Triunfantes em Cristo: o que o dia ruim revela
Redação Bíblia Online Publicado em
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- Reescrito do devocional de 23 de setembro de 2025.
Yɛda Onyankopɔn ase sɛ daa ɔto yɛn santene wɔ anigyeɛ ne nkonimdie wɔ Kristo mu ma yɛyi hwa a ɛyɛ hwam. Onyankopɔn nam yɛn so ma Kristo ho asɛm trɛ kɔ baabiara sɛ aduhwam. Yɛte sɛ aduhwam a Kristo de ama Onyankopɔn a ɛtrɛ kɔ wɔn a wɔregye wɔn nkwa ne wɔn a wɔreyera mu. Na wɔn a wɔreyera no deɛ, ɛyɛ wɔn hwa bɔne a ɛtumi kum. Nanso, wɔn a wɔregye wɔn nkwa no, ɛyɛ adeɛ a ɛyɛ hwam a ɛma wɔn nkwa. Hwan na ɔbɛtumi agyina adwuma a ɛyɛ den sei anim? Yɛnte sɛ nnipa afoforɔ bi a wɔfa Onyankopɔn asɛm sɛ adetɔndeɛ bi, na ɛsiane sɛ Onyankopɔn asoma yɛn no enti, yɛka nokorɛ wɔ nʼanim sɛ Kristo asomfoɔ.
O placar do dia
Fim de tarde, o ônibus parado no trânsito, e você faz a conta do dia sem querer: a reunião que não deu em nada, a resposta atravessada que escapou em casa de manhã, o boleto que venceu e ficou lá. No placar do dia, você perdeu.
E aí vem a frase que a gente conhece de cor: «somos mais que vencedores» (Romanos 8:37, NVI). Mais que vencedores — com esse placar? É aqui que a palavra começa a soar como cartaz de parede: bonita, mas de outra casa.
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Vitória e triunfo não são a mesma coisa
Paulo escreve 2 Coríntios num mês ruim. Nos capítulos anteriores ele fala de uma aflição que quase o matou, de uma viagem que precisou cancelar, de uma carta escrita entre lágrimas. E no meio disso solta: Deus «sempre nos conduz triunfantemente em Cristo» (2 Coríntios 2:14, NVI).
A palavra não é à toa. Quem lia em Corinto conhecia o triunfo romano: o general voltava da guerra, a cidade saía às ruas, queimava-se incenso pelo caminho, e o desfile passava com os despojos e os prisioneiros. Ninguém discutia no desfile se o general tinha ganho: a guerra já tinha acabado.
Vitória é ganhar a briga. Triunfo é o desfile depois da guerra ganha. Essa é a diferença que o texto puxa: Paulo não diz que a gente vence cada dia. Diz que Deus nos conduz num cortejo cuja batalha já foi decidida — e quem decidiu foi Cristo, não você. Em outra carta ele diz a mesma coisa: a vitória é algo que Deus «nos dá por meio de nosso Senhor Jesus Cristo» (1 Coríntios 15:57, NVI). Dada, não conquistada. Por isso o dia perdido não a anula.
Alguns leem que Paulo se vê nesse desfile como um dos prisioneiros que Cristo conquistou; outros, como soldado que participa da vitória do seu general. Nas duas leituras, o triunfo é dele. A gente só vai junto.
O perfume de quem vai no desfile
O que Paulo diz que a gente espalha nesse cortejo não é força. É perfume — «a fragrância do seu conhecimento» (2 Coríntios 2:14, NVI), o cheiro de Cristo. Era o incenso que subia pelo caminho — para alguns, cheiro de vida; para outros, de morte.
Isso muda o que é ser triunfante na segunda-feira. Não é sair da reunião ganhando. É sair dela cheirando a Cristo — com paciência, com honestidade, com a sinceridade que Paulo defende logo no versículo seguinte. Quem perde o dia ainda pode deixar esse cheiro no ar.
O que fazer com o dia de hoje
O boleto continua vencido. A reunião não vai ser refeita. Mas o placar do dia nunca foi o placar da guerra. Jesus disse isso de outro jeito, na última noite: «neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo» (João 16:33, NVI). Aflição e vitória na mesma frase.
Então hoje, quando o dia der errado, você não precisa fingir que ganhou. Precisa só lembrar quem ganhou. Ali no ônibus, antes de descer, agradeça. «Graças a Deus» é como Paulo começa a frase — um obrigado curto pelo que já está decidido. E vá para casa como quem desce de um desfile, não de um campo de batalha.
Perder o dia não é perder a guerra.
Deus Poderoso, tu nos fizeste triunfantes por meio de Cristo Jesus. Quando o placar do dia disser que a gente perdeu, dá-nos discernimento para lembrar de quem venceu — e para viver amanhã como quem já está no teu cortejo. Amém.
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