Jó pergunta: Quem poderá discutir com Deus?
1 Então Jó respondeu:
2 Capítulo 9 2 Sl 143.2Na verdade reconheço que é assim; mas como o homem pode ser justo diante de Deus?
3 3 Êx 7.13;Sl 143.2;Rm 3.20Se alguém quisesse disputar com ele, não lhe poderia responder sequer uma vez em mil.
4 Ele é sábio de coração e poderoso em forças; quem já disputou com ele e ficou em paz?
5 Ele é o que remove os montes, sem que o saibam ele os inverte em sua ira.
6 6 Sl 75.3;Ag 2.6,21;Hb 12.26É ele quem sacode a terra do lugar, fazendo com que as suas colunas estremeçam;
7 quem dá ordens ao sol, e este não nasce; quem encobre as estrelas;
8 8 Gn 1.6;Jr 10.12;Zc 12.1quem estende sozinho os céus e anda sobre as ondas do mar.
9 9 Gn 1.16;Am 5.8Foi ele quem criou a Ursa, o Órion, as Plêiades e as constelações do sul;
10 10 Jó 5.9quem faz coisas grandes e insondáveis, maravilhas que não se podem contar.
11 11 Jó 23.8-9Ele passa perto de mim, mas não o vejo; sim, vai passando adiante, mas não o percebo.
12 12 Is 45.9;Jr 18.6;Rm 9.20Ele apanha a presa; quem pode impedi-lo? Quem lhe dirá: O que estás fazendo?
13 13 Sl 40.4;Is 30.7Deus não conterá a sua ira; os aliados de Raabe9.13 I.e., do monstro aquático; talvez uma referência ao Egito. se curvaram debaixo dele;
14 quanto mais eu: como lhe poderei responder ou escolher minhas palavras para discutir com ele?
15 Embora eu seja justo, não lhe posso responder; tenho de pedir misericórdia ao meu juiz.
16 Ainda que eu o chamasse, e ele me respondesse, não poderia crer que ele estivesse escutando a minha voz.
17 17 Jó 2.3;34.6Pois ele me quebra com uma tempestade, e multiplica as minhas feridas sem motivo.
18 Não me permite respirar, pelo contrário, farta-me de amarguras.
19 Se fosse uma prova de força, por certo ele teria força. Se fosse questão de julgamento, quem o convocaria a comparecer?
20 20 Jó 15.6Mesmo que eu fosse justo, a minha boca me condenaria; mesmo que eu fosse perfeito, ela me declararia culpado.
21 21 Jó 10.1Sou inocente, mas não considero a mim mesmo; desprezo a minha vida.
22 22 Ec 9.2-3;Ez 21.3É tudo a mesma coisa; portanto, digo: Ele destrói o correto e o ímpio.
23 23 Is 10.26Quando o açoite mata de repente, ele zomba da calamidade dos inocentes.
24 24 2Sm 15.30A terra está entregue nas mãos do ímpio. Ele cobre o rosto dos juízes. Se não é ele que faz isso, quem poderá ser?
25 25 2Cr 30.6Meus dias passam mais depressa do que alguém que corre; vão sem verem o bem.
26 26 Is 18.2;Hc 1.8Passam como balsas de junco, como a águia que se lança sobre a presa.
27 27 Sl 39.13Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, mudarei o meu semblante e ficarei contente,
28 28 Êx 20.7;Sl 119.120mesmo assim sinto pavor de todas as minhas dores; pois tenho certeza de que não serei considerado inocente.
29 29 Jó 10.2Então, já que serei condenado, por que me esforçar em vão?
30 30 Is 1.25;Jr 2.22Se eu me lavar com água de neve e limpar com sabão as minhas mãos,
31 31 Jó 19.19mesmo assim me afundarás no fosso, e até minhas próprias roupas sentirão aversão de mim.
32 32 Ec 6.10;Rm 9.20Ele não é homem como eu, para que eu lhe responda, para que fiquemos frente a frente em juízo.
33 33 1Sm 2.25Não há árbitro que imponha9.33 I.e., para decidir. a mão sobre nós dois.
34 34 Sl 39.10;Is 10.24Que Deus retire de mim a sua ameaça9.34 Lit., vara., e que o seu terror não me amedronte;
35 então falarei sem medo; mas eu não sou assim.