Língua
A língua tem poder de vida e de morte. A Bíblia compara a língua ao leme de um navio e à faísca que incendeia uma floresta. Dominar a língua é prova de maturidade espiritual.
O poder da língua
A morte e a vida estão no poder da língua. Quem a domina é varão perfeito, capaz de controlar todo o corpo.
A morte e a vida estão à mercê da força da língua;
os que a usam habilmente serão recompensados.
Todos nós cometemos erros. Quem puder dominar perfeitamente o seu falar poderá considerar-se perfeito e capaz de controlar todo o seu ser.
Podemos dominar um possante cavalo por meio dum pequeno freio na sua boca. E um pequeno leme faz um grande navio virar para onde o piloto quiser, mesmo quando há forte vento. O mesmo se passa com a língua: um membro bem pequeno, mas que pode gabar-se de grandes coisas! Uma floresta inteira pode ser incendiada por uma simples faísca. Pois também a língua é como um fogo. Ela é mesmo um mundo de injustiça e é capaz de contaminar todo o nosso ser. Alimentada com o fogo do inferno, é capaz de inflamar a nossa existência.
Toda a espécie de animais se podem subjugar: animais ferozes, répteis, aves e até peixes; todos se podem domar. Mas ninguém consegue dominar a sua língua. É um mal que não se pode controlar. Está sempre pronta a expelir veneno mortal.
Com ela damos louvores ao Senhor, nosso Pai, e outras vezes dizemos as piores coisas contra os homens, que são feitos à semelhança de Deus. Assim, a mesma boca emite bênçãos e roga pragas. Meus irmãos, não está certo que seja assim. Será que da mesma fonte pode sair água doce e água salobra? E uma figueira pode produzir azeitonas ou uma videira figos? A mesma fonte também não pode dar água boa e má ao mesmo tempo.
Palavras sábias
A língua branda quebra até ossos. A palavra certa no tempo certo é como maçãs de ouro em salvas de prata.
Com muita paciência pode chegar-se a convencer até mesmo um magistrado;
as palavras brandas são capazes de quebrar ossos duros.
Há gente cujas palavras ferem como pontas de espada;
mas a fala dos que têm sabedoria é como se desse saúde aos outros.
A verdade aguenta, inalterável, a prova do tempo;
mas a língua do mentiroso dura apenas um instante!
No muito falar há sempre grande risco de pecar,
mas quem sabe refrear a sua língua é sensato.
Até o tolo é capaz de passar por esperto, quando sabe ficar quieto;
quando cala a boca, até pode ser tomado por inteligente.
Disciplinar a fala
Quem guarda a boca e a língua guarda a sua alma de angústias. A religião sem controle da língua é vã.
Se alguém diz ser religioso, mas não é capaz de travar a sua língua, engana-se a si mesmo. A sua religião não lhe vale de nada.
Disse para mim mesmo:
"Vou estar atento quando abrir a minha boca,
principalmente quando estiver rodeado de ímpios."
Se alguém ama a vida,
pretende ter muitos anos para ver o bem.
Tenha então cuidado com a língua
e guarde-se de proferir mentiras.
A boca dos que seguem a justiça fala com sabedoria,
distinguindo o certo do errado.
A Lei de Deus está nos seus corações;
os seus passos serão sempre firmes.
E assim todo o dia
eu te louvarei por causa da tua justiça.
Sem que seja preciso dizer alguma coisa,
tudo sabes sobre mim.
"Senhor, livra-me da ação dos mentirosos,
dos que só sabem abrir a boca para enganar!"
O Senhor castigará os que falam com adulação e altivamente;
os que dizem: "Continuarei a falar como me apetecer.
A boca é minha. Quem pode governar sobre nós?"
Destrói-os, Senhor!
Reduz ao silêncio os seus conselhos mentirosos,
porque vejo violência e discórdia na cidade.
Toda língua confessará
Ao nome de Jesus todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.
Por isso mesmo, Deus o elevou às posições mais altas e lhe deu um nome que é superior a todos os nomes, de tal forma que, em honra desse nome, virão a ajoelhar-se todas as criaturas tanto no céu, como na Terra, como ainda debaixo da Terra. E todos, igualmente, reconhecerão que Jesus Cristo é Senhor, o que será mais uma glória para Deus, o Pai!
Ainda que eu falasse as línguas dos homens ou até mesmo dos anjos, mas não fosse capaz de amar os outros, não seria mais do que um sino que badala ou um chocalho barulhento.
E garanto-vos: no dia do juízo hão de dar conta de cada palavra leviana que tiverem dito. Pelas tuas palavras serás justificado e também por elas serás condenado."
O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que estavam a levantar. "Vejamos se isto é o que eles já são capazes de fazer; sendo um só povo, com uma só língua, não haverá limites para tudo o que ousarem fazer. Vamos descer e fazer com que a língua deles comece a diferenciar-se, de forma que uns não entendam os outros."
E foi dessa forma que o Senhor os espalhou sobre toda a face da Terra, tendo cessado a construção daquela cidade. Por isso, ficou a chamar-se Babel, porque foi ali que o Senhor confundiu a língua dos homens e espalhou-os por toda a Terra.