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Morte de Jesus: os fatos da cruz e o seu real significado

Redação Bíblia Online Publicado em

O que foi a morte de Jesus e o que ela significa

Três homens crucificados em cruzes sobre uma colina, com soldados romanos e mulheres ao redor.

Jesus morreu crucificado numa sexta-feira de Páscoa, por volta do ano 30, num morro fora dos muros de Jerusalém chamado Gólgota — "Caveira". A sentença foi romana, assinada pelo governador Pôncio Pilatos; a acusação veio do conselho judaico, o Sinédrio. Ele tinha pouco mais de trinta anos e passou cerca de seis horas na cruz, das nove da manhã às três da tarde.

Isso é o fato. O significado, segundo a Bíblia, é que essa morte não foi acidente nem derrota: foi um sacrifício no lugar de outros. O texto mais direto sobre isso foi escrito uns sete séculos antes, por Isaías, e os apóstolos o leram como retrato da cruz.

Mas ele foi traspassado

por causa das nossas

transgressões

e esmagado por causa

das nossas iniquidades;

o castigo que nos traz a paz

estava sobre ele,

e pelas suas feridas fomos sarados.

Todos nós andávamos

desgarrados como ovelhas;

cada um se desviava

pelo seu próprio caminho,

mas o Senhor fez cair sobre ele

a iniquidade de todos nós.

Ele foi oprimido e humilhado,

mas não abriu a boca.

Como cordeiro foi levado

ao matadouro

e, como ovelha muda

diante dos seus tosquiadores,

ele não abriu a boca.

Olha a lógica do versículo 5. Ele fala de duas partes: o que aconteceu com "ele" — traspassado, esmagado, castigado, ferido — e o que resultou para "nós" — paz, cura. Entre uma coisa e outra, a expressão "por causa de": o sofrimento dele tem origem no pecado nosso. O versículo 6 fecha a conta: nós é que nos desviamos; o Senhor fez cair sobre ele a culpa de todos.

É essa troca que o Novo Testamento resume em três palavras: "morreu por nós". Tudo o que vem abaixo — quem condenou, a que hora, o que ele disse, o que aconteceu no templo — sustenta ou ilumina essa frase.

Este artigo faz parte de Estudos Bíblicos Doutrinas e Teologia

Quem condenou Jesus e por quê

Foram dois tribunais, com duas acusações diferentes.

O primeiro foi o Sinédrio, o conselho religioso judaico. Na madrugada de sexta, o sumo sacerdote perguntou se Jesus era o Cristo, o Filho do Deus Bendito. Ele respondeu "Eu sou" e acrescentou a cena de Daniel 7, o Filho do Homem sentado à direita do Poder. Caifás rasgou as próprias vestes e o conselho o declarou réu de morte por blasfêmia — está em Marcos 14:61-64. Para o Sinédrio, o crime era religioso.

Só que, sob Roma, o Sinédrio não tinha autoridade para executar ninguém. Por isso levaram Jesus a Pilatos com uma acusação que um governador romano entenderia: ele estaria agitando a nação, proibindo o tributo a César e se declarando rei (Lucas 23:2). Pilatos disse três vezes que não achava culpa, mandou o caso a Herodes, ofereceu Barrabás no lugar — e cedeu quando ouviu que soltar um homem que se diz rei é se opor a César (João 19:12-16). A placa pregada na cruz, "Rei dos judeus", era a acusação oficial, escrita em três línguas para que todo mundo lesse.

E a Bíblia aponta um terceiro responsável, que costuma ficar de fora: o próprio Jesus. Ele disse que ninguém tiraria a vida dele; ele a entregava por decisão própria (João 10:18). Os Evangelhos seguram as duas coisas ao mesmo tempo: homens o mataram, e isso aconteceu dentro do plano de Deus. Pedro vai dizer exatamente isso em Atos 2, que aparece mais adiante.

Que dia e a que hora: a cronologia da cruz

Os quatro Evangelhos concordam na sequência e dão as horas pelo relógio judaico, que começava a contar ao nascer do sol. Em horas de hoje, fica assim:

  • Quinta-feira à noite — a última ceia, a oração no Getsêmani e a prisão (Marcos 14:12-50).

  • Madrugada de sexta — interrogatório diante do Sinédrio; Pedro nega Jesus três vezes.

  • Início da manhã — Jesus é levado a Pilatos, depois a Herodes, de volta a Pilatos; é açoitado e condenado.

  • Por volta das 9h — a "hora terceira" de Marcos 15:25: crucificação.

  • Do meio-dia às 15h — trevas sobre a terra.

  • 15h — a "hora nona": o clamor final e a morte.

  • Antes do pôr do sol — José de Arimateia pede o corpo e o sepulta às pressas, porque o sábado começava ao anoitecer (Marcos 15:42-46).

O dia da semana, portanto, era sexta-feira — os Evangelhos a chamam de "dia da preparação" para o sábado. Era também a semana da Páscoa, o que explica a cidade cheia e a pressa em tudo. Vale notar um dado que os estudiosos discutem: João 19:14 diz que o julgamento ainda corria "cerca da hora sexta"; a harmonização mais comum é que João conta as horas de outro jeito ou usa um número aproximado. Em nenhum dos relatos muda o essencial: manhã na cruz, morte no meio da tarde.

Marcos registra as três horas centrais com uma sobriedade que impressiona.

Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. E às três horas, Jesus clamou em alta voz:

— Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"(ମାର୍କ 15:33,34, NAA)

Se a sua Bíblia diz "hora sexta" e "hora nona" em vez de meio-dia e três da tarde, é a mesma coisa: a ACF mantém a contagem antiga, a NAA e a NVI já convertem. E o grito em aramaico — "Eloí, Eloí, lemá sabactâni" — é a primeira linha do Salmo 22. Jesus morre rezando um salmo, e esse salmo volta a aparecer nesta página.

O que aconteceu no Gólgota

Soldados romanos ajoelhados jogam dados sobre uma túnica, perto de três cruzes e quatro pessoas

Lucas conta a cena inteira, da chegada ao morro até a promessa feita a um dos criminosos.

Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à sua direita, outro à sua esquerda. Mas Jesus dizia:

— Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Então, para repartir as roupas dele, lançaram sortes. O povo estava ali e observava tudo. Também as autoridades zombavam e diziam:

— Salvou os outros. Que salve a si mesmo, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido.

Igualmente os soldados zombavam dele e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre, dizendo:

— Se você é o rei dos judeus, salve a si mesmo.

Acima de Jesus estava a seguinte inscrição: "Este é o Rei dos Judeus".

Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Jesus, dizendo:

— Você não é o Cristo? Salve a si mesmo e a nós também.

Porém o outro malfeitor o repreendeu, dizendo:

— Você nem ao menos teme a Deus, estando sob igual sentença? A nossa punição é justa, porque estamos recebendo o castigo que os nossos atos merecem; mas este não fez mal nenhum.

E acrescentou:

— Jesus, lembre-se de mim quando você vier no seu Reino.

Jesus lhe respondeu:

— Em verdade lhe digo que hoje você estará comigo no paraíso.…(ଲୁକ 23:33-43a, NAA)

Repare nos detalhes antes de tirar conclusões. As primeiras palavras de Jesus na cruz são um pedido de perdão para quem o estava pregando ali. Os soldados repartem as roupas — o crucificado era despido, e isso fazia parte da humilhação. E três grupos diferentes zombam dele: as autoridades, os soldados e um dos criminosos, todos com o mesmo refrão: "salve a si mesmo". A ironia que Lucas deixa o leitor perceber é que ele poderia, e não salva a si mesmo justamente para salvar os outros.

O segundo criminoso é o único na cena que lê a situação certa. Ele reconhece que a própria punição é justa, afirma que Jesus "não fez mal nenhum" e, olhando para um homem agonizando numa cruz, pede um lugar no reino dele. A resposta é "hoje" — não um dia, não no fim dos tempos. Uma leitura tradicional entre evangélicos tira daqui que a salvação não depende de obras nem de ritos: aquele homem não teve tempo para nenhum dos dois. É interpretação, mas o texto a sustenta bem.

João acrescenta o que Lucas só menciona: as roupas e as pessoas ao pé da cruz.

Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, pegaram as roupas dele e dividiram em quatro partes, uma parte para cada soldado; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. Por isso, os soldados disseram uns aos outros:

— Não a rasguemos, mas vamos tirar a sorte para ver quem ficará com ela.

Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:

"Repartiram entre si

as minhas roupas

e sobre a minha túnica

lançaram sortes."

E foi isso que os soldados fizeram.

E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, a irmã dela, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus a sua mãe e junto dela o discípulo amado, disse:

— Mulher, eis aí o seu filho.

Depois, disse ao discípulo:

— Eis aí a sua mãe.

Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa.…(ଜୋହନ 19:23-27a, NAA)

Quatro soldados, quatro partes, e sobra a túnica, tecida de uma peça só — rasgar estragaria, então tiram a sorte. João diz que isso cumpria a Escritura e cita o Salmo 22:18, que aparece inteiro mais abaixo. Depois, Jesus confia a mãe ao discípulo. Maria era viúva, e Jesus o filho mais velho; providenciar quem cuidaria dela era dever de primogênito, e ele o cumpre pregado numa cruz.

As sete palavras da cruz

Juntando os quatro Evangelhos, a tradição cristã lista sete frases de Jesus na cruz, nesta ordem:

  1. "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" — Lucas 23:34

  2. "Hoje você estará comigo no paraíso" — Lucas 23:43

  3. "Mulher, eis aí o seu filho… Eis aí a sua mãe" — João 19:26-27

  4. "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" — Mateus 27:46 e Marcos 15:34

  5. "Tenho sede" — João 19:28

  6. "Está consumado" — João 19:30

  7. "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" — Lucas 23:46

Nenhum Evangelho traz as sete; a ordem é uma reconstrução. As duas de João que faltavam nesta página estão aqui.

Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para que se cumprisse a Escritura, disse:

— Tenho sede!

Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, aproximaram a esponja da boca de Jesus. Quando Jesus tomou o vinagre, disse:

— Está consumado!

E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.(ଜୋହନ 19:28-30, NAA)

"Tenho sede" é a frase mais humana da cruz, e João a liga a uma Escritura — provavelmente o Salmo 69:21, que fala de vinagre dado a quem sofre. Já "Está consumado" merece atenção pela palavra grega: tetelestai, do verbo teleō, "levar ao fim, completar". João usa a mesma raiz dois versículos antes, quando diz que Jesus sabia que "tudo já estava consumado". Não é "acabou comigo"; é "ficou pronto". Você talvez já tenha ouvido que a palavra aparecia em recibos antigos com o sentido de "pago"; esse uso existe em documentos comerciais da época, mas o que o texto de João sustenta sozinho é o sentido de obra terminada.

E repare no verbo final: ele "entregou" o espírito. Não foi tirado; foi entregue — é o que Jesus havia anunciado em João 10:18.

O véu rasgado, o terremoto e o centurião

Mateus é quem registra o que aconteceu longe do morro, no templo, na hora exata da morte.

Naquele momento, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se fenderam. Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados.

Estes, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.

Quando o centurião e os que com ele vigiavam Jesus viram o terremoto e tudo o que havia acontecido, ficaram aterrorizados e exclamaram:

— Verdadeiramente, este era o Filho de Deus!(ମାତିଉ 27:51-54, NVI)

Para entender o véu, é preciso saber o que ele era: a cortina que separava o Santo dos Santos, o lugar mais interno do templo, do resto do santuário (Êxodo 26:33). Só o sumo sacerdote passava por ela, uma vez por ano, no Dia da Expiação. Mateus anota a direção do rasgo — "de alto a baixo" —, e a leitura tradicional é que o detalhe aponta para quem rasgou: veio de cima, não de mão humana.

O que isso significa não é invenção de pregador. O próprio Novo Testamento interpreta: a carta aos Hebreus diz que agora temos entrada no santuário "através do véu, isto é, da sua carne" (Hebreus 10:19-20). O corpo rompido de Jesus é a cortina aberta: o acesso a Deus deixou de depender de um sacerdote e de uma data.

Mateus também registra sepulcros abertos e santos que ressuscitaram — um trecho difícil, que só ele traz e não explica. Alguns intérpretes o leem de modo literal, outros como um sinal antecipado da ressurreição geral; honestamente, o texto não dá material para decidir. Já o centurião é fácil de entender e difícil de esquecer: um pagão, o encarregado da execução, é quem diz "este era o Filho de Deus". Mateus abre o ministério de Jesus com essa frase na voz do Pai, no batismo, e a fecha na boca de um soldado romano.

O que o Antigo Testamento já dizia da cruz

Os apóstolos não leram a cruz como surpresa. Dois textos, acima de todos, foram a chave: Isaías 53 e o Salmo 22.

De Isaías você já viu o trecho central no início desta página. Vale ler Isaías 53 inteiro: o servo desprezado, que leva as dores dos outros, que não abre a boca diante dos acusadores — Jesus ficou em silêncio diante de Pilatos — e que é sepultado como rico, como de fato aconteceu no túmulo de José de Arimateia.

O Salmo 22 é ainda mais surpreendente, porque Jesus o citou na cruz, e o salmo continua descrevendo a cena.

Todos os que me veem

zombam de mim;

fazem caretas e balançam

a cabeça, dizendo:

"Confiou no Senhor!

Ele que o livre!

Salve-o, pois nele tem prazer."(Salmos 22:7,8, NAA)

Compare com Mateus 27:39-43: os que passavam "balançavam a cabeça" e diziam que, se ele confiava em Deus, Deus que o livrasse. São as mesmas duas imagens, a careta e a frase, mil anos antes. E o salmo desce ao corpo:

Cães me cercam;

um bando de malfeitores

me rodeia;

traspassaram-me as mãos e os pés.

Posso contar

todos os meus ossos;

os meus inimigos

estão olhando para mim

e me encarando.

Repartem entre si

as minhas roupas

e sobre a minha túnica

lançam sortes.(Salmos 22:16-18, NAA)

Mãos e pés traspassados; ossos à mostra; roupas repartidas e sorteadas — João 19:24 cita este versículo 18 literalmente. Uma observação honesta sobre o versículo 16: o texto hebraico tradicional é difícil nesse ponto, e as versões antigas divergem entre "como leão" e "traspassaram"; a maioria das traduções segue a segunda leitura, apoiada em manuscritos antigos. O que ninguém discute é que, no tempo de Davi, a crucificação romana não existia como pena. Os cristãos leem o salmo como profecia; e vale notar que ele termina em louvor, nos versículos 22 em diante, e é esse final que Hebreus 2:12 coloca na boca de Jesus ressuscitado.

Por que Jesus precisou morrer

Essa é a pergunta de fundo, e a Bíblia a responde em camadas. A primeira camada é a condição de quem estava do outro lado.

ମାଡ୍‌ ମାପୁରୁଦି ସାତ୍ରୁ ମାରି ୱାଲେ ୱାନି ମାରିସି ମା ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ଜିବନ୍‌ ସିତାନ୍‌, ତାନି ମାଣାନ୍‌ ମାପୁରୁଦି ୱାଲେ ମା ମିସାନିକା ଆତାତ୍‍ । ମାପୁରୁଦି ୱାଲେ ମିସାତି ୱେନ୍‌କା ଇଲେଇ କ୍ରିସ୍ତଦି ଜିବନ୍‍ତାନ୍‍ ରକିୟା ପୟ୍‍ଦେଙ୍ଗ୍‍ଁ ଇଜି ମାଡ୍ ଏସା ନାଣ୍ତ ସୁଜୋଗ ପୟ୍‍ଇକା ?(ରୋମିୟ 5:10)

Paulo escolhe uma palavra dura: "inimigos". Não "distantes", não "confusos". E diz que a reconciliação veio "pela morte do seu Filho" — não pelo ensino, não pelos milagres. Por que precisava ser morte? Porque, na lógica bíblica, a morte é o que o pecado produz: "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23). Alguém pagou esse salário.

A segunda camada é o paralelo que Hebreus faz entre a morte humana e a morte de Cristo.

ୱିଜେରେ ଉନ୍‍ଣ୍ତ୍ରେଦେବା ସାନାର୍ ମାରି ତାନିୱେନ୍‌କା ମାପୁରୁଦି ବିଚାର୍‍ଦି ଆଗ୍‍ଡ଼ି ନିନାର୍‍ । ଆୟାୱାଜା ୱିଜୁଲୋକା ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ପାପ୍ ଆକ କିଦେଙ୍ଗ୍ କ୍ରିସ୍ତ ଉନ୍‍ଣ୍ତ୍ରେ ଦେବାଦି ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍ ବଲି ୱାଜା ସିଆୟ୍‍ ଆତାନ୍ । ୱାନ୍‌ ମାରିଉଣ୍ଡ୍ରି ଦେବା ୱାନାନ୍ । ନାସ୍ତିୱାଲେ ମାରି ପାପ୍‍ତି ଜୁଦ୍‍ କିନି ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ୱାନ୍‌ ରେଏନ୍‍ । ୱାନ୍‌ ୱାନାନ୍, ୱାନି ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ କାପ୍‍କିଜିମାନି ଲୋକାଙ୍ଗ୍ ରକିୟା କିନି ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ୱାନାନ୍‌ ।(ଏବ୍ରି 9:27,28)

Olha a simetria: os homens morrem "uma vez", e depois vem o juízo; Cristo se ofereceu "uma vez", e depois vem a volta. O autor está comparando com os sacrifícios do templo, repetidos todo ano, e dizendo que a cruz não precisa de repetição — bastou uma. Não há sacrifício a fazer de novo, nem por sacerdote nem por quem crê.

A terceira camada tem uma palavra que raramente usamos fora da igreja.

ମାରି ଆୟା କ୍ରିସ୍ତ ନିଜେ ମା ପାପ୍‌ ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌, କେବଲ୍‌ ମା ପାପ୍‌ ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ସିଲେ, ମାତର୍‌ ସାରାଦୁନିଆଦି ପାପ୍‌ ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ବା ଜିବନ୍‌ ସିତାମାନାନ୍‌ ।(୧ ଜୋହନ 2:2)

"Propiciação" — em grego hilasmos — era o termo ligado ao Dia da Expiação, ao sacrifício que removia o que impedia o povo de se aproximar de Deus. João aplica a palavra a uma pessoa: Jesus é aquilo que tira do caminho o que separava. E ele estende o alcance: "não somente pelos nossos, mas pelos de todo o mundo". Como entender esse "todo o mundo" é um ponto em que cristãos divergem, e a pergunta aparece no fim desta página.

Ninguém tirou a vida de Jesus: a cruz como escolha

Se a cruz fosse só uma execução injusta, seria tragédia. O que a torna sacrifício é que Jesus foi para ela por vontade própria. Paulo descreve a descida.

ମାରି, ୱାନ୍‌ ସାନ୍ତି ମାରି ସାନ୍ତିଦିକାନ୍‌ ଆଜି ସାନି ସାନ୍ଦି,

କ୍ରୁସଦୁ ସାନି ସାନ୍ଦି ମାନାତାନ୍‌ ।(ପିଲିପିୟ 2:8)

Leia Filipenses 2 a partir do versículo 6: ele era igual a Deus, se esvaziou, se fez servo, se humilhou, obedeceu até a morte — "e morte de cruz". Essa última frase é o degrau mais baixo da escada. A cruz era a pena de escravos e rebeldes; um cidadão romano não podia ser crucificado. Paulo não diz só que Jesus morreu; diz que aceitou a morte mais vergonhosa que o império tinha.

O próprio Jesus descreveu isso antes, com a imagem mais simples da Bíblia.

ନାନ୍ ନେଗେନ୍‌ ମେଣ୍ଡେଙ୍ଗ୍‌ ସାରାକିନିକିଦା; ନେଗେନ୍‌ ମେଣ୍ତେଙ୍ଗ୍‌ସାରାକିନିକାନ୍‌ ମେଣ୍ତେଆଙ୍ଗ୍‌ ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ନିଜେଦି ଜିବନ୍‌ ସିନାନ୍‌ ।(ଜୋହନ 10:11)

Um pastor que morre pelo rebanho é um pastor que escolhe. Sete versículos depois, ele explica: ninguém tira a vida dele, ele a dá. E na última noite, com os discípulos à mesa, deixou a definição que cumpriria no dia seguinte.

ନିଜେଦି ସଙ୍ଗ୍‌ତିଲୋକା ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ନିଜେଦି ଜିବନ୍‌ ସିନି ବାଦୁଲୁ ଏନ୍‌ ମାରି ନାଣ୍ତ ପେରି ଜିବନ୍‌ନୋନିକା ସିଲେତ୍‌ ।(ଜୋହନ 15:13)

Ele chamou os discípulos de amigos no mesmo fôlego. Horas depois, fez exatamente o que acabara de dizer que era o maior amor.

A medida do amor: João 3:16 e 1 João 3:16

Dois versículos com o mesmo número, escritos pelo mesmo autor, que se completam.

ଇରିଙ୍ଗ୍‌ ମାପୁରୁ ଇୟା ଜଗତ୍‌ତିଙ୍ଗ୍‌ ନିସା ଜିବନ୍‌ ନତାନ୍‌ ଜେ, ୱାନ୍‌ ନିଜେଦି ଅରେନ୍‌ ମାରିନ୍‌ତିଙ୍ଗ୍‌ ସିତାନ୍‌, ଏଣ୍ତେସ୍‌ ଏନ୍‌ଆପିନ୍‌ ୱାନିମାନୁ ବିସ୍‌ବାସ୍‌ କିନାନ୍‌, ୱାନ୍‌ ନାସ୍ଟୁ ଆଏଣ୍ତା ଏସ୍‌କାଙ୍ଗ୍‌ୱିଜ୍‍ଇ ଜିବନ୍‌ ପଇନାନ୍‌ ।(ଜୋହନ 3:16)

"Deu" aqui não é só o envio: dois versículos antes, Jesus comparou a si mesmo à serpente levantada no deserto, "levantado" na cruz. E "mundo" — kosmos — não é o planeta nem os bons; é a humanidade inteira, inclusive quem o rejeitou naquele morro. O amor veio antes do merecimento.

ଜିସୁ କ୍ରିସ୍ତ ମା ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ନିଜେଦି ଜିବନ୍‌ ସିତି ମାଣୁକୁ ମାଡୁ ଜିବନ୍‌ନୋନି ସିକ୍‌ୟା ପୟ୍‌ତାମାନାପ୍‌; ମାରି ତଡ଼ାନ୍‌କା ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ମା ଜିବନ୍‌ ବା ସିନିକା ମାନାତ୍‌ ।(୧ ଜୋହନ 3:16)

A primeira carta de João pega o mesmo fato e vira a direção: "nisto conhecemos o amor" — a cruz é a definição — e por isso "devemos dar a vida pelos irmãos". No versículo seguinte, João aterrissa isso em algo bem menos heroico: repartir bens com quem precisa (1 João 3:17). A cruz é dom recebido e padrão a seguir, e João não separa as duas coisas.

Como os cristãos explicam o significado da cruz

Até aqui a página falou de sacrifício "no lugar de" — e é bom dizer de onde vem essa ênfase. É a leitura da teologia evangélica histórica, herdada dos Reformadores: a expiação substitutiva, em que Jesus assume o castigo que o pecado merecia, com base em textos como Isaías 53:5-6, Romanos 3:25 e 2 Coríntios 5:21. É a leitura que este texto assume. Mas não é a única maneira como cristãos leram a cruz ao longo dos séculos, e as outras também partem da Bíblia:

  • Christus Victor — a cruz como vitória sobre o diabo, o pecado e a morte. Era a ênfase dos primeiros séculos e foi recuperada no século XX pelo teólogo Gustaf Aulén. Apoia-se em textos como Colossenses 2:15 e Hebreus 2:14.

  • Satisfação — formulada por Anselmo no século XI: o pecado ofende a honra de Deus, e só alguém que é Deus e homem pode restaurá-la. É a raiz da leitura substitutiva, com outro vocabulário.

  • Influência moral — associada a Abelardo: a cruz revela o amor de Deus de um modo que transforma quem o contempla. Romanos 5:8 e 1 João 3:16 são seus textos.

  • Exemplo — Cristo sofreu "deixando-nos exemplo" (1 Pedro 2:21); a cruz ensina a seguir.

Isso aqui é importante: essas leituras não são necessariamente rivais. O próprio Novo Testamento usa várias imagens para o mesmo evento — sacrifício, resgate, reconciliação, vitória, exemplo. Na tradição evangélica, a substituição fica no centro e as demais são facetas verdadeiras dela; outras tradições cristãs organizam o quadro de outro jeito. O que nenhuma delas nega é a frase de Isaías: ele foi ferido por causa de nós.

O que a ressurreição muda na morte de Jesus

Sem o domingo, a sexta-feira seria apenas a morte de um justo. O primeiro sermão cristão, feito por Pedro cinquenta dias depois, em Jerusalém, junta as duas coisas numa frase.

ଏ ଇସ୍ରାଏଲ୍‌ତି ଲୋକୁ, ଇୟାୱିଜୁ ମାଟା ୱେନ୍‌ଡ୍ରୁ ! ନାଣ୍ତ ସାକ୍ତିଦି ପାଣି ମାରି କାବାନି ସିନା ଦାନ୍‌ ନାଜରିୟତିୟ ଜିସୁ ଜେ ମାପୁରୁ ପକ୍‍ତିକାନ୍ ଇଜି ପାର୍‍ମାଣ୍‍ କିଆୟ୍‍ ଆତାମାନାନ୍‍ ମାରି ମାପୁରୁ ସାକ୍ତି ପୁରାକିତିକାନ୍‍, ଇକା ମି ଲାକ୍‌ତୁ ସତ୍‌ ଆତାମାନାତ୍‌ । ମି ଲୋଇ ଇୟା ଇୟାୱିଜୁ ଗଟନା ଗଟାତାତ୍‍, ଆଦେଙ୍ଗ୍‌ ଇୟା ବିସୟ୍‌ତାନ୍‌ ମିର୍‌ ନେଗେନ୍‍କିଜି ନେସ୍‌ତିମାନିଦେର୍‌ । ମାପୁରୁ ୱାନି ଉପାୟ୍‌ ଇସାବ୍‌ତାନ୍‌ ଜିସୁଙ୍ଗୁଁ ମି କିୟୁଦୁ ସର୍ପେ କିଦେଙ୍ଗ୍‌ ତିର୍‍ କିତାମାର୍ହାନ୍‌ । ମାରି ମିର୍‌ ୱାନିଙ୍ଗ୍‌ ପାପିଲୋକା ମାଣାନ୍‌ କ୍ରୁସଦୁ ଏକିସ୍‍କିଜି ଡାକ୍‍ତି ମାର୍‌ଇଦେର୍‌ । ମାତର୍‌ ମାପୁରୁ ୱାନିଙ୍ଗ୍‌ ସାନି ମାଣ୍‌କୁ ଡ଼ିସିସ୍‍କିଜି ମାରିଡ଼େସି ନିକ୍‍ତାନ୍‍, ଇରିଙ୍ଗ୍‌ ୱାନ୍‌ ସାତି ମାନୁ ତରାୟ୍‍ଆଜି ତେବାନିକା ଅସମ୍ଭବ ।(ପ୍ରେରିତ 2:22-24)

Repare na ordem das responsabilidades: "vocês" o mataram; isso aconteceu "segundo o plano de Deus"; e "Deus o ressuscitou", porque "não era possível" que a morte o retivesse. A ressurreição é o veredicto de Deus sobre a cruz: aquele que morreu como condenado estava certo, e o sacrifício foi aceito.

Paulo tira daí uma consequência direta para a morte em si.

ମାଡ୍‌ ନେସ୍‍ନିକା, କ୍ରିସ୍ତ ସାତିମାଣାନ୍‍ ନିଙ୍ଗିଁତାମାନାନ୍‌ ଆକା, ୱାନ୍‌ ମାରି ଏସାଙ୍ଗ୍‍ଁ ସାଏନ୍‍ । ୱାନି ମୁସ୍‌କୁ ସାନିକା ମାରି ସାସନ୍‍ କିଏତ୍‍ । ୱାନ୍‌ ଏମେନୁ ସାତାନ୍‍ ଆବେଣାନ୍‍ ପାପ୍‍ତି ସାକ୍ତିଦାନ୍‍ ଜିଣାତାମାନାନ୍‍ । ୱାନ୍‌ ଇଲେଇ ଆମା ଜିଜି ମାଡ଼ିଜିନାନ୍‍, ଆକା ମାପୁରୁଦି ୱାଲେ ମିସାତି ଜିବନ୍‌ ।(ରୋମିୟ 6:9,10)

"Morreu para o pecado uma vez" — de novo a palavra "uma vez" — e a morte "não tem mais domínio sobre ele". Isto é o que faz a cruz ser notícia e não só história: o que a morte fez com Jesus ela não vai fazer de novo, e quem está unido a ele participa disso.

Como a igreja lembra a morte de Jesus: batismo e Ceia

Duas práticas cristãs existem para contar essa morte de novo, uma com água e outra com pão e vinho.

ମିର୍‌ ନେସ୍‍ନିଦେର୍‍, ଡୁବନ୍‌ ଅନି ମାଣାନ୍‌ କ୍ରିସ୍ତ ଜିସୁଦି ୱାଲେ ମିସାଜି ମାଡ୍‌ ୱାନି ସାତି ମାନୁ ବା ମିସାତି ମାନିକା । ଡୁବନ୍‌ ଅନି ମାଣାନ୍‌ ମାଡ୍‌ ୱାନି ସାତି ମାନୁ ମିସାଜି ୱାନି ୱାଲେ ମୁସାତି ମାନିକା । କ୍ରିସ୍ତ ଏଣ୍ତେସ୍‌ ବୁବାଦି ଗୌରବ୍‌ଦି ସାକ୍ତି ଦାନ୍‍ ମାରିଡ଼େସିଜିବନ୍‌ ଆଜି ନିଙ୍ଗିଁତାନ୍‍, ମାଡ୍‌ ବା ୱାନି ଉଣ୍ତିଙ୍ଗ୍‌ ପୁନିୱାଜା ଜିଦେଙ୍ଗ୍‌ ଆଟ୍‍ନିକା ।(ରୋମିୟ 6:3,4)

Para Paulo, o batismo não é só um rito de entrada: é ser "sepultado com ele". A pessoa que desce à água encena a morte de Jesus e se levanta para "andar em novidade de vida". Cristãos divergem sobre a forma e a idade do batismo, mas não sobre o que ele aponta.

ଇରିଙ୍ଗ୍‌ ଏସ ଦେବେଙ୍ଗ୍‌ ମିର୍‌ ଇୟା ରୁଟି ତିନିଦେର୍‌ ମାରି ଇୟା ଅଙ୍ଗୁର୍‌ରସତିଙ୍ଗ୍‌ ଉଣିଦେର୍‌, ନାସ ଦେବେଙ୍ଗ୍‌ ମିର୍‌ ପ୍ରବୁଦି ୱାନିଦିନ୍‌ ସାନ୍ଦି ୱାନି ସାତି ମାଟା ୱେର୍‍ସି ମାନିଦେର୍‌ ।(୧ କରିନ୍ତିୟ 11:26)

E a Ceia, cada vez que é celebrada, "anuncia a morte do Senhor até que ele venha". É a única ordem que Jesus deu para a igreja repetir, e o que ela repete é a cruz — não a transfiguração, não os milagres. Durante dois mil anos, toda semana, em toda língua, alguém levanta um pão e diz que ele morreu por nós.

É para isso que voltamos ao texto de Isaías: "o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados" (Isaías 53:5, NAA). Leia Isaías 53 inteiro e, depois, João 19 do começo ao fim. Um escreveu o que ia acontecer; o outro conta que aconteceu.

Que dia da semana Jesus morreu?

Numa sexta-feira. Os Evangelhos a chamam de "dia da preparação", porque o sábado começava ao pôr do sol, e por isso o sepultamento foi apressado (Marcos 15:42; João 19:31). Era também a semana da Páscoa judaica. A sexta-feira santa do calendário cristão marca essa data.

Quantas horas Jesus ficou na cruz?

Cerca de seis horas. Marcos 15:25 situa a crucificação na "hora terceira", por volta das 9h; Marcos 15:34 coloca a morte na "hora nona", por volta das 15h. Das 12h às 15h houve trevas sobre a terra. A maior parte dos crucificados demorava mais para morrer, o que explica a surpresa de Pilatos em Marcos 15:44.

Com quantos anos Jesus morreu?

A Bíblia não dá a idade exata. Lucas 3:23 diz que ele tinha "cerca de trinta anos" ao começar o ministério, que durou aproximadamente três anos. Por isso se costuma dizer que morreu com 33, embora o número preciso dependa de cálculos sobre o ano da crucificação, situada entre 30 e 33 d.C.

Por que Jesus perguntou "por que me desamparaste"?

Ele estava citando a primeira linha do Salmo 22, a oração de um justo que sofre e se sente abandonado, mas que termina em louvor. Na leitura evangélica tradicional, o grito expressa de verdade o peso de carregar o pecado dos outros, como Isaías 53:6 descreve. Não é perda de fé: Jesus se dirige a "Deus meu", e suas últimas palavras em Lucas 23:46 são de confiança.

Jesus morreu por todas as pessoas ou só pelas que creem?

Os cristãos divergem. Textos como 1 João 2:2 e João 3:16 falam de "todo o mundo", e muitas tradições entendem que a morte de Jesus é suficiente e oferecida a todos. Outras, sobretudo na herança reformada, entendem que ela foi planejada de modo eficaz para os que creem, com base em passagens como João 10:11 e 15. As duas concordam que a salvação é recebida pela fé e que ninguém que vem a Cristo é rejeitado.

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