitos o rejeitaram e até se opuseram a ele. Veio oferecer aos homens, que eram inimigos de Deus, a possibilidade de receber o perdão e reatar a amizade com o Todo-Poderoso (Mateus 4:17).
Fazer o bem, principalmente quando se trata de pessoas que se opõem a nós, é uma forma muito eficaz de transmitir o amor de Deus e abrir a porta do coração de um pecador para receber Cristo Jesus. Ainda que boas obras não sejam suficientes para salvar alguém, por meio delas podemos transmitir o amor que Deus derramou sobre nós, seus filhos, e contribuir para que pessoas de coração endurecido reconheçam que Deus é amor (1 João 4:16).
Faça o bem, sem olhar a quem!
Deus lhe abençoe!
“A grande façanha da vida é compreender que é possível fazer o bem, mesmo não sendo bom, porque não há ninguém bom, a não ser o nosso Deus. E é a bondade de Deus que se revela em nossos atos de benignidade” (Aureliano Jr.)