A superlativa ação de Deus
3 como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram:
O mundo está sob o poder do maligno (1 João 5:19b). A queda da humanidade criou um abismo entre a criatura e o Criador (Isaías 59:2). Jesus deixa claro que quem não crê já está condenado (João 3:18). A condição humana é de perdição. Como consequência, a terra tornou-se maldita e vive distante da perfeição de Deus.
A condição da criação é desesperadora (2 Pedro 3:7). Deus, que é Amor, também é Justiça e insiste no arrependimento das pessoas (Ezequiel 33:11), mas também exige que a sua justiça seja cumprida: “a alma que pecar, essa morrerá” e “o pecado, sendo consumado, gera a morte”. O destino da criação está determinado; haverá uma prestação de contas com o Todo-Poderoso, que cobrará de cada um o que tiver feito por meio do corpo. O mundo, porém, está entregue a um modo de vida que não condiz com a vontade de Deus.
A humanidade, por seus próprios méritos, não consegue escapar da perdição. Suas obras são inteiramente más, consideradas como trapos imundos (Isaías 64:6). Nenhuma religião, filosofia ou esforço humano foi capaz de solucionar esse problema. O que se consegue, na verdade, é apenas confirmar que a queda persiste, geração após geração. A sentença continua sendo a morte eterna (Romanos 6:23).
A solução só pode partir de uma ação superlativa do Eterno. Se Ele não prover uma saída, não haverá solução, e a humanidade estará perdida. É aí, no clímax do impasse entre o Santo Criador e a criatura ímpia, que a boa notícia é anunciada: Deus proveu a solução para a perdição humana. Se o salário do pecado é a morte, então era necessário que alguém sem pecado morresse pelos pecadores. E Jesus se ofereceu, mesmo inocente, para morrer, a fim de que os que estavam eternamente mortos pudessem herdar a Vida Eterna (João 10:18).
Não há como medir esse amor. Jesus usou a expressão “de tal maneira” para explicar a ação superlativa de Deus em nosso favor: salvar-nos da inevitável e eterna perdição, provendo, por meio de Cristo Jesus, tão grande, eterna e definitiva salvação (João 3:16). Aleluia!
Deus lhe abençoe!
“Você não contribui em nada para sua salvação, exceto com o pecado que a tornou necessária.” (Jonathan Edwards)