Provérbios 31:25: explicação do verso sobre força e honra
Por que "teme ao Senhor" fecha o poema
Olha a ordem de Provérbios 31:30: primeiro graça e beleza, depois o temor do Senhor. O poema de Provérbios 31:10-31 gastou vinte versos listando o que essa mulher faz — compra um campo (Provérbios 31:16), abre a mão ao pobre (Provérbios 31:20), vigia a casa (Provérbios 31:27) — e só no fim diz de onde tudo isso vem.
"Vaidade" aqui é hebel, o mesmo sopro de Eclesiastes. A beleza não é condenada; é passageira. "Virtuosa" (v. 10) traduz chayil, palavra de soldado valente.
Por isso o verso 25 pode dizer que ela ri do futuro:
A força e a glória são as suas vestes, e ri-se do dia futuro.
A roupa dela é força e honra, não tecido fino (Provérbios 31:25-26). Quem teme a Deus hoje não precisa temer o amanhã.
Vale notar: a leitura evangélica histórica — a minha — vê um retrato da esposa sábia, escrito para um filho saber que mulher buscar. Outra leitura toma o poema como a Sabedoria de Provérbios 1–9 personificada. As duas chegam ao mesmo ponto: o que dura é o caráter.
Esta semana, antes de elogiar alguém pela aparência, elogie uma atitude concreta — é esse o louvor que o verso 30 manda dar.
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