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Templo de Jerusalém: história, significado e fatos marcantes

Homem de túnica branca e turbante segura uma taça dourada diante de um grande templo.

O que era o Templo de Jerusalém

O Templo de Jerusalém era a casa onde Deus escolheu morar no meio do seu povo — um prédio de pedra no alto de um monte, com uma sala ao fundo tão sagrada que um só homem podia entrar nela, um dia por ano. Era ali que Israel oferecia sacrifícios, celebrava as festas e buscava perdão. E era ali que o país se encontrava: a lei mandava que todo homem subisse a Jerusalém três vezes por ano (Deuteronômio 16:16).

Existiram dois templos no mesmo lugar. O primeiro, de Salomão, ficou de pé cerca de 370 anos, até os babilônios o queimarem em 586 a.C. O segundo foi erguido pelos judeus que voltaram do exílio, ampliado por Herodes, o Grande, e destruído pelos romanos no ano 70 d.C. Desde então nunca mais houve templo em Jerusalém.

Vale notar que o templo não era só religião. O rei o construiu, o tesouro nacional ficava lá, e quando um inimigo queria dizer "acabou" para Israel, era o templo que ele queimava. Perder o templo era perder a casa de Deus e a casa da nação ao mesmo tempo.

Mas a pergunta que faz essa história valer a pena é outra: por que um Deus que não cabe em prédio nenhum quis um prédio? E o que aconteceu com essa casa quando Jesus apareceu e disse que o templo de verdade era ele? O resto do artigo responde na ordem em que as coisas aconteceram.

Do tabernáculo ao templo: a casa que começou como tenda

Antes de ser pedra, a casa de Deus foi lona. No deserto, logo depois da saída do Egito, Deus mandou Moisés construir uma tenda — o tabernáculo — e disse para que servia:

Essa frase é a chave do assunto inteiro. O santuário não existia para o povo subir até Deus; existia para Deus descer e ficar perto. Êxodo 25 a 40 detalha cada peça — arca, mesa, candelabro, altares, cortinas — e termina com a nuvem da glória de Deus enchendo a tenda (Êxodo 40:34-35). Deus se mudou para o acampamento.

A tenda viajou com Israel pelo deserto, ficou séculos em Siló, e a arca que ela guardava passou por mãos erradas antes de Davi finalmente levá-la para Jerusalém, onde a instalou numa tenda nova (2 Samuel 6:17). Foi Davi quem olhou para a própria casa de cedro, olhou para a tenda da arca e achou aquilo errado. Ele quis construir. Deus disse não.

Olha o motivo: não é que Davi fosse mau rei. É que a casa de Deus não podia ser erguida por um homem de guerra, com as mãos cheias de sangue das campanhas. Deus deixou Davi juntar o material, desenhar os planos e entregar tudo ao filho (1 Crônicas 28:11-19). A obra ficou para Salomão, cujo nome vem da palavra hebraica para paz.

Salomão começou no quarto ano do seu reinado e levou sete anos (1 Reis 6). No dia da dedicação, a mesma nuvem que tinha enchido a tenda no deserto encheu a casa de pedra (1 Reis 8:10-11). E, na oração de inauguração, o próprio Salomão disse a frase que mostra que ele entendeu o que estava fazendo: os céus não podem conter a Deus, quanto menos aquela casa (1 Reis 8:27). O templo nunca foi uma gaiola para Deus. Era o lugar marcado para o encontro.

Como era o templo por dentro e quem podia entrar

O templo de Salomão seguia o desenho da tenda do deserto, só que em pedra e madeira de cedro revestida de ouro. O prédio principal era estreito e comprido: uns 27 metros de comprimento, 9 de largura e 13 de altura, convertendo os côvados de 1 Reis 6:2. Não era enorme. O que impressionava era o que havia dentro — e quem não podia entrar.

Pense em círculos que vão se fechando.

O pátio. Do lado de fora do prédio, a céu aberto, ficava o altar de bronze, onde os animais eram sacrificados, e o grande tanque de bronze para os sacerdotes se lavarem. Era até aqui que o povo chegava. Quem trazia um cordeiro entregava o animal ao sacerdote e assistia dali. No templo de Herodes, séculos depois, esse pátio foi dividido em faixas: um pátio externo aberto a estrangeiros, depois o pátio das mulheres, depois o dos homens de Israel, depois o dos sacerdotes, cada um mais perto do prédio.

O Lugar Santo. A primeira sala do prédio, onde só os sacerdotes entravam, para o serviço diário. Três objetos ficavam ali, todos herdados da tenda do deserto: o candelabro de ouro de sete braços, a menorá, que ficava aceso dia e noite; a mesa com os doze pães da proposição, trocados a cada sábado; e, diante da cortina do fundo, o altar de incenso, onde a fumaça perfumada subia de manhã e à tarde (Êxodo 30:7-8). Luz, pão e oração — o dia a dia da presença de Deus.

Sacerdote de turbante enche de óleo o candelabro dourado, ao lado da mesa com pães.

O véu. Uma cortina pesada, bordada com querubins, separava a primeira sala da segunda. Era a fronteira mais importante do mundo para um israelita: deste lado, os sacerdotes; do outro, Deus.

O Lugar Santíssimo. Um cubo de cerca de 9 metros em cada direção, sem janela, todo revestido de ouro. Dentro, a Arca da Aliança — a caixa de madeira e ouro que guardava as tábuas da Lei (1 Reis 8:9) — sob dois querubins de madeira de oliveira cobertos de ouro, com 4,5 metros de altura cada, as asas tocando as paredes e se encontrando sobre a arca. Ali, sobre a tampa da arca, Deus dizia estar presente.

E quem entrava? Um homem. O sumo sacerdote. Uma vez por ano, no Dia da Expiação, com sangue de sacrifício e uma nuvem de incenso para não ver o que não devia ver (Levítico 16). O resto de Israel passava a vida inteira a poucos metros de Deus e nunca entrava.

Isso aqui é importante para o que vem adiante: o templo dizia duas coisas ao mesmo tempo. "Deus está aqui, no meio de vocês." E "vocês não podem chegar perto". O Novo Testamento vai resolver justamente essa tensão.

A história do templo em cinco marcos

Salomão constrói (século 10 a.C.)

A obra ficou pronta por volta de 959 a.C., com pedra cortada na pedreira para não se ouvir martelo no canteiro, cedro trazido do Líbano e ouro cobrindo tudo por dentro (1 Reis 6:7). O templo passou quase quatro séculos sendo o centro da vida de Judá — e também o termômetro da fé do país. Reis maus trouxeram ídolos para dentro dele; reis como Ezequias e Josias os tiraram.

Os babilônios queimam o templo (586 a.C.)

Nabucodonosor, rei da Babilônia, cercou Jerusalém e, depois de dezoito meses, a cidade caiu. O comandante Nebuzaradã incendiou a casa do Senhor, o palácio e as casas da cidade, e levou o que restava do povo para o exílio (2 Reis 25:8-9). A Arca da Aliança desaparece do registro bíblico nesse ponto e nunca mais é mencionada como objeto existente. Ezequiel, que estava no exílio, viu em visão a glória de Deus saindo do templo antes da destruição (Ezequiel 10:18-19) — a casa foi queimada porque o morador já tinha saído.

Zorobabel reconstrói (516 a.C.)

Setenta anos depois, o rei persa Ciro autorizou o retorno. Zorobabel, governador, e Jesua, sumo sacerdote, lançaram os fundamentos do segundo templo. A cena da fundação é uma das mais humanas da Bíblia: os jovens gritavam de alegria e os velhos, que tinham visto a casa de Salomão, choravam alto, porque a nova era pequena e pobre (Esdras 3:12-13). O profeta Ageu respondeu a esse choro com uma promessa estranha: a glória desta última casa seria maior que a da primeira (Ageu 2:3-9). Maior como, se o prédio era menor? A resposta demorou cinco séculos para aparecer, e vinha andando.

Herodes amplia (a partir de 20 a.C.)

Herodes, o Grande, não construiu um terceiro templo; reformou e ampliou o segundo até deixá-lo irreconhecível. Dobrou a área do platô no alto do monte, chegando a cerca de 14 hectares sustentados por muros de contenção gigantescos, cobriu a fachada de ouro e mármore branco e cercou tudo com pórticos de colunas. A obra principal durou dezoito meses, mas os acabamentos continuaram por décadas — quando Jesus discutia no templo, os judeus disseram que a construção já levava 46 anos (João 2:20). Esse é o templo que Jesus conheceu, onde foi apresentado bebê, onde ensinou e de onde expulsou os vendedores.

Os romanos destroem (70 d.C.)

Jesus olhou para esse templo recém-reformado e disse que não ficaria pedra sobre pedra (Mateus 24:1-2). Quarenta anos depois, durante a revolta judaica, as legiões do general Tito, filho do imperador Vespasiano, cercaram Jerusalém e tomaram o templo. O prédio pegou fogo e o que restou foi desmontado. Em Roma, o Arco de Tito mostra até hoje soldados carregando o candelabro de ouro como troféu. O templo de Herodes tinha sido concluído de fato seis anos antes.

Soldados romanos descem escadarias de pedra carregando um candelabro.

Jesus e o templo: o que ele quis dizer

Agora a pergunta que importa. Jesus amou o templo — chamou-o de casa de seu Pai (João 2:16), ensinou nos seus pátios, chorou pela cidade que o abrigava. E ao mesmo tempo falou dele como de algo que estava para ser substituído. A frase que junta as duas coisas está logo no começo do evangelho de João:

Isu è yao, hì pha Misiahò shii chuak bo chiih-è gu da-uom shii nyarung din mua phro. Hì pha Hamangkhung-aphuii Misiahò rung pha ne sawi è riig idam chia chiih-è na ne da-uom shii nyarung mua ne bey? Jishii Isu è yao pha Hamangkhung-aphuii Misiahò jine awai siu shii yao phro.(Jon 2:19-21)

Os ouvintes entenderam prédio. João explica que Jesus falava de si mesmo. O argumento é simples e enorme: se templo é o lugar onde Deus mora no meio do seu povo, então o templo de verdade não é uma casa de pedra — é Jesus, Deus em carne, andando pelos pátios da casa de pedra. A nuvem que encheu a tenda de Moisés e o templo de Salomão agora tinha um rosto. Foi isso que Ageu prometeu: a glória da segunda casa seria maior porque o próprio Senhor ia entrar nela.

Isso explica a cena dos cambistas. Marcos conta que Jesus derrubou as mesas dos vendedores de pombas e dos que trocavam dinheiro, dizendo que a casa de Deus devia ser casa de oração para todas as nações e tinham-na transformado em covil de ladrões (Marcos 11:15-17). Não era só revolta contra comércio. Era o dono da casa chegando e encontrando-a usada para outra coisa.

E explica o que aconteceu no instante em que ele morreu:

Misiahò shii theg pha yung de ijuang è yie dang ne ikhiing thog dang pha zedun. Sohnyiak de shamdun, shakthek de chuidun,(Methiu 27:51)

De alto a baixo — não de baixo para cima, como quem rasga um pano com as mãos. A cortina que separava os sacerdotes de Deus abriu-se do lado de Deus. A carta aos Hebreus é o livro do Novo Testamento que mais puxa esse fio: Cristo entrou no santuário de uma vez por todas, não com sangue de animais, mas com o próprio sangue (Hebreus 9:11-12); e o véu, diz o autor, era a carne dele — rasgado na cruz para abrir o caminho (Hebreus 10:19-20). Aquele cubo de ouro em que só um homem entrava, um dia por ano, agora recebe quem crê, todo dia.

Vale dizer qual é a premissa aqui. Essa leitura — o templo como sombra que aponta para Cristo — é a leitura cristã clássica, comum a católicos, ortodoxos e protestantes, e é a que o próprio Novo Testamento faz em João 2, Hebreus 9 e 10 e Efésios 2. Onde as tradições se dividem é no que vem depois: se ainda haverá um templo físico no futuro. Falo disso mais adiante, na parte sobre Ezequiel.

O templo hoje: a igreja e o cristão

Se Jesus é o templo, o que acontece com quem está unido a ele? Paulo responde com uma pergunta que esperava um "sim":

Zai Nathek ne thieg nathek ne Hamangkhung-aphuii ro misia hò ro chiih-è Hamangkhung-aphuii ro ragung ne nathek shii rai phro.(1 Khorinthek 3:16)

Olha um detalhe que o português esconde: o "vós" é plural e o "templo" é singular. Paulo está dizendo à igreja de Corinto, como comunidade, que ela é o templo — a casa onde o Espírito mora. É por isso que ele leva tão a sério a divisão naquela igreja: brigar dentro da igreja é danificar o santuário. Em Efésios ele usa a mesma imagem, com os cristãos como pedras encaixadas num prédio que cresce, tendo Cristo como pedra angular (Efésios 2:19-22); Pedro fala em pedras vivas formando uma casa espiritual (1 Pedro 2:5).

Mais à frente, na mesma carta, Paulo também aplica a imagem ao corpo de cada cristão (1 Coríntios 6:19). Então as duas coisas são verdade: o conjunto é templo, e cada um é templo. O que ambas dizem é o mesmo que Êxodo 25:8 dizia — Deus quer habitar no meio do seu povo. A diferença é o endereço. Antes era um monte em Jerusalém; agora é onde quer que os que creem estejam.

Isso tira o peso de qualquer prédio de igreja. Nenhum deles é "a casa de Deus" no sentido em que o templo era. O templo está sentado nos bancos.

Onde ficava o templo e o que existe lá hoje

O templo ficava no monte Moriá, no lado oriental de Jerusalém, no terreno que Davi comprou de um homem chamado Ornã (ou Araúna) e onde ergueu um altar (2 Crônicas 3:1). A tradição judaica e cristã identifica esse monte com a região onde Abraão foi oferecer Isaque (Gênesis 22:2) — o lugar onde Deus proveu um cordeiro no lugar do filho.

Hoje o platô construído por Herodes continua lá: é o Monte do Templo, que os muçulmanos chamam de Haram al-Sharif. Sobre ele estão o Domo da Rocha, concluído em 691 d.C., e a mesquita de Al-Aqsa. É um dos lugares mais sensíveis do mundo, e por isso não se escava ali.

O Muro das Lamentações, onde judeus do mundo inteiro vão orar, não é uma parede do templo. É um trecho do muro de contenção ocidental que Herodes levantou para sustentar o platô — a parte mais próxima do lugar onde ficava o Santo dos Santos que ainda é acessível. As pedras enormes da base são herodianas; quem encosta a mão nelas está tocando o que Jesus viu quando subia ao templo.

O templo de Ezequiel e a cidade sem templo

Dois textos costumam confundir quem lê a Bíblia inteira. O primeiro é Ezequiel 40 a 48: no exílio, catorze anos depois da destruição, o profeta recebe uma visão detalhadíssima de um templo, com medidas de cada porta e cada pátio, e vê a glória de Deus voltando para dentro dele pelo mesmo caminho por onde havia saído (Ezequiel 43:1-5). De dentro desse templo sai um rio que vai curando a terra até o Mar Morto (Ezequiel 47:1-12).

O templo de Zorobabel não seguiu essas medidas, e o de Herodes tampouco. Então o que é essa visão? Aqui os cristãos leem de maneiras diferentes, e é honesto dizer isso. A tradição dispensacionalista, forte em muitas igrejas evangélicas, entende um templo literal que será construído em Jerusalém num reino futuro de Cristo. A tradição reformada e boa parte das igrejas históricas leem a visão como linguagem profética para a presença restaurada de Deus — cumprida em Cristo e na igreja, e por fim na nova criação. As duas concordam no essencial: a visão promete que Deus volta a morar com o seu povo e que dessa presença sai vida para o mundo.

O segundo texto é o último capítulo da história, e ele surpreende:

Gu ne rajan shii misiahò adoh ro, nyieliieshii ji pha misiahò ne Ithong Hamangkhung-aphuii Bohblu nane shiishai duiine ro.(Dong 21:22)

Na cidade final não há templo. Não porque Deus tenha abandonado a ideia, mas porque ela chegou ao fim para o qual existia. O templo era um lugar marcado dentro de uma cidade onde Deus estava e o resto não. Na Nova Jerusalém, a cidade inteira é o Santo dos Santos — e João descreve-a, não por acaso, como um cubo, a mesma forma daquela sala de ouro atrás do véu (Apocalipse 21:16). O rio de Ezequiel também está lá, saindo do trono (Apocalipse 22:1-2).

Dá para contar a história inteira numa linha: uma tenda, depois uma casa, depois uma pessoa, depois um povo, depois uma cidade. A cada passo, menos muro e mais gente dentro.

De volta à frase de Jesus

Quando os judeus pediram a Jesus um sinal, ele apontou para o templo e disse: destruam isto, e em três dias eu o levanto. Eles olharam para as pedras de Herodes. Ele falava do próprio corpo. Toda a história que este artigo contou — a tenda no deserto, o ouro de Salomão, o fogo de Nabucodonosor, o choro dos velhos na fundação, o véu rasgado — passa por essa frase e sai do outro lado explicada.

Leia João 2:13-22 inteiro, e depois 1 Reis 8, a oração de Salomão no dia em que a casa foi dedicada. Os dois textos falam da mesma coisa: um Deus que não cabe no céu e, mesmo assim, insiste em morar perto.

Quantos templos existiram em Jerusalém?

Dois. O primeiro foi construído por Salomão por volta de 959 a.C. e destruído pelos babilônios em 586 a.C. O segundo foi erguido por Zorobabel e concluído em 516 a.C., depois ampliado por Herodes a partir de 20 a.C., e destruído pelos romanos em 70 d.C. O templo de Herodes não conta como terceiro porque foi uma reforma do segundo, sem interrupção do culto.

O Templo de Jerusalém vai ser reconstruído?

Depende da tradição cristã. Igrejas de linha dispensacionalista esperam um terceiro templo físico, ligado a passagens como Ezequiel 40–48 e 2 Tessalonicenses 2:4. Igrejas reformadas e históricas entendem que o templo foi cumprido em Cristo e na igreja, e que Apocalipse 21:22 mostra que a história termina sem templo. A Bíblia não traz um comando ou uma data para reconstrução; a leitura depende do método de interpretação profética.

Qual é a diferença entre tabernáculo e templo?

O tabernáculo era uma tenda desmontável, construída por Moisés no deserto segundo Êxodo 25–40, que acompanhava Israel nas viagens. O templo foi a versão fixa, de pedra e cedro, construída por Salomão em Jerusalém com a mesma planta básica: pátio, Lugar Santo e Lugar Santíssimo. Os móveis sagrados — arca, candelabro, mesa dos pães, altar de incenso — eram os mesmos em conceito. A função também: ser o lugar onde Deus habitava no meio do povo.

Onde está a Arca da Aliança hoje?

Ninguém sabe. A última menção bíblica à arca como objeto físico é anterior à destruição de 586 a.C.; 2 Reis 25 não a lista entre os objetos levados para a Babilônia, e Esdras não a menciona no retorno. O Lugar Santíssimo do segundo templo ficou vazio. Existem tradições sobre ela estar escondida sob o Monte do Templo ou na Etiópia, mas nenhuma tem apoio na Escritura ou prova arqueológica. Apocalipse 11:19 fala da arca no templo celestial, não na terra.

Por que Jesus expulsou os vendedores do templo?

Os vendedores ofereciam animais para sacrifício e trocavam moedas estrangeiras pela moeda aceita no templo — serviços necessários, mas instalados dentro dos pátios e, segundo Jesus, praticados com exploração. Ele citou Isaías 56:7 e Jeremias 7:11: a casa devia ser de oração para todas as nações, não covil de ladrões (Marcos 11:17). O gesto também era um sinal profético: o Senhor do templo chegando à sua casa e julgando o que encontrou. João relata a cena no início do ministério e os outros evangelhos no fim; alguns intérpretes veem dois episódios, outros um só narrado em posições diferentes.

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