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Oração por perseverança, paz no lar e conversão do cônjuge

Por Bíblia Online  - 
Homem dorme na cama enquanto uma pessoa, em primeiro plano, ora de mãos postas.

Oração por perseverança, paz no lar e conversão do cônjuge

Esta é a oração de quem crê e vive ao lado de quem ainda não crê. Antes de a rezar, respira uma vez, devagar. A pessoa por quem você vai orar está perto — talvez no outro cômodo, talvez já dormindo — e é por ela que você está aqui.

Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra, considerando a vossa vida casta, em temor.(1 Pedro 3:1,2)

Senhor, tu conheces esta casa e sabes o nome de quem partilha a minha vida sem partilhar a minha fé. Peço a conversão do meu cônjuge: abre para ti esse coração, como só tu sabes abrir, no tempo que só tu conheces. Dá-me perseverança para continuar orando quando nada parece mudar, e paz para que este lar seja lugar de descanso, não de disputa. Livra-me da pressa de convencer. Ensina-me a amar sem palavra, com um modo de viver que fale por mim. Entrego o meu casamento em tuas mãos — e espero. Amém.

(1 Pedro 3:1-2)

Se quiser, fica um minuto em silêncio depois do "Amém". O silêncio também é oração.

De onde vem o "sem palavra"

Pedro escreveu para cristãos espalhados pela Ásia Menor, no primeiro século. Entre eles havia mulheres que haviam crido em Jesus enquanto os maridos continuavam nos deuses da casa e da cidade. Era uma situação frágil: a fé nova podia parecer afronta, e a conversa sobre ela, ameaça.

Para elas, Pedro não manda argumentar. Diz que os maridos podem ser ganhos "sem palavra", pelo procedimento — o jeito de viver, visto de perto, dia após dia. Você pode ler a passagem inteira em 1 Pedro 3; no versículo 7 ele se volta também para os maridos, e no 4 fala de um espírito manso e tranquilo que vale diante de Deus.

"Sem palavra" não é mudez forçada, nem castigo. É a confiança de que o testemunho mais lento — a paciência à mesa, o perdão que não cobra, a alegria que não depende do outro concordar — chega onde o argumento não chega. Uma interpretação tradicional lê aqui o próprio jeito de Deus agir: como água, não como martelo.

Perseverar quando nada muda

Quem reza esta oração costuma rezá-la há tempo. Meses, às vezes anos. E a pergunta que volta à noite é sempre a mesma: até quando?

Vale parar nela um instante, sem responder depressa. O que você espera ver mudar primeiro — a pessoa ao seu lado, ou algo em você? Perseverar, na Bíblia, raramente é vencer uma resistência; é continuar presente diante de Deus quando o resultado não aparece. A água que corre sobre a pedra não a discute. Só não para de passar.

Talvez por isso a oração por conversão seja, antes de tudo, uma oração que converte quem a faz: tira da mão a pressa, deixa no lugar a espera.

Paz no lar antes da conversão

A paz que a oração pede não é a ausência de diferença. Vocês continuarão diferentes nisso, talvez por muito tempo. A paz que se pede é outra: que a fé não vire arma, nem motivo de disputa, nem silêncio pesado entre dois pratos.

O caso difícil existe, e é bom nomeá-lo. Há cônjuges que ironizam, que se irritam com a igreja, com o tempo que a oração toma, com o dinheiro da oferta. Nesses dias, o que a passagem de Pedro sugere é concreto: não entrar na disputa, não responder ao deboche com sermão, cuidar da casa e da pessoa como quem já vive do outro lado do argumento. É pouco visível. É o que ele chama de procedimento.

E há um limite que a própria Bíblia respeita: paz no lar nunca é aceitar violência ou humilhação. Se é esse o caso, a oração continua — mas pede também ajuda, e procurá-la fora de casa não é falta de fé.

Voltar ao versículo

Quando a oração acabar e você fechar a tela, a passagem fica. "Sem palavra." Observando. Dá para carregá-la pelo dia como quem carrega uma pedra lisa no bolso — de vez em quando a mão a encontra, e lembra.

A conversão de quem você ama não está nas suas mãos. A sua maneira de viver ao lado dessa pessoa, está. É esse pedaço que a oração devolve a você, todas as noites, até que Deus faça o resto no tempo dele.

Posso orar pela conversão do meu cônjuge se ele não quer nem ouvir falar de religião?

Pode, e é exatamente para essa situação que a oração existe. A oração não precisa do consentimento de quem é lembrado nela; precisa de quem a faz. Paulo chega a dizer, em 1 Coríntios 7:14, que o cônjuge não crente é santificado pela presença do que crê — não salvo automaticamente, mas alcançado pela graça que entra na casa por você.

Devo falar da minha fé ou ficar em silêncio?

1 Pedro 3:1-2 não proíbe falar; recomenda não depender da fala. Quando a pessoa pergunta, responda com simplicidade e sem pressa de fechar o assunto. Quando não pergunta, viva. A conversa que não foi pedida costuma ser ouvida como cobrança; a vida observada de perto, não.

E se a conversão nunca acontecer?

A Bíblia não promete que acontecerá, e a oração também não deve prometer. O que ela pede é que Deus aja, e que você persevere e viva em paz enquanto espera. Esse pedido Deus pode atender ainda hoje, independentemente do desfecho. Em 1 Coríntios 7:16, Paulo fala em "quem sabe" — e deixa a resposta com Deus.

Essa oração serve tanto para a esposa orar pelo marido quanto para o marido orar pela esposa?

Serve. Pedro se dirige primeiro às esposas porque era essa a situação mais comum na época, mas no mesmo capítulo fala aos maridos (1 Pedro 3:7), e o princípio — ganhar pelo modo de viver, não pela insistência — vale para os dois. A oração acima foi escrita para que qualquer um dos dois a reze como sua.

ROSE
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