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Quem foi João, o discípulo amado?

Dois homens de túnicas simples se abraçam, um idoso de barba branca sorrindo

O que significa “o discípulo a quem Jesus amava”

O “discípulo a quem Jesus amava” é a forma como a tradição cristã e o relato bíblico identificam o apóstolo João, filho de Zebedeu e irmão de Tiago. Essa expressão não significa que Jesus amava João mais do que aos outros discípulos, mas descreve a proximidade e a intimidade que ele viveu ao lado do Mestre durante o ministério terreno.

Além do Evangelho que leva seu nome, João escreveu as cartas 1, 2 e 3 João e o livro do Apocalipse, testemunhando momentos decisivos como a Transfiguração, o Getsêmani e a crucificação.

Versículos sobre o discípulo amado

Na Última Ceia, a comunhão e a proximidade de João com Jesus aparecem registradas de forma direta:

Ao lado de Jesus estava reclinado um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava.(João 13:23)

Durante a crucificação, enquanto a maioria havia se dispersado, João permaneceu aos pés da cruz. Foi a ele que Jesus confiou o cuidado de Maria:

Vendo Jesus a sua mãe e junto dela o discípulo amado, disse:

— Mulher, eis aí o seu filho.

Depois, disse ao discípulo:

— Eis aí a sua mãe.

Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa.(João 19:26,27)

Esse encargo confiado a João mostra o nível de confiança pessoal estabelecido com Jesus: no momento de Sua morte, Cristo entrega a própria mãe aos cuidados desse apóstolo.

A revelação de Cristo em Patmos

Anos depois, durante o exílio na ilha de Patmos por causa de sua fidelidade à mensagem cristã, João recebeu as revelações que compõem o livro do Apocalipse:

Ao vê-lo, caí aos seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo:

— Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último e aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno.(Apocalipse 1:17,18)

O mesmo discípulo que se reclinara junto a Jesus na ceia cai prostrado diante da majestade do Senhor ressurreto, recebendo dEle consolo, autoridade profética e a confirmação de Sua vitória sobre a morte.

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