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Apocalipse: como será a volta de Jesus na Bíblia

Por Bíblia Online  - 

Ele volta visível, como Rei e Juiz — e "sem demora"

Em Apocalipse, a volta de Jesus é um acontecimento público, que o mundo inteiro vê, no qual Ele chega como Rei para julgar o mal e fechar a história. O livro abre com essa afirmação — "todo olho o verá", em Apocalipse 1:7 — e fecha com a mesma promessa repetida três vezes no último capítulo: "venho sem demora".

Isso já diz muito. A primeira vinda foi quase invisível: um bebê numa cidade pequena, um carpinteiro, uma cruz. A segunda é o oposto em tudo. Ninguém vai precisar que alguém conte que aconteceu.

A frase que resume essa expectativa está quase no fim do livro, e é o próprio Jesus quem fala:

E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra.

Olha os dois pedaços da frase. "Venho sem demora" é a promessa. "Comigo está o galardão" — a recompensa, o acerto de contas — diz o que Ele traz na mão. A volta de Jesus em Apocalipse nunca é só um reencontro; é o dia em que cada um recebe "segundo a sua obra". É por isso que o livro inteiro trata o assunto com alegria e com seriedade ao mesmo tempo.

O cavaleiro no cavalo branco (Apocalipse 19)

A cena mais detalhada da volta de Cristo no livro está em Apocalipse 19:11-16. Antes de interpretar, vale ler o que João descreve, porque cada detalhe foi escolhido:

E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.(Apocalipse 19:11-16)

Homem coroado com espada na boca cavalga cavalo branco, seguido por exército em nuvens.

Repare nos nomes. Ele é chamado "Fiel e Verdadeiro": o que prometeu, cumpre. Tem "um nome que ninguém sabe senão ele mesmo": há algo em Cristo que nenhuma explicação esgota. É chamado "o Verbo de Deus", o mesmo título do começo do Evangelho de João. E tem escrito no manto "Rei dos reis e Senhor dos senhores" — acima de todo imperador, incluindo o de Roma, que na época do livro exigia ser chamado de senhor.

Agora o detalhe que mais explica a cena: a espada não está na mão dele. Sai da boca. Em Apocalipse 1:16 e 2:16 aparece a mesma imagem, e em Hebreus 4:12 a palavra de Deus é comparada a uma espada. O texto está dizendo que Cristo vence pela palavra — Ele julga falando, e o que Ele diz acontece. Não é uma guerra em que o resultado está em dúvida.

Os exércitos que vêm atrás montam cavalos brancos e vestem "linho fino, branco e puro" — a mesma roupa da noiva do Cordeiro em Apocalipse 19:8. Uma leitura comum é que são os redimidos acompanhando o Rei; outra, que são anjos. E a veste "salpicada de sangue": alguns entendem como o sangue dos inimigos (a imagem vem de Isaías 63:1-3, do que pisa o lagar), outros como o sangue do próprio Cristo, da cruz. As duas leituras existem entre cristãos sérios.

O que vem logo depois, em Apocalipse 19:17-21, é o fim da besta e do falso profeta, lançados no lago de fogo. A volta de Jesus é, antes de tudo, a derrota definitiva do que se opôs a Deus.

De onde Apocalipse tira essa promessa

A visão de João não inventa nada. Ela desenvolve o que Jesus tinha dito aos discípulos e o que os anjos repetiram no dia em que Ele subiu ao céu. É útil ver isso, porque mostra que a volta de Cristo não é uma ideia estranha do último livro da Bíblia — é o fio que atravessa o Novo Testamento.

Na noite antes de morrer, Jesus deixou a promessa em linguagem de casa:

Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.(João 14:2,3)

"Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo." É pessoal. O Rei de Apocalipse 19 é o mesmo que fala aqui de preparar um lugar para os amigos.

Quarenta dias depois da ressurreição, na subida ao céu, o detalhe decisivo é o modo da volta. Dois anjos explicam aos discípulos que ficaram olhando para cima:

E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.(Atos 1:9-11)

"Há de vir assim como o vistes ir": de forma corporal, visível, nas nuvens. É exatamente isso que Apocalipse 1:7 retoma com "vem com as nuvens". E Jesus já tinha avisado que essa vinda seria "na sua glória":

Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.(Lucas 9:26)

Glória do Filho, do Pai e dos anjos — os três elementos que você vê juntos na cena do cavaleiro.

Quais sinais Apocalipse descreve antes da volta

Aqui é preciso honestidade: Apocalipse não entrega uma lista de sinais em ordem cronológica como quem dá um roteiro. O que ele dá são séries de visões — os sete selos (capítulo 6), as sete trombetas (capítulos 8-11), a besta e o falso profeta (capítulo 13), a queda da Babilônia (capítulos 17-18) — que culminam na vinda do Rei no capítulo 19.

Essas visões ecoam o que Jesus mesmo disse sobre os dias antes da volta. Compare o sexto selo, em Apocalipse 6:12-14 — sol escurecido, lua como sangue, estrelas caindo — com as palavras de Jesus em Marcos:

Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas. E, então, verão vir o Filho do Homem nas nuvens, com grande poder e glória. E ele enviará os seus anjos e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.(Marcos 13:24-27)

A ordem em Jesus é clara: primeiro a desordem no céu, depois o Filho do Homem visto nas nuvens, depois os anjos reunindo os escolhidos "dos quatro ventos". O que Apocalipse faz é expandir essa sequência em imagens.

Paulo adiciona outro sinal, e corrige quem achava que o dia já tinha chegado:

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.(2 Tessalonicenses 2:1-4)

Antes da volta, diz ele, vem "a apostasia" (um abandono da fé) e a revelação do "homem da iniquidade", que se coloca no lugar de Deus. A maioria dos intérpretes cristãos liga essa figura à besta de Apocalipse 13 — o que muitos chamam de Anticristo, nome que vem de 1 João 2:18. Como e quando isso se cumpre é justamente onde as leituras divergem, e volto a isso adiante.

Ninguém sabe o dia — e o livro insiste nisso

Se Apocalipse descreve sinais, por que ninguém consegue marcar a data? Porque o mesmo Jesus que deu os sinais negou a data, e com uma firmeza que não deixa espaço para cálculo:

Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.(Mateus 24:36-39)

A comparação com Noé é precisa. As pessoas não foram pegas porque faltou aviso — a arca estava sendo construída à vista de todos. Foram pegas porque seguiram a vida normal, "comendo e bebendo, casando", sem levar o aviso a sério. O problema não era falta de informação; era indiferença.

Marcos registra a frase ainda mais curta, e inclui o próprio Filho entre os que não sabem:

Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.(Marcos 13:32)

"Nem o Filho" surpreende, e é bom que surpreenda. Na sua humanidade, durante o ministério na terra, Jesus escolheu não ter essa informação. Se Ele não a tinha, quem somos nós para calcular.

Paulo usou uma imagem que Apocalipse repete duas vezes:

Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão.(1 Tessalonicenses 5:1-3)

"Como ladrão de noite" é a mesma expressão de Jesus em Apocalipse 3:3 e Apocalipse 16:15. Ladrão não manda aviso. O ponto não é medo; é que a única preparação possível é a permanente.

"Venho sem demora" — dois mil anos depois?

Essa é a pergunta mais honesta que o livro provoca. Jesus diz "venho sem demora" em Apocalipse 22:7, 12 e 20. Já se passaram quase dois mil anos. Como ler isso?

Pedro enfrentou a pergunta de frente, porque já na primeira geração havia quem zombasse da demora:

Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão.(2 Pedro 3:8-10)

Duas respostas estão aí. A primeira: Deus não conta o tempo como nós — "um dia como mil anos". A expressão não é uma fórmula de conversão; é um jeito de dizer que a pressa humana não mede a fidelidade divina. A segunda é a mais importante: a demora é paciência, "não querendo que alguns se percam". Cada dia a mais é um dia a mais para alguém se arrepender.

O próprio Apocalipse mostra isso por dentro. Em Apocalipse 6:10-11, os mártires perguntam "até quando?", e a resposta é: esperem ainda um pouco. A espera está prevista no livro.

E para onde a espera leva, Pedro diz com as mesmas palavras de Apocalipse 21:

Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.(2 Pedro 3:11-13)

"Novos céus e nova terra, em que habita a justiça" é exatamente o que João vê em Apocalipse 21:1-4: um mundo sem morte, sem lágrima, com Deus morando com o seu povo. "Sem demora", portanto, não é um relógio; é a garantia de que o desfecho está certo e já está a caminho.

Apocalipse fala do arrebatamento?

A palavra "arrebatamento" não aparece em Apocalipse. Ela vem de 1 Tessalonicenses 4:17 — o verbo grego é harpazō, "agarrar, tomar com força", que o latim traduziu como rapiemur, de onde veio "arrebatar". Paulo descreve a cena assim:

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.(1 Tessalonicenses 4:16,17)

Repare na ordem: o Senhor desce do céu com voz de arcanjo e trombeta; os mortos em Cristo ressuscitam primeiro; depois os vivos são reunidos a eles nas nuvens. Isso combina com o que Jesus disse em Marcos 13:27 — os anjos reunindo os escolhidos — e com a trombeta de 1 Coríntios 15:52.

Aqui é preciso nomear as leituras, porque elas mudam como se lê Apocalipse. Na tradição dispensacionalista — forte em muitas igrejas evangélicas desde o século XIX —, o arrebatamento é um evento separado, que tira a igreja da terra antes de um período de sete anos de tribulação; o fato de a igreja não ser mencionada em Apocalipse 4-18 é lido como apoio a isso, e alguns veem uma imagem disso no "sobe aqui" de Apocalipse 4:1. Já a leitura evangélica histórica mais antiga — que é a que este texto segue — entende o arrebatamento de 1 Tessalonicenses 4 como a própria volta visível de Cristo: o mesmo evento, visto do ângulo de quem é reunido a Ele. Nessa leitura, Apocalipse 19 e 1 Tessalonicenses 4 descrevem o mesmo dia.

As duas posições estão dentro da fé cristã, e as duas concordam no essencial: Cristo volta, os mortos ressuscitam, e quem é dele fica com Ele para sempre.

O juízo: o que acontece com quem não crê

Apocalipse não permite separar a volta de Jesus do juízo. O Rei de Apocalipse 19 se senta no trono de Apocalipse 20. Jesus já tinha dito a mesma coisa, numa cena que começa exatamente como a de João — o Filho do Homem chegando em glória, com os anjos:

E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.(Mateus 25:31-33)

Ovelhas de um lado, bodes do outro. Todas as nações. Ninguém fica de fora do tribunal. E o critério, no resto do capítulo (Mateus 25:34-46), é se a fé foi real a ponto de se mostrar na vida — como alguém tratou "o menor destes".

Apocalipse descreve o mesmo tribunal em Apocalipse 20:11-15: um grande trono branco, livros abertos, e "o livro da vida". Quem não é encontrado nele vai para "a segunda morte". A linguagem é dura porque o assunto é sério, e o livro não a suaviza. Hebreus coloca isso em uma frase, com a boa notícia do outro lado:

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.(Hebreus 9:27,28)

"Morrer uma vez, vindo depois o juízo" — isso é para todos. Mas Cristo "aparecerá segunda vez" para "aqueles que o esperam, para salvação". A diferença entre as duas colunas do juízo não é mérito; é se a pessoa estava esperando por Ele.

Vale dizer onde as tradições divergem aqui, porque é no capítulo 20 que a divergência fica mais visível. Apocalipse 20:1-6 fala de um reinado de mil anos. O pré-milenismo entende que Cristo volta antes desse período e reina na terra de forma visível. O amilenismo lê os mil anos como símbolo do tempo presente, em que Cristo já reina do céu desde a ressurreição, e a volta encerra tudo de uma vez. O pós-milenismo espera que o evangelho transforme o mundo antes da volta. A tradição evangélica histórica abriga as três, e todas afirmam o mesmo núcleo: Jesus volta pessoalmente, julga, e o reino de Deus vence.

Como o livro espera que se viva até lá

A última coisa que Apocalipse quer é gente calculando datas ou tentando identificar a besta nas notícias. O que o livro pede é o que Jesus pediu: vigiar.

Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.(Mateus 24:42-44)

"Estai preparados" é um verbo de vida normal, não de pânico. O dono da casa que espera o ladrão não deixa de dormir — ele tranca a porta e vive. Vigiar, no sentido bíblico, é manter a fé acordada: não se envergonhar de Cristo (Lucas 9:26), viver em "santo procedimento" (2 Pedro 3:11), tratar o próximo como quem vai dar contas (Mateus 25:40).

Apocalipse diz isso com uma bênção, em 16:15: "bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes". E com um convite, em 22:17: "quem tem sede, venha". A expectativa da volta, no livro, produz gente que convida outros — não gente que se tranca.

E então o livro termina. A última palavra de Jesus na Bíblia e a resposta da igreja estão na mesma linha:

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!(Apocalipse 22:20)

"Amém. Vem, Senhor Jesus." É a oração mais antiga da igreja — Paulo a escreveu em aramaico, Maranata, em 1 Coríntios 16:22. Para ver como o livro chega até essa frase, leia Apocalipse 22 completo — são só vinte e um versículos, e a promessa aparece três vezes.

Quais versículos de Apocalipse falam da volta de Jesus?

Os principais são Apocalipse 1:7 ("vem com as nuvens, e todo olho o verá"), Apocalipse 19:11-16 (o cavaleiro no cavalo branco, Rei dos reis) e Apocalipse 22:7, 12 e 20 ("venho sem demora"). Também Apocalipse 3:3 e 16:15 ("venho como ladrão") e Apocalipse 14:14, em que o Filho do Homem aparece sobre uma nuvem.

A volta de Jesus será vista por todo mundo?

Sim. Apocalipse 1:7 diz que "todo olho o verá", e Jesus comparou a sua vinda ao relâmpago que ilumina o céu de um lado ao outro, em Mateus 24:27. Atos 1:11 afirma que Ele voltará da mesma forma visível e corporal com que subiu. Não é um evento secreto nem só espiritual.

O que é o milênio de Apocalipse 20?

É o reinado de mil anos de Cristo com os seus, descrito em Apocalipse 20:1-6, durante o qual Satanás fica preso. Cristãos leem isso de três formas: como um reino futuro e literal na terra depois da volta de Jesus (pré-milenismo), como símbolo do período atual em que Cristo já reina do céu (amilenismo) ou como uma era de avanço do evangelho antes da volta (pós-milenismo). Todas as três são leituras cristãs legítimas.

O que significa "Maranata"?

É uma expressão aramaica que Paulo usa em 1 Coríntios 16:22 e que pode ser traduzida como "Vem, Senhor" ou "O Senhor vem". É o mesmo clamor que fecha a Bíblia em Apocalipse 22:20: "Vem, Senhor Jesus". A igreja primitiva a usava como saudação e oração.

Quem escreveu Apocalipse e quando?

O livro se apresenta como visão de João, exilado na ilha de Patmos (Apocalipse 1:9). A tradição cristã o identifica com o apóstolo João, autor do Evangelho, e situa a escrita no fim do reinado do imperador Domiciano, por volta do ano 95; alguns estudiosos defendem uma data mais antiga, na década de 60. Foi escrito para sete igrejas da Ásia Menor que viviam sob pressão do império.

Adrielle Almeida
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