Fé em meio ao desespero
A vida de fé não é um estado de perfeição ou de estabilidade espiritual constante. Nem sempre estamos equilibrados ou seguros diante de tudo o que acontece ao nosso redor. Embora tenhamos recebido de Deus uma nova natureza, continuamos sendo seres humanos, sujeitos às circunstâncias e às emoções que podem nos abalar profundamente (Salmo 13:2).
Nos momentos de dificuldade, o coração pode nos enganar, levando-nos a acreditar que Deus nos abandonou, desistiu de nós ou não é capaz de suprir nossas necessidades. Nessas ocasiões, pensamentos de desânimo e desesperança podem tomar conta da mente. Foi assim com Davi, no Salmo 13, e também com Habacuque em suas inquietações diante de Deus. Em certos momentos, a dor é tão intensa que, mesmo professando fé, podemos nos sentir distantes daquele a quem servimos (Salmo 22:1).
Entretanto, Deus é misericordioso. Ele conhece nossas limitações e compreende a luta constante entre a nossa natureza humana e o desejo de viver segundo o Espírito. O Senhor sabe distinguir um lamento sincero de uma murmuração. Ele acolhe o clamor dos seus filhos, mesmo quando as palavras são marcadas pela dor e pela aflição. Por isso, Deus nos concedeu o Espírito Santo como Consolador e auxiliador. Quando não sabemos como orar, Ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26).
A dor do aflito não é uma sentença definitiva. Há consolo, esperança e restauração na presença de Deus. Na caminhada cristã, seguir em frente não é apenas uma opção, mas uma necessidade. Mesmo diante do medo, do desânimo ou do desespero, a atitude mais sábia é correr para os braços do Senhor. Ele continua sendo o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente em todas as tribulações.
Deus lhe abençoe!
“Não pense que sentimentos de desespero o tornam mais digno da misericórdia. Não é o que você sente que irá salvá-lo, mas o que Jesus sentiu.”
(C. H. Spurgeon)