Filho de Deus: a igualdade de Jesus com o Pai em João 5
Redação Bíblia Online Publicado em
O que significa Jesus ser o Filho de Deus
Quando a Bíblia chama Jesus de Filho de Deus, está dizendo que ele é da mesma natureza do Pai — não uma criatura muito especial, não um ser intermediário, mas Deus. É por isso que, no Novo Testamento, "Filho de Deus" e "divindade de Jesus" são a mesma conversa: o título fala de quem Jesus é, não só do que ele faz.
Olha, isso não é interpretação posterior da igreja. Está no modo como quem ouviu Jesus reagiu a ele. O texto mais direto é este, em que Jesus acaba de curar um homem no sábado e explica por que fez isso:
Jesus lhes disse:
— O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho.
Por essa razão, os judeus queriam matá-lo ainda mais, pois não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era o seu próprio Pai, e assim se fazia igual a Deus.
Repare no detalhe antes da conclusão. Jesus não disse "eu sou Deus". Disse: «O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho» (João 5:17, NVI). Os judeus daquela época sabiam que Deus não para no sábado — ele continua sustentando o mundo. Jesus reivindica exatamente esse privilégio: o que o Pai faz sem parar, ele também faz.
E o versículo 18 registra como aquilo foi ouvido: ao chamar Deus de «seu próprio Pai», Jesus «se fazia igual a Deus». No grego, a expressão é ison tō theō, "igual a Deus". Quem estava ali não entendeu "filho" como um título honorário. Entendeu como uma reivindicação de igualdade — e por isso quis matá-lo.
Este artigo faz parte de Estudos Bíblicos Doutrinas e Teologia
"Filho de Deus" antes de Jesus: Israel, reis e anjos
Vale notar que a expressão "filho de Deus" não nasceu com Jesus. O Antigo Testamento a usa para três coisas diferentes, e saber disso mostra por que o caso de Jesus é outro.
Primeiro, Israel. Em Êxodo 4:22, Deus manda Moisés dizer a Faraó: "Israel é meu filho, meu primogênito" — uma relação de pertencimento, não de natureza. Segundo, o rei. Em 2 Samuel 7:14, Deus promete a Davi, sobre o descendente que o sucederia: "eu lhe serei por pai, e ele me será por filho". O Salmo 2 retoma isso: "Tu és meu Filho, eu hoje te gerei". O rei era "filho" no sentido de representante: governava em nome de Deus. Terceiro, os anjos. Em Jó 1:6, "os filhos de Deus" se apresentam diante do Senhor — a corte celestial.
Em nenhum desses casos o "filho" é Deus. Então, quando o Novo Testamento chama Jesus de Filho de Deus, a pergunta certa é: em qual desses sentidos? E o próprio Antigo Testamento já aponta para um quarto, que nenhum rei de Israel jamais recebeu:
Porque um menino nos nasceu, um
filho se nos deu,
e o principado estará
sobre os seus ombros,
e se chamará o seu nome:
Maravilhoso, Conselheiro,
Deus Forte, Pai da Eternidade,
Príncipe da Paz.(Isaías 9:6, ACF)
Isaías fala de um menino que nasce — um ser humano, descendente de Davi — e dá a ele nomes que o Antigo Testamento reserva a Deus. "Deus Forte" é, em hebraico, El Gibbor; um capítulo adiante, em Isaías 10:21, o mesmo termo é usado para o próprio Senhor. "Pai da Eternidade" também não é título de rei. O filho prometido a Davi seria, de algum modo que Isaías não explica, o próprio Deus entre o povo. É isso que o Novo Testamento vai explicar.
O Verbo se fez carne: o Filho que é Deus
João abre o seu Evangelho antes de Belém: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1). Esse Verbo — a Palavra pela qual Deus criou tudo — é quem João diz que entrou na história:
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.(João 1:14, NAA)
O Verbo que "era Deus" é o mesmo que "se fez carne": João não diz que Deus enviou um mensageiro; diz que Deus veio. E a glória que os discípulos viram é "glória como do unigênito do Pai" — palavra a que volto mais abaixo, porque é nela que se concentra a maior confusão sobre o assunto. Quatro versículos depois, João fecha o prólogo resolvendo um problema antigo — ninguém pode ver Deus e viver:
Ninguém jamais viu Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.(João 1:18, nvi)
Aqui a tradução importa. A Almeida Corrigida Fiel traz «O Filho unigênito» (João 1:18, ACF); a NVI e a NAA trazem «Deus Unigênito». A diferença vem dos manuscritos gregos: alguns leem huios (Filho), outros theos (Deus), e os mais antigos trazem "Deus". As duas redações dizem a mesma coisa de ângulos diferentes: aquele que revelou o Pai é único, está "junto do Pai" e — na leitura dos manuscritos mais antigos — é ele mesmo chamado de Deus.
A carta aos Hebreus faz o mesmo movimento:
O Filho é o resplendor da glória de Deus, a expressão exata do seu ser, e sustenta todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas, pois é muito superior aos anjos, e o nome que herdou também é superior ao deles.(Hebreus 1:3,4, nvi)
O Filho é "o resplendor da glória de Deus" — a luz não existe separada da fonte. É "a expressão exata do seu ser" — em grego, charaktēr, a marca que um carimbo deixa: não parecida com o original, idêntica a ele. E "sustenta todas as coisas", o que, no Antigo Testamento, só Deus faz. Então o versículo 4 o põe "muito superior aos anjos". Lembra dos "filhos de Deus" de Jó? Jesus não é filho de Deus como os anjos são. Ele herdou um nome que nenhum anjo tem.
O que o Filho faz que só Deus faz
Jesus poderia ter respondido à acusação de João 5:18 dizendo que foi mal compreendido. Em vez disso, explica em que sentido é Filho — e a explicação piora a situação para quem queria um mestre apenas humano:
Porque, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer. Além disso, o Pai não julga ninguém, mas delegou todo julgamento ao Filho, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho não honra também o Pai que o enviou.(João 5:21-23)
Dar vida aos mortos, julgar toda a humanidade e receber honra igual à do Pai: em toda a Bíblia hebraica, as três coisas pertencem só a Deus. Jesus reivindica as três. Para um judeu do primeiro século, "quem não honra o Filho não honra o Pai" era impensável na boca de qualquer um que não fosse Deus.
Em verdade lhes digo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem viverão. Pois, da mesma forma que o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo(João 5:25,26)
O versículo 26 é chave. O Pai "tem vida em si mesmo" — não recebe vida de ninguém, é a fonte. E "concedeu ao Filho ter vida em si mesmo". Não "deu vida ao Filho", como se dá a uma criatura, mas deu-lhe ser fonte, do mesmo modo que o Pai é. O Filho recebe do Pai tudo o que o Pai é — e o que recebe é ser Deus, não ser criatura.
Em João 10:30-33, a cena se repete: Jesus diz "eu e o Pai somos um", pegam pedras, e a acusação é literal — "sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo". Mais uma vez, quem ouvia entendeu.
"Unigênito" e "gerado" significam que Jesus foi criado?
Essa é a pergunta que mais chega a quem estuda o assunto, e merece resposta honesta.
A palavra que a Almeida traduz como "unigênito" é monogenēs. Durante séculos foi lida como "único gerado", do verbo gennaō. Hoje a maior parte dos estudiosos do grego entende que o segundo pedaço vem de genos, espécie: "único no seu gênero". Por isso várias traduções modernas preferem "único Filho". A própria Bíblia usa a palavra assim: em Hebreus 11:17, Isaque é chamado de monogenēs de Abraão — que também gerou Ismael. Isaque era único como o filho da promessa. Então, pela palavra em si, "unigênito" não afirma que Jesus teve um começo. Afirma que ele é Filho de um jeito que ninguém mais é.
Mas há outra camada. A igreja antiga leu João 5:26 e perguntou: o Filho recebe o seu ser do Pai? E respondeu que sim — mas não no tempo. O Credo de Niceia, de 325, formulou isso na frase que a maior parte das igrejas repete até hoje: "gerado, não criado, da mesma substância do Pai". Gerado quer dizer que vem do Pai como o resplendor vem da luz (a imagem de Hebreus 1:3); não criado quer dizer que nunca houve um momento em que ele não existisse.
É preciso dizer de onde vem esta leitura. Este texto segue a teologia evangélica histórica, que nesse ponto está alinhada com Niceia e com a quase totalidade da cristandade — católica, ortodoxa e protestante. Há leituras diferentes. No século IV, Ário ensinou que o Filho foi a primeira e maior criatura de Deus, e foi contra essa leitura que o Credo se escreveu. Hoje, as Testemunhas de Jeová sustentam posição parecida, apoiando-se sobretudo em Colossenses 1:15, "o primogênito de toda a criação" — a resposta a essa objeção está nas perguntas ao fim da página. Os grupos unitaristas, por sua vez, leem "Filho de Deus" apenas como o Messias humano exaltado. Vale saber que essas leituras existem — e saber também por que a maioria das igrejas, lendo João 1, João 5 e Hebreus 1, não chegou a elas.
O Pai declara, Pedro confessa: "Filho de Deus" e "Filho do Homem"
Até aqui vimos o que Jesus disse de si mesmo e o que João e Hebreus disseram dele. Há um terceiro depoimento, e é o do próprio Pai:
Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento, os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então, uma voz dos céus disse:
— Este é o meu Filho amado, em quem tenho prazer.(Mateus 3:16,17, nvi)
Num só quadro: o Filho na água, o Espírito descendo, a voz do Pai — as três pessoas que a fé cristã chama de Trindade. E a voz usa as palavras do Salmo 2, "este é o meu Filho", antes que Jesus pregue uma só palavra em público.
Mais tarde, Jesus devolve a pergunta aos seus discípulos:
Quando Jesus chegou à região de Cesareia de Filipe, perguntou aos seus discípulos:
— Quem o povo diz que é o Filho do homem?
Eles responderam:
— Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; ainda outros, Jeremias ou um dos profetas.
— E vocês, quem dizem que eu sou? — perguntou.
Simão Pedro respondeu:
— Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.(Mateus 16:13-16, nvi)
Dois títulos aparecem juntos. Muita gente imagina que "Filho do Homem" fala da parte humana de Jesus e "Filho de Deus" da parte divina. Não é bem assim. "Filho do Homem" vem de Daniel 7:13-14: "um como o filho do homem" que vem com as nuvens, recebe domínio sobre todos os povos e um reino eterno. É título de realeza celestial, e Jesus o preferia porque dizia quem ele era sem disparar a acusação de blasfêmia antes da hora. "Filho do Deus vivo", na boca de Pedro, é a resposta de fé: o Cristo prometido a Davi, que — como Isaías já apontava — é mais do que um rei. E Jesus diz, na sequência, que essa confissão não veio de homem nenhum, mas do Pai.
Décadas depois, a primeira carta de João coloca essa mesma confissão como linha divisória:
Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele permanece em Deus.(1 João 4:15, NAA)
Para João, confessar que Jesus é o Filho de Deus não é uma opinião teológica a mais — é o que define quem está em Deus.
Por que o Filho foi enviado — e por que isso só funciona se ele é Deus
O versículo mais conhecido da Bíblia fala do Filho, e costuma ser lido sem perceber o que ele pressupõe:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.(João 3:16, NAA)
Se o Filho fosse uma criatura, por mais alta que fosse, Deus estaria mandando outro pagar em seu lugar. É porque o Filho é Deus que João 3:16 fala de amor: o que foi dado não foi um terceiro. Foi o que Deus tinha de mais próprio.
Desta forma Deus manifestou o seu amor entre nós: ele enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como expiação pelos nossos pecados.(1 João 4:9,10, nvi)
Deus enviou o Filho "como expiação" — hilasmos, o sacrifício que remove a culpa. E só pode remover a culpa de um mundo inteiro alguém cujo valor seja infinito. A divindade do Filho não é um detalhe doutrinário solto; é o que faz a cruz ser suficiente.
Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo.(1 João 3:8, nvi)
"Destruir as obras do Diabo" é tarefa de quem tem autoridade sobre o Diabo. Nenhum anjo, profeta ou rei de Israel recebeu essa missão. O Filho "se manifestou" — a palavra sugere alguém que já existia e se tornou visível.
Jesus é Filho; os cristãos são filhos — qual é a diferença?
Se a Bíblia chama os crentes de "filhos de Deus", a diferença é só de grau? Não. E João toma o cuidado de usar palavras diferentes:
Contudo, aos que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes a autoridade de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem pela vontade da carne, nem pela vontade de homem algum, mas nasceram de Deus.(João 1:12,13)
Para os crentes, João usa tekna, "filhos" no sentido de crianças, gerados — "nascidos de Deus", pela fé. Para Jesus, reserva huios, "o Filho", e nunca o chama de teknon. Os crentes se tornam filhos; o Filho sempre foi. Paulo coloca os dois na mesma frase:
Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. Porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: "Aba, Pai".(Gálatas 4:4-6)
Deus "enviou seu Filho" — alguém que já era Filho antes de ser enviado — para que nós "recebêssemos a adoção". Ninguém adota quem já é filho por natureza. E o Espírito nos faz dizer a Deus a mesma palavra que ele dizia: "Pai". Não nos tornamos divinos; o Filho eterno compartilha conosco a sua relação com o Pai.
Por isso João pode dizer que ter vida depende de ter o Filho:
Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.(1 João 5:12)
Não está escrito "quem tem a doutrina certa", mas "quem tem o Filho". A vida que o Pai tem em si mesmo, ele a concedeu ao Filho (João 5:26), e o Filho a dá a quem crê. Se não fosse Deus, teria apenas vida recebida, como todos nós.
O que muda para quem está lendo
O Novo Testamento nunca trata o assunto como definição: trata como notícia que muda a situação de quem a recebe.
Pois se, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele por meio da morte do seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos pela sua vida!(Romanos 5:10, nvi)
Fomos reconciliados "por meio da morte do seu Filho": Deus não reconciliou o mundo com um gesto a distância, mas com a morte daquele que é dele mesmo. E, se foi assim quando éramos inimigos, "quanto mais agora".
Estou crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.(Gálatas 2:20)
"Fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." Aqui estão juntas as duas pontas: o que é Deus (por isso vale confiar) e o que se entregou (por isso dá para confiar sem medo). Para quem lê isso numa noite difícil, a divindade de Jesus não é tema de debate. É a garantia de que quem se entregou por você não era um terceiro: era Deus.
Volte a João 5:18 com isso em mente. Os que ouviram Jesus entenderam que ele "se fazia igual a Deus" — e a Bíblia inteira, de Isaías a Hebreus, diz que entenderam certo. Leia João 5 completo e veja Jesus explicar, com as suas próprias palavras, o que é ser o Filho.
Jesus alguma vez disse "eu sou Deus"?
Não com essas palavras exatas, mas disse coisas que, para quem o ouvia, equivaliam a isso: "eu e o Pai somos um" (João 10:30), "antes que Abraão existisse, eu sou" (João 8:58, ecoando o nome de Deus em Êxodo 3:14), e reivindicou julgar o mundo e receber a mesma honra do Pai (João 5:21-23). Em cada caso, os ouvintes reagiram como se ouvissem blasfêmia — e Jesus não corrigiu a impressão. Quando Tomé o chamou de "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28), Jesus aceitou.
Se Jesus é Deus, por que orava ao Pai e disse que "o Pai é maior do que eu"?
Porque, na fé cristã, o Filho se fez homem de verdade — e um homem ora, cansa e obedece. Filipenses 2:6-8 diz que ele, "sendo Deus", se esvaziou e assumiu a forma de servo. A frase "o Pai é maior do que eu" (João 14:28) é lida pela teologia evangélica histórica como fala do Filho encarnado, em sua missão de obediência, não como negação da sua natureza divina.
Jesus se tornou Filho de Deus no nascimento, no batismo ou na ressurreição?
A Bíblia liga o título aos três momentos: Lucas 1:35, Mateus 3:17 e Romanos 1:4. A leitura cristã histórica é que, em cada um deles, o Filho foi declarado como tal, não feito. João 1:1 e Gálatas 4:4 falam de alguém que já era o Filho antes de ser enviado. O que muda em Belém, no Jordão e na ressurreição é o que o mundo pode ver dele, não o que ele é.
Os cristãos acreditam em três deuses?
Não. A fé cristã confessa um só Deus (Deuteronômio 6:4 continua valendo) que existe como Pai, Filho e Espírito Santo. A palavra "Trindade" não está na Bíblia, mas foi criada para resumir o que textos como João 1:1, João 5:18 e Mateus 28:19 afirmam juntos.
"Primogênito de toda a criação", em Colossenses 1, quer dizer que Jesus foi criado?
A resposta da teologia cristã histórica está no versículo seguinte: "nele foram criadas todas as coisas" (Colossenses 1:16). Quem cria todas as coisas não está entre elas. "Primogênito", na Bíblia, é com frequência título de posição e herança, não de ordem de nascimento: Deus chama Israel de "meu primogênito" em Êxodo 4:22, e Davi, o caçula de oito irmãos, de "primogênito" no Salmo 89:27.
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