Jó reflete sobre a prosperidade dos ímpios
1 Então Jó respondeu:
2 Capítulo 21 2 Jó 13.7Ouvi atentamente as minhas palavras e isso já me servirá de consolo da vossa parte.
3 3 Jó 16.10,20Suportai-me, e falarei; depois de eu falar, então podereis zombar.
4 4 Jó 10.1Por acaso estou reclamando do homem? Mas, ainda que fosse, não teria eu motivo para ficar impaciente?
5 5 Jz 18.19;Sl 39.9Olhai para mim e ficai perplexos; ponde a mão na boca.
6 Perturbo-me quando me lembro disso, e o meu corpo se estremece horrorizado.
7 7 Sl 17.14;Ec 8.14;Jr 12.1-2Por que razão os ímpios vivem, envelhecem e ainda se fortalecem em poder?
8 Os seus filhos se estabelecem à vista deles, e os seus descendentes perante os seus olhos.
9 9 Sl 73.5As suas famílias estão em paz, sem temor, e a ameaça21.9 Lit., vara. de Deus não está sobre eles.
10 10 Êx 23.26Seus touros geram sem falhar; suas vacas dão cria e não abortam.
11 11 Sl 17.14Eles deixam sair os seus pequeninos, como a um rebanho, e as suas crianças andam saltando.
12 12 Gn 4.21;Êx 15.20Levantam a voz ao som do tamboril e da harpa; alegram-se ao som da flauta.
13 13 Sl 16.10Na prosperidade, passam os dias; e tranquilos21.13 Ou num momento. descem ao Sheol21.13 Tb. traduzido por profundezas, morte e sepulcro..
14 14 Jó 22.17E dizem a Deus: Afasta-te de nós, pois não desejamos conhecer os teus caminhos.
15 15 Êx 5.2Que é o Todo-poderoso para que o sirvamos? Que nos aproveitará se lhe fizermos orações?
16 16 Jó 22.18;Sl 1.1Mas a prosperidade que possuem nem depende deles. Longe de mim o conselho dos ímpios!
17 17 Jó 18.5-6Quantas vezes sucede que se apague a lâmpada21.17 I.e., a vida. dos ímpios? Que lhes sobrevenha a sua destruição? Que Deus na sua ira lhes envie dores?
18 18 Sl 1.4;35.5;Is 17.13;Os 13.3Quantas vezes sucede que eles sejam como a palha no vento, como grânulos levados pelo furacão?
19 19 Êx 20.5;Is 9.9;Ez 25.14Vós dizeis que Deus reserva para os filhos a punição do pai, mas é a este mesmo que Deus deve punir, para que o conheça.
20 20 Sl 75.8;Is 51.17,22;Ap 14.10Vejam os seus olhos a sua ruína, e beba ele do furor do Todo-poderoso.
21 21 Jó 14.5Pois, que lhe importa a sua família depois de morto, quando forem encurtados os seus meses?
22 22 Is 40.13;1Co 2.16Por acaso alguém trará conhecimento a Deus, ele que julga os de posição elevada?
23 Um morre em plena prosperidade, inteiramente sossegado e tranquilo;
24 24 Pv 3.8;Is 58.11com o corpo saudável e com os ossos fortes.21.24 Lit., com seus vasos cheios de leite e a medula dos seus ossos umedecida.
25 25 Jó 7.11Outro, pelo contrário, morre amargurado, sem ter experimentado o bem.
26 26 Ec 9.2;Is 14.11Ambos jazem no pó, e os vermes os cobrem.
27 Conheço os vossos pensamentos e as más intenções de me fazer injustiça.
28 Pois dizeis: Onde está a casa do príncipe? Onde está a tenda em que morava o ímpio?
29 Por acaso não perguntastes aos viajantes? Não aceitais o que disseram,
30 30 Pv 16.4;2Pe 2.9que o mau é preservado no dia da destruição e poupado no dia do furor?
31 31 Dt 7.10;Os 5.5;Gl 2.11Quem acusará face a face o seu procedimento? Quem lhe retribuirá o que fez?
32 32 Jó 10.19Ele é levado para a sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
33 33 Hb 9.27Os torrões do vale lhe são doces, e todos os homens o seguirão; os que o precederam são inumeráveis.
34 Como quereis oferecer-me consolo inútil, quando vossas respostas não passam de mentira?