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Quem foi São Mateus: a história do apóstolo e evangelista

Por Bíblia Online  - 
Homem barbudo com auréola escreve com pena em um grande livro aberto.

Quem foi Mateus, apóstolo e evangelista

Mateus, também chamado de Levi nos relatos bíblicos, foi um dos doze apóstolos de Jesus e a tradição cristã o reconhece como o autor do primeiro Evangelho do Novo Testamento. Antes do chamado, ele atuava como cobrador de impostos em Cafarnaum, uma cidade comercial estratégica junto ao mar da Galileia.

Na época do Império Romano, os cobradores de tributos (ou publicanos) eram profundamente rejeitados pela população judaica. Considerados traidores por colaborar com as autoridades romanas e frequentemente associados a extorsões financeiras, eles viviam à margem da comunidade religiosa. Ao passar pela coletoria, Jesus ordenou que Levi o seguisse, e ele prontamente deixou para trás sua ocupação anterior (Mateus 9:9).

As características do Evangelho segundo Mateus

A tradição da igreja primitiva atribui a Mateus a autoria do Evangelho que abre o cânon do Novo Testamento. O livro foi estruturado tendo em vista leitores de origem judaica, com o objetivo de demonstrar que Jesus de Nazaré é o Messias prometido nas Escrituras hebraicas.

Entre os principais destaques do texto estão:

  • O cumprimento das profecias: o relato utiliza frequentemente expressões como "para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta", conectando a linhagem, o nascimento e os atos de Jesus às promessas do Antigo Testamento.

  • A ética do Reino de Deus: reúne amplos blocos de ensino, com destaque para o Sermão da Montanha (Mateus 5), que estabelece os princípios espirituais e morais para os discípulos.

  • A universalidade do Evangelho: embora comece com a genealogia ligada a Abraão e Davi, o relato encerra com a Grande Comissão (Mateus 28:18-20), onde Jesus envia a mensagem da fé a todas as nações da terra.

O legado de Mateus na fé cristã

A inclusão de Mateus no círculo dos apóstolos evidencia uma das marcas mais consistentes do ministério de Jesus: a escolha de pessoas moral e socialmente desqualificadas pela religião da época para testemunhar a graça divina.

Sua transição de um funcionário público a serviço de Roma para um discípulo que registrou os ensinamentos de Cristo serve como registro histórico de transformação pessoal e fundamento documental para a teologia cristã.

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