1 Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele, 2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; 3 e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.
4 Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus por parábola: 5 Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6 Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. 7 Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. 8 Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
9 E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta? 10 Respondeu-lhes Jesus: A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. 11 Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus. 12 A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. 13 A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. 14 A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. 15 A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.
16 Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz. 17 Nada há oculto, que não haja de manifestar-se, nem escondido, que não venha a ser conhecido e revelado. 18 Vede, pois, como ouvis; porque ao que tiver, se lhe dará; e ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado.
19 Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se por causa da concorrência de povo. 20 E lhe comunicaram: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te. 21 Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam.
22 Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago; e partiram. 23 Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar. 24 Chegando-se a ele, despertaram-no dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança. 25 Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?
26 Então, rumaram para a terra dos gerasenos, fronteira da Galileia. 27 Logo ao desembarcar, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos sepulcros. 28 E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. 29 Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se apoderara dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e grilhões, tudo despedaçava e era impelido pelo demônio para o deserto. 30 Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios. 31 Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo. 32 Ora, andava ali, pastando no monte, uma grande manada de porcos; rogaram-lhe que lhes permitisse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu. 33 Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou. 34 Os porqueiros, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos.
35 Então, saiu o povo para ver o que se passara, e foram ter com Jesus. De fato, acharam o homem de quem saíram os demônios, vestido, em perfeito juízo, assentado aos pés de Jesus; e ficaram dominados de terror. 36 E algumas pessoas que tinham presenciado os fatos contaram-lhes também como fora salvo o endemoninhado. 37 Todo o povo da circunvizinhança dos gerasenos rogou-lhe que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande medo. E Jesus, tomando de novo o barco, voltou. 38 O homem de quem tinham saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; Jesus, porém, o despediu, dizendo: 39 Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Então, foi ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito.
40 Ao regressar Jesus, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. 41 Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, lhe suplicou que chegasse até a sua casa. 42 Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava à morte.
Enquanto ele ia, as multidões o apertavam. 43 Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar [e que gastara com os médicos todos os seus haveres], 44 veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia. 45 Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?]. 46 Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder. 47 Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada. 48 Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz.
49 Falava ele ainda, quando veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo: Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre. 50 Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse: Não temas, crê somente, e ela será salva. 51 Tendo chegado à casa, a ninguém permitiu que entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e bem assim o pai e a mãe da menina. 52 E todos choravam e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme. 53 E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54 Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina, levanta-te! 55 Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer. 56 Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.
Almeida Revista e Atualizada© Copyright © 1993 Sociedade Bíblica do Brasil. Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização. Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil www.sbb.org.br. A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos. A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano. Você também pode ajudar a Causa da Bíblia!
1 και εγενετο εν τω καθεξης και αυτος διωδευεν κατα πολιν και κωμην κηρυσσων και ευαγγελιζομενος την βασιλειαν του θεου και οι δωδεκα συν αυτω2 και γυναικες τινες αι ησαν τεθεραπευμεναι απο πνευματων πονηρων και ασθενειων μαρια η καλουμενη μαγδαληνη αφ ης δαιμονια επτα εξεληλυθει3 και ιωαννα γυνη χουζα επιτροπου ηρωδου και σουσαννα και ετεραι πολλαι αιτινες διηκονουν αυτω απο των υπαρχοντων αυταις4 συνιοντος δε οχλου πολλου και των κατα πολιν επιπορευομενων προς αυτον ειπεν δια παραβολης5 εξηλθεν ο σπειρων του σπειραι τον σπορον αυτου και εν τω σπειρειν αυτον ο μεν επεσεν παρα την οδον και κατεπατηθη και τα πετεινα του ουρανου κατεφαγεν αυτο6 και ετερον επεσεν επι την πετραν και φυεν εξηρανθη δια το μη εχειν ικμαδα7 και ετερον επεσεν εν μεσω των ακανθων και συμφυεισαι αι ακανθαι απεπνιξαν αυτο8 και ετερον επεσεν επι την γην την αγαθην και φυεν εποιησεν καρπον εκατονταπλασιονα ταυτα λεγων εφωνει ο εχων ωτα ακουειν ακουετω9 επηρωτων δε αυτον οι μαθηται αυτου λεγοντες τις ειη η παραβολη αυτη10 ο δε ειπεν υμιν δεδοται γνωναι τα μυστηρια της βασιλειας του θεου τοις δε λοιποις εν παραβολαις ινα βλεποντες μη βλεπωσιν και ακουοντες μη συνιωσιν11 εστιν δε αυτη η παραβολη ο σπορος εστιν ο λογος του θεου12 οι δε παρα την οδον εισιν οι ακουοντες ειτα ερχεται ο διαβολος και αιρει τον λογον απο της καρδιας αυτων ινα μη πιστευσαντες σωθωσιν13 οι δε επι της πετρας οι οταν ακουσωσιν μετα χαρας δεχονται τον λογον και ουτοι ριζαν ουκ εχουσιν οι προς καιρον πιστευουσιν και εν καιρω πειρασμου αφιστανται14 το δε εις τας ακανθας πεσον ουτοι εισιν οι ακουσαντες και υπο μεριμνων και πλουτου και ηδονων του βιου πορευομενοι συμπνιγονται και ου τελεσφορουσιν15 το δε εν τη καλη γη ουτοι εισιν οιτινες εν καρδια καλη και αγαθη ακουσαντες τον λογον κατεχουσιν και καρποφορουσιν εν υπομονη16 ουδεις δε λυχνον αψας καλυπτει αυτον σκευει η υποκατω κλινης τιθησιν αλλ επι λυχνιας επιτιθησιν ινα οι εισπορευομενοι βλεπωσιν το φως17 ου γαρ εστιν κρυπτον ο ου φανερον γενησεται ουδε αποκρυφον ο ου γνωσθησεται και εις φανερον ελθη18 βλεπετε ουν πως ακουετε ος γαρ αν εχη δοθησεται αυτω και ος αν μη εχη και ο δοκει εχειν αρθησεται απ αυτου19 παρεγενοντο δε προς αυτον η μητηρ και οι αδελφοι αυτου και ουκ ηδυναντο συντυχειν αυτω δια τον οχλον20 και απηγγελη αυτω λεγοντων η μητηρ σου και οι αδελφοι σου εστηκασιν εξω ιδειν σε θελοντες21 ο δε αποκριθεις ειπεν προς αυτους μητηρ μου και αδελφοι μου ουτοι εισιν οι τον λογον του θεου ακουοντες και ποιουντες αυτον22 και εγενετο εν μια των ημερων και αυτος ενεβη εις πλοιον και οι μαθηται αυτου και ειπεν προς αυτους διελθωμεν εις το περαν της λιμνης και ανηχθησαν23 πλεοντων δε αυτων αφυπνωσεν και κατεβη λαιλαψ ανεμου εις την λιμνην και συνεπληρουντο και εκινδυνευον24 προσελθοντες δε διηγειραν αυτον λεγοντες επιστατα επιστατα απολλυμεθα ο δε εγερθεις επετιμησεν τω ανεμω και τω κλυδωνι του υδατος και επαυσαντο και εγενετο γαληνη25 ειπεν δε αυτοις που εστιν η πιστις υμων φοβηθεντες δε εθαυμασαν λεγοντες προς αλληλους τις αρα ουτος εστιν οτι και τοις ανεμοις επιτασσει και τω υδατι και υπακουουσιν αυτω26 και κατεπλευσαν εις την χωραν των γαδαρηνων ητις εστιν αντιπεραν της γαλιλαιας27 εξελθοντι δε αυτω επι την γην υπηντησεν αυτω ανηρ τις εκ της πολεως ος ειχεν δαιμονια εκ χρονων ικανων και ιματιον ουκ ενεδιδυσκετο και εν οικια ουκ εμενεν αλλ εν τοις μνημασιν28 ιδων δε τον ιησουν και ανακραξας προσεπεσεν αυτω και φωνη μεγαλη ειπεν τι εμοι και σοι ιησου υιε του θεου του υψιστου δεομαι σου μη με βασανισης29 {VAR1: παρηγγελλεν } {VAR2: παρηγγειλεν } γαρ τω πνευματι τω ακαθαρτω εξελθειν απο του ανθρωπου πολλοις γαρ χρονοις συνηρπακει αυτον και εδεσμειτο αλυσεσιν και πεδαις φυλασσομενος και διαρρησσων τα δεσμα ηλαυνετο υπο του δαιμονος εις τας ερημους30 επηρωτησεν δε αυτον ο ιησους λεγων τι σοι εστιν ονομα ο δε ειπεν λεγεων οτι δαιμονια πολλα εισηλθεν εις αυτον31 και {VAR1: παρεκαλει } {VAR2: παρεκαλουν } αυτον ινα μη επιταξη αυτοις εις την αβυσσον απελθειν32 ην δε εκει αγελη χοιρων ικανων βοσκομενων εν τω ορει και παρεκαλουν αυτον ινα επιτρεψη αυτοις εις εκεινους εισελθειν και επετρεψεν αυτοις33 εξελθοντα δε τα δαιμονια απο του ανθρωπου εισηλθεν εις τους χοιρους και ωρμησεν η αγελη κατα του κρημνου εις την λιμνην και απεπνιγη34 ιδοντες δε οι βοσκοντες το γεγενημενον εφυγον και απελθοντες απηγγειλαν εις την πολιν και εις τους αγρους35 εξηλθον δε ιδειν το γεγονος και ηλθον προς τον ιησουν και ευρον καθημενον τον ανθρωπον αφ ου τα δαιμονια εξεληλυθει ιματισμενον και σωφρονουντα παρα τους ποδας του ιησου και εφοβηθησαν36 απηγγειλαν δε αυτοις και οι ιδοντες πως εσωθη ο δαιμονισθεις37 και ηρωτησαν αυτον απαν το πληθος της περιχωρου των γαδαρηνων απελθειν απ αυτων οτι φοβω μεγαλω συνειχοντο αυτος δε εμβας εις το πλοιον υπεστρεψεν38 εδεετο δε αυτου ο ανηρ αφ ου εξεληλυθει τα δαιμονια ειναι συν αυτω απελυσεν δε αυτον ο ιησους λεγων39 υποστρεφε εις τον οικον σου και διηγου οσα εποιησεν σοι ο θεος και απηλθεν καθ ολην την πολιν κηρυσσων οσα εποιησεν αυτω ο ιησους40 εγενετο δε εν τω υποστρεψαι τον ιησουν απεδεξατο αυτον ο οχλος ησαν γαρ παντες προσδοκωντες αυτον41 και ιδου ηλθεν ανηρ ω ονομα ιαειρος και αυτος αρχων της συναγωγης υπηρχεν και πεσων παρα τους ποδας του ιησου παρεκαλει αυτον εισελθειν εις τον οικον αυτου42 οτι θυγατηρ μονογενης ην αυτω ως ετων δωδεκα και αυτη απεθνησκεν εν δε τω υπαγειν αυτον οι οχλοι συνεπνιγον αυτον43 και γυνη ουσα εν ρυσει αιματος απο ετων δωδεκα ητις εις ιατρους προσαναλωσασα ολον τον βιον ουκ ισχυσεν υπ ουδενος θεραπευθηναι44 προσελθουσα οπισθεν ηψατο του κρασπεδου του ιματιου αυτου και παραχρημα εστη η ρυσις του αιματος αυτης45 και ειπεν ο ιησους τις ο αψαμενος μου αρνουμενων δε παντων ειπεν ο πετρος και οι μετ αυτου επιστατα οι οχλοι συνεχουσιν σε και αποθλιβουσιν και λεγεις τις ο αψαμενος μου46 ο δε ιησους ειπεν ηψατο μου τις εγω γαρ εγνων δυναμιν εξελθουσαν απ εμου47 ιδουσα δε η γυνη οτι ουκ ελαθεν τρεμουσα ηλθεν και προσπεσουσα αυτω δι ην αιτιαν ηψατο αυτου απηγγειλεν αυτω ενωπιον παντος του λαου και ως ιαθη παραχρημα48 ο δε ειπεν αυτη θαρσει θυγατερ η πιστις σου σεσωκεν σε πορευου εις ειρηνην49 ετι αυτου λαλουντος ερχεται τις παρα του αρχισυναγωγου λεγων αυτω οτι τεθνηκεν η θυγατηρ σου μη σκυλλε τον διδασκαλον50 ο δε ιησους ακουσας απεκριθη αυτω λεγων μη φοβου μονον πιστευε και σωθησεται51 εισελθων δε εις την οικιαν ουκ αφηκεν εισελθειν ουδενα ει μη πετρον και ιακωβον και ιωαννην και τον πατερα της παιδος και την μητερα52 εκλαιον δε παντες και εκοπτοντο αυτην ο δε ειπεν μη κλαιετε ουκ απεθανεν αλλα καθευδει53 και κατεγελων αυτου ειδοτες οτι απεθανεν54 αυτος δε εκβαλων εξω παντας και κρατησας της χειρος αυτης εφωνησεν λεγων η παις εγειρου55 και επεστρεψεν το πνευμα αυτης και ανεστη παραχρημα και διεταξεν αυτη δοθηναι φαγειν56 και εξεστησαν οι γονεις αυτης ο δε παρηγγειλεν αυτοις μηδενι ειπειν το γεγονος
1 Aconteceu, depois disso, que Jesus andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus. Iam com ele os doze discípulos, 2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; 3 Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Suzana e muitas outras, as quais, com os seus bens, ajudavam Jesus e os seus discípulos.
4 Quando uma grande multidão se reuniu e pessoas de todas as cidades vieram até Jesus, ele disse por parábola:
5 — Um semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6 Outra parte caiu sobre a pedra e, tendo crescido, secou por falta de umidade. 7 Outra caiu no meio dos espinhos; e os espinhos, ao crescerem com ela, a sufocaram. 8 Outra, enfim, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cem por um.
Dizendo isto, Jesus clamou:
— Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
9 Então os discípulos de Jesus lhe perguntaram o que significava essa parábola. 10 Jesus respondeu:
— A vocês é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos demais fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.
11 — Este é o significado da parábola: a semente é a palavra de Deus. 12 Os que estão à beira do caminho são os que a ouviram; depois vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não acontecer que, crendo, sejam salvos. 13 Os que estão sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria. Estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. 14 A parte que caiu entre espinhos, estes são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. 15 A parte que caiu na terra boa, estes são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.
16 — Ninguém, depois de acender uma lamparina, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a num lugar em que ilumina bem, a fim de que os que entram vejam a luz. 17 Não há nada oculto que não venha a ser manifesto, nem escondido que não venha a ser conhecido e revelado. 18 Portanto, vejam como vocês ouvem. Porque ao que tiver, mais será dado; e ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado.
19 A mãe e os irmãos de Jesus chegaram até onde ele estava, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão. 20 E lhe comunicaram:
— A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem vê-lo.
21 Jesus, porém, lhes respondeu:
— Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam.
22 Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus entrou num barco em companhia dos seus discípulos e lhes disse:
— Vamos passar para a outra margem do lago.
E partiram. 23 Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, e eles corriam perigo. 24 Chegando-se a Jesus, os discípulos o despertaram, dizendo:
— Mestre, Mestre, estamos perecendo!
Levantando-se, Jesus repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou e ficou bem calmo. 25 Então Jesus lhes perguntou:
— Vocês não têm fé?
Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros:
— Quem é este que até manda nos ventos e nas ondas, e lhe obedecem?
26 Então rumaram para a terra dos gerasenos, que fica de frente para a Galileia. 27 Logo que Jesus desembarcou, veio da cidade ao seu encontro um homem possuído de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos túmulos. 28 Quando ele viu Jesus, prostrou-se diante dele, dizendo com voz forte:
— O que você quer comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-lhe que não me atormente.
29 Porque Jesus havia ordenado ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se havia apoderado dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e correntes, despedaçava tudo e era impelido pelo demônio para o deserto. 30 Jesus perguntou a ele:
— Qual é o seu nome?
Ele respondeu:
— Legião.
Isto porque muitos demônios tinham entrado nele. 31 Estes pediram a Jesus que não os mandasse para o abismo. 32 Ora, uma grande manada de porcos estava pastando ali no monte. E os demônios pediram a Jesus que os deixasse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu. 33 Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou. 34 Vendo o que tinha acontecido, os que tratavam dos porcos fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos.
35 Então o povo saiu para ver o que tinha acontecido. Aproximando-se de Jesus, encontraram o homem de quem tinham saído os demônios, vestido, em perfeito juízo, sentado aos pés de Jesus; e temeram. 36 E algumas pessoas que tinham presenciado os fatos contaram-lhes também como o endemoniado tinha sido salvo. 37 Todo o povo da terra dos gerasenos pediu a Jesus que se retirasse, pois ficaram com muito medo. E Jesus, entrando de novo no barco, voltou. 38 O homem de quem tinham saído os demônios lhe pediu que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, o despediu, dizendo:
39 — Volte para a sua casa e conte tudo o que Deus fez por você.
Então ele foi, proclamando por toda a cidade o que Jesus lhe tinha feito.
40 Quando Jesus voltou, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. 41 Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-lhe que fosse até a sua casa. 42 Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava morrendo.
Enquanto Jesus caminhava, as multidões o apertavam. 43 Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e que havia gastado todos os seus bens com os médicos, sem que ninguém a pudesse curar, 44 veio por trás de Jesus e tocou na borda da capa dele. E logo a hemorragia dela estancou. 45 Mas Jesus perguntou:
— Quem me tocou?
Como todos negassem, Pedro disse:
— Mestre, é a multidão que o rodeia e aperta!
46 Mas Jesus insistiu:
— Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.
47 A mulher, vendo que não podia passar despercebida, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante de Jesus, declarou, à vista de todo o povo, o motivo por que havia tocado nele e como imediatamente tinha sido curada. 48 Então Jesus lhe disse:
— Filha, a sua fé salvou você. Vá em paz.
49 Enquanto Jesus ainda falava, veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo:
— A sua filha já morreu; não incomode mais o Mestre.
50 Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse:
— Não tenha medo; apenas creia, e ela será salva.
51 Tendo chegado à casa, Jesus não permitiu que ninguém entrasse com ele, a não ser Pedro, João e Tiago, além do pai e da mãe da menina. 52 E todos choravam e a pranteavam. Mas Jesus disse:
— Não chorem; ela não está morta, mas dorme.
53 E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54 Mas Jesus, tomando-a pela mão, disse em voz alta:
— Menina, levante-se!
55 Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 56 Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.
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