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Mateus 26

O plano para tirar a vida de Jesus

1 Tendo Jesus acabado todos estes ensinamentos, disse a seus discípulos: 2 Sabeis que, daqui a dois dias, celebrar-se-á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

3 Então, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; 4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo. 5 Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus ungido em Betânia

6 Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, 7 aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa. 8 Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? 9 Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres. 10 Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo. 11 Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; 12 pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. 13 Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.

O pacto da traição

14 Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs: 15 Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata. 16 E, desse momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para o entregar.

Os discípulos preparam a Páscoa

17 No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa? 18 E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19 E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

20 Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos. 21 E, enquanto comiam, declarou Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. 22 E eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe: Porventura, sou eu, Senhor? 23 E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá. 24 O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! 25 Então, Judas, que o traía, perguntou: Acaso, sou eu, Mestre? Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.

A Ceia do Senhor

26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; 28 porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. 30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

31 Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito:

Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.

32 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galileia. 33 Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim. 34 Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. 35 Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

36 Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; 37 e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38 Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 39 Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. 40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? 41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 42 Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. 43 E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados. 44 Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45 Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. 46 Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus é preso

47 Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande turba com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. 48 Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o. 49 E logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. 50 Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam. 51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. 52 Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. 53 Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? 54 Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder? 55 Naquele momento, disse Jesus às multidões: Saístes com espadas e porretes para prender-me, como a um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava [convosco] ensinando, e não me prendestes. 56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram.

Jesus perante o Sinédrio

57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58 Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim. 59 Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando: 61 Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. 62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? 63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64 Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! 66 Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. 67 Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: 68 Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu!

Pedro nega a Jesus

69 Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando-se uma criada, lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu. 70 Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71 E, saindo para o alpendre, foi ele visto por outra criada, a qual disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. 72 E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. 73 Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia. 74 Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo. 75 Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.

Almeida Revista e Atualizada© Copyright © 1993 Sociedade Bíblica do Brasil. Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização. Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil www.sbb.org.br. A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos. A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano. Você também pode ajudar a Causa da Bíblia!

1 και εγενετο οτε ετελεσεν ο ιησους παντας τους λογους τουτους ειπεν τοις μαθηταις αυτου2 οιδατε οτι μετα δυο ημερας το πασχα γινεται και ο υιος του ανθρωπου παραδιδοται εις το σταυρωθηναι3 τοτε συνηχθησαν οι αρχιερεις και οι γραμματεις και οι πρεσβυτεροι του λαου εις την αυλην του αρχιερεως του λεγομενου καιαφα4 και συνεβουλευσαντο ινα τον ιησουν κρατησωσιν δολω και αποκτεινωσιν5 ελεγον δε μη εν τη εορτη ινα μη θορυβος γενηται εν τω λαω6 του δε ιησου γενομενου εν βηθανια εν οικια σιμωνος του λεπρου7 προσηλθεν αυτω γυνη αλαβαστρον μυρου εχουσα βαρυτιμου και κατεχεεν επι την κεφαλην αυτου ανακειμενου8 ιδοντες δε οι μαθηται αυτου ηγανακτησαν λεγοντες εις τι η απωλεια αυτη9 ηδυνατο γαρ τουτο το μυρον πραθηναι πολλου και δοθηναι πτωχοις10 γνους δε ο ιησους ειπεν αυτοις τι κοπους παρεχετε τη γυναικι εργον γαρ καλον ειργασατο εις εμε11 παντοτε γαρ τους πτωχους εχετε μεθ εαυτων εμε δε ου παντοτε εχετε12 βαλουσα γαρ αυτη το μυρον τουτο επι του σωματος μου προς το ενταφιασαι με εποιησεν13 αμην λεγω υμιν οπου εαν κηρυχθη το ευαγγελιον τουτο εν ολω τω κοσμω λαληθησεται και ο εποιησεν αυτη εις μνημοσυνον αυτης14 τοτε πορευθεις εις των δωδεκα ο λεγομενος ιουδας ισκαριωτης προς τους αρχιερεις15 ειπεν τι θελετε μοι δουναι καγω υμιν παραδωσω αυτον οι δε εστησαν αυτω τριακοντα αργυρια16 και απο τοτε εζητει ευκαιριαν ινα αυτον παραδω17 τη δε πρωτη των αζυμων προσηλθον οι μαθηται τω ιησου λεγοντες αυτω που θελεις ετοιμασωμεν σοι φαγειν το πασχα18 ο δε ειπεν υπαγετε εις την πολιν προς τον δεινα και ειπατε αυτω ο διδασκαλος λεγει ο καιρος μου εγγυς εστιν προς σε ποιω το πασχα μετα των μαθητων μου19 και εποιησαν οι μαθηται ως συνεταξεν αυτοις ο ιησους και ητοιμασαν το πασχα20 οψιας δε γενομενης ανεκειτο μετα των δωδεκα21 και εσθιοντων αυτων ειπεν αμην λεγω υμιν οτι εις εξ υμων παραδωσει με22 και λυπουμενοι σφοδρα ηρξαντο λεγειν αυτω εκαστος αυτων μητι εγω ειμι κυριε23 ο δε αποκριθεις ειπεν ο εμβαψας μετ εμου εν τω τρυβλιω την χειρα ουτος με παραδωσει24 ο μεν υιος του ανθρωπου υπαγει καθως γεγραπται περι αυτου ουαι δε τω ανθρωπω εκεινω δι ου ο υιος του ανθρωπου παραδιδοται καλον ην αυτω ει ουκ εγεννηθη ο ανθρωπος εκεινος25 αποκριθεις δε ιουδας ο παραδιδους αυτον ειπεν μητι εγω ειμι ραββι λεγει αυτω συ ειπας26 εσθιοντων δε αυτων λαβων ο ιησους τον αρτον και ευλογησας εκλασεν και εδιδου τοις μαθηταις και ειπεν λαβετε φαγετε τουτο εστιν το σωμα μου27 και λαβων το ποτηριον και ευχαριστησας εδωκεν αυτοις λεγων πιετε εξ αυτου παντες28 τουτο γαρ εστιν το αιμα μου το της καινης διαθηκης το περι πολλων εκχυνομενον εις αφεσιν αμαρτιων29 λεγω δε υμιν οτι ου μη πιω απ αρτι εκ τουτου του γεννηματος της αμπελου εως της ημερας εκεινης οταν αυτο πινω μεθ υμων καινον εν τη βασιλεια του πατρος μου30 και υμνησαντες εξηλθον εις το ορος των ελαιων31 τοτε λεγει αυτοις ο ιησους παντες υμεις σκανδαλισθησεσθε εν εμοι εν τη νυκτι ταυτη γεγραπται γαρ παταξω τον ποιμενα και διασκορπισθησεται τα προβατα της ποιμνης32 μετα δε το εγερθηναι με προαξω υμας εις την γαλιλαιαν33 αποκριθεις δε ο πετρος ειπεν αυτω ει και παντες σκανδαλισθησονται εν σοι εγω ουδεποτε σκανδαλισθησομαι34 εφη αυτω ο ιησους αμην λεγω σοι οτι εν ταυτη τη νυκτι πριν αλεκτορα φωνησαι τρις απαρνηση με35 λεγει αυτω ο πετρος καν δεη με συν σοι αποθανειν ου μη σε απαρνησομαι ομοιως και παντες οι μαθηται ειπον36 τοτε ερχεται μετ αυτων ο ιησους εις χωριον λεγομενον γεθσημανη και λεγει τοις μαθηταις καθισατε αυτου εως ου απελθων προσευξωμαι εκει37 και παραλαβων τον πετρον και τους δυο υιους ζεβεδαιου ηρξατο λυπεισθαι και αδημονειν38 τοτε λεγει αυτοις περιλυπος εστιν η ψυχη μου εως θανατου μεινατε ωδε και γρηγορειτε μετ εμου39 και προελθων μικρον επεσεν επι προσωπον αυτου προσευχομενος και λεγων πατερ μου ει δυνατον εστιν παρελθετω απ εμου το ποτηριον τουτο πλην ουχ ως εγω θελω αλλ ως συ40 και ερχεται προς τους μαθητας και ευρισκει αυτους καθευδοντας και λεγει τω πετρω ουτως ουκ ισχυσατε μιαν ωραν γρηγορησαι μετ εμου41 γρηγορειτε και προσευχεσθε ινα μη εισελθητε εις πειρασμον το μεν πνευμα προθυμον η δε σαρξ ασθενης42 παλιν εκ δευτερου απελθων προσηυξατο λεγων πατερ μου ει ου δυναται τουτο το ποτηριον παρελθειν απ εμου εαν μη αυτο πιω γενηθητω το θελημα σου43 και ελθων ευρισκει αυτους παλιν καθευδοντας ησαν γαρ αυτων οι οφθαλμοι βεβαρημενοι44 και αφεις αυτους απελθων παλιν προσηυξατο εκ τριτου τον αυτον λογον ειπων45 τοτε ερχεται προς τους μαθητας αυτου και λεγει αυτοις καθευδετε το λοιπον και αναπαυεσθε ιδου ηγγικεν η ωρα και ο υιος του ανθρωπου παραδιδοται εις χειρας αμαρτωλων46 εγειρεσθε αγωμεν ιδου ηγγικεν ο παραδιδους με47 και ετι αυτου λαλουντος ιδου ιουδας εις των δωδεκα ηλθεν και μετ αυτου οχλος πολυς μετα μαχαιρων και ξυλων απο των αρχιερεων και πρεσβυτερων του λαου48 ο δε παραδιδους αυτον εδωκεν αυτοις σημειον λεγων ον αν φιλησω αυτος εστιν κρατησατε αυτον49 και ευθεως προσελθων τω ιησου ειπεν χαιρε ραββι και κατεφιλησεν αυτον50 ο δε ιησους ειπεν αυτω εταιρε εφ ω παρει τοτε προσελθοντες επεβαλον τας χειρας επι τον ιησουν και εκρατησαν αυτον51 και ιδου εις των μετα ιησου εκτεινας την χειρα απεσπασεν την μαχαιραν αυτου και παταξας τον δουλον του αρχιερεως αφειλεν αυτου το ωτιον52 τοτε λεγει αυτω ο ιησους αποστρεψον σου την μαχαιραν εις τον τοπον αυτης παντες γαρ οι λαβοντες μαχαιραν εν μαχαιρα απολουνται53 η δοκεις οτι ου δυναμαι αρτι παρακαλεσαι τον πατερα μου και παραστησει μοι πλειους η δωδεκα λεγεωνας αγγελων54 πως ουν πληρωθωσιν αι γραφαι οτι ουτως δει γενεσθαι55 εν εκεινη τη ωρα ειπεν ο ιησους τοις οχλοις ως επι ληστην εξηλθετε μετα μαχαιρων και ξυλων συλλαβειν με καθ ημεραν προς υμας εκαθεζομην διδασκων εν τω ιερω και ουκ εκρατησατε με56 τουτο δε ολον γεγονεν ινα πληρωθωσιν αι γραφαι των προφητων τοτε οι μαθηται παντες αφεντες αυτον εφυγον57 οι δε κρατησαντες τον ιησουν απηγαγον προς καιαφαν τον αρχιερεα οπου οι γραμματεις και οι πρεσβυτεροι συνηχθησαν58 ο δε πετρος ηκολουθει αυτω απο μακροθεν εως της αυλης του αρχιερεως και εισελθων εσω εκαθητο μετα των υπηρετων ιδειν το τελος59 οι δε αρχιερεις και οι πρεσβυτεροι και το συνεδριον ολον εζητουν ψευδομαρτυριαν κατα του ιησου οπως αυτον θανατωσωσιν60 και ουχ ευρον και πολλων ψευδομαρτυρων προσελθοντων ουχ ευρον61 υστερον δε προσελθοντες δυο ψευδομαρτυρες ειπον ουτος εφη δυναμαι καταλυσαι τον ναον του θεου και δια τριων ημερων οικοδομησαι αυτον62 και αναστας ο αρχιερευς ειπεν αυτω ουδεν αποκρινη τι ουτοι σου καταμαρτυρουσιν63 ο δε ιησους εσιωπα και αποκριθεις ο αρχιερευς ειπεν αυτω εξορκιζω σε κατα του θεου του ζωντος ινα ημιν ειπης ει συ ει ο χριστος ο υιος του θεου64 λεγει αυτω ο ιησους συ ειπας πλην λεγω υμιν απ αρτι οψεσθε τον υιον του ανθρωπου καθημενον εκ δεξιων της δυναμεως και ερχομενον επι των νεφελων του ουρανου65 τοτε ο αρχιερευς διερρηξεν τα ιματια αυτου λεγων οτι εβλασφημησεν τι ετι χρειαν εχομεν μαρτυρων ιδε νυν ηκουσατε την βλασφημιαν αυτου66 τι υμιν δοκει οι δε αποκριθεντες ειπον ενοχος θανατου εστιν67 τοτε ενεπτυσαν εις το προσωπον αυτου και εκολαφισαν αυτον οι δε ερραπισαν68 λεγοντες προφητευσον ημιν χριστε τις εστιν ο παισας σε69 ο δε πετρος εξω εκαθητο εν τη αυλη και προσηλθεν αυτω μια παιδισκη λεγουσα και συ ησθα μετα ιησου του γαλιλαιου70 ο δε ηρνησατο εμπροσθεν παντων λεγων ουκ οιδα τι λεγεις71 εξελθοντα δε αυτον εις τον πυλωνα ειδεν αυτον αλλη και λεγει τοις εκει και ουτος ην μετα ιησου του ναζωραιου72 και παλιν ηρνησατο μεθ ορκου οτι ουκ οιδα τον ανθρωπον73 μετα μικρον δε προσελθοντες οι εστωτες ειπον τω πετρω αληθως και συ εξ αυτων ει και γαρ η λαλια σου δηλον σε ποιει74 τοτε ηρξατο καταναθεματιζειν και ομνυειν οτι ουκ οιδα τον ανθρωπον και ευθεως αλεκτωρ εφωνησεν75 και εμνησθη ο πετρος του ρηματος του ιησου ειρηκοτος αυτω οτι πριν αλεκτορα φωνησαι τρις απαρνηση με και εξελθων εξω εκλαυσεν πικρως

O plano para matar Jesus

1 Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, disse aos seus discípulos:

2 — Vocês sabem que, daqui a dois dias, será celebrada a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

3 Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás, 4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo. 5 Mas diziam:

— Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus é ungido em Betânia

6 Quando Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso, 7 aproximou-se dele uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume precioso, que ela derramou sobre a cabeça de Jesus, estando ele à mesa. 8 Vendo isto, os discípulos ficaram indignados e disseram:

— Para que este desperdício? 9 Este perfume poderia ter sido vendido por muito dinheiro, para ser dado aos pobres.

10 Mas Jesus, sabendo disto, lhes disse:

— Por que vocês estão incomodando esta mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. 11 Porque os pobres estarão sempre com vocês, mas a mim vocês nem sempre terão. 12 Porque, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. 13 Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo este evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.

O pacto da traição

14 Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os principais sacerdotes. 15 Ele disse:

— Quanto me darão para que eu o entregue a vocês?

E pagaram-lhe trinta moedas de prata. 16 E, desse momento em diante, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Os discípulos preparam a Páscoa

17 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos vieram a Jesus e lhe perguntaram:

— Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?

18 E ele lhes respondeu:

— Vão até a cidade, procurem certo homem e digam: "O Mestre diz: O meu tempo está próximo. É em sua casa que celebrarei a Páscoa com os meus discípulos."

19 E eles fizeram como Jesus lhes havia ordenado e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21 E, enquanto comiam, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que um de vocês vai me trair.

22 E eles, muito entristecidos, começaram um por um a perguntar-lhe:

— Por acaso seria eu, Senhor?

23 Jesus respondeu:

— O que comigo põe a mão no prato, esse vai me trair. 24 O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!

25 Então Judas, que o traía, perguntou:

— Por acaso sou eu, Mestre?

Jesus respondeu:

— Você acabou de dizer isso.

A Ceia do Senhor

26 Enquanto comiam, Jesus pegou um pão, e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo:

— Tomem, comam; isto é o meu corpo.

27 A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos, dizendo:

— Bebam todos dele; 28 porque isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29 E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.

30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

31 Então Jesus disse aos discípulos:

— Esta noite serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: "Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas." 32 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vocês para a Galileia.

33 Mas Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:

— Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, nunca o será para mim.

34 Mas Jesus lhe disse:

— Em verdade lhe digo que, nesta noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes.

35 Pedro insistiu:

— Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei.

E todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

36 Em seguida, Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani. E disse aos discípulos:

— Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar.

37 E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a sentir-se tomado de tristeza e de angústia. 38 Então lhes disse:

— A minha alma está profundamente triste até a morte; fiquem aqui e vigiem comigo.

39 E, adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:

— Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice! Contudo, não seja como eu quero, e sim como tu queres.

40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo. E disse a Pedro:

— Então nem uma hora vocês puderam vigiar comigo? 41 Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

42 Retirando-se pela segunda vez, orou de novo, dizendo:

— Meu Pai, se não é possível que este cálice passe de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

43 E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados. 44 Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45 Então voltou para os discípulos e lhes disse:

— Vocês ainda estão dormindo e descansando! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. 46 Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus é preso

47 E enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. 48 Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: "Aquele que eu beijar, é esse; prendam-no." 49 E logo, aproximando-se de Jesus, Judas disse:

— Salve, Mestre!

E o beijou. 50 Jesus, porém, lhe disse:

— Amigo, o que você veio fazer?

Nisto, aproximando-se eles, agarraram Jesus e o prenderam. 51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. 52 Então Jesus lhe disse:

— Coloque a espada de volta no seu lugar, pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. 53 Ou você acha que não posso pedir a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? 54 Mas como, então, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer?

55 Naquele momento, Jesus disse às multidões:

— Vocês vieram com espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava ensinando, e vocês não me prenderam. 56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas.

Então todos os discípulos o deixaram e fugiram.

Jesus diante do Sinédrio

57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58 Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote. E, tendo entrado, assentou-se entre os servos, para ver como aquilo ia terminar. 59 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 E não acharam, apesar de terem sido apresentadas muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:

61 — Este disse: "Posso destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias."

62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus:

— Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?

63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse:

— Eu exijo que nos diga, tendo o Deus vivo por testemunha, se você é o Cristo, o Filho de Deus.

64 Jesus respondeu:

— É o senhor mesmo quem está dizendo isso. Mas eu lhes digo que, desde agora, vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.

65 Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse:

— Blasfemou! Por que ainda precisamos de testemunhas? Eis que agora mesmo vocês ouviram a blasfêmia! 66 O que vocês acham?

E eles responderam:

— É réu de morte.

67 Então alguns cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. E outros o esbofeteavam, dizendo:

68 — Profetize para nós, ó Cristo! Quem foi que bateu em você?

Pedro nega Jesus

69 Pedro estava sentado fora no pátio. Uma empregada se aproximou e lhe disse:

— Você também estava com Jesus, o galileu.

70 Mas ele negou diante de todos e disse:

— Não sei o que você está dizendo.

71 Quando se dirigia para a porta, Pedro foi visto por outra empregada, que disse aos que estavam ali:

— Este também estava com Jesus, o Nazareno.

72 E ele negou outra vez, com juramento:

— Não conheço esse homem.

73 Pouco depois, aproximando-se os que estavam ali, disseram a Pedro:

— Com certeza você também é um deles, porque o seu modo de falar o denuncia.

74 Então ele começou a praguejar e a jurar:

— Não conheço esse homem!

E no mesmo instante o galo cantou. 75 Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: "Antes que o galo cante, você me negará três vezes." E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.

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