Coando mosquitos, engolindo camelos
A liberdade aliada ao amor
Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, blasfemado o vosso bem; Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.
É impressionante o tempo que perdemos quando nos ocupamos em discutir pequenas coisas que em nada contribuem para o nosso crescimento espiritual. Além disso, ferimos o nosso irmão quando o julgamos por detalhes que dizem respeito à sua própria vida, quando deveríamos orar por ele e ampará-lo com amor (Tiago 5:16). Gastamos uma preciosa quantidade de energia nessas discussões sobre o que comer, o que vestir e o que fazer, gerando, muitas vezes, conflitos desnecessários e até afastando o nosso irmão da comunhão e do amor de Deus por causa da nossa atitude julgadora (Mateus 7:1-5).
Jesus, quando teve a oportunidade de ser julgado segundo os padrões humanos, afirmou: “Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo” (João 8:15). E declarou que, se julgasse, seu julgamento seria justo, pois não julgaria sozinho, mas com o Pai, que o enviou (João 8:16). Ele demonstrou isso quando, certa vez, lhe trouxeram uma mulher que havia cometido adultério. Os acusadores a levaram até ele para que fosse condenada. Mas Jesus, misericordiosamente, disse: “Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais” (João 8:10,11).
Não devemos ocupar o nosso tempo coando mosquitos ou engolindo camelos (Mateus 23:24), gastando nossas energias em discussões que não nos edificam e ainda podem prejudicar o nosso irmão. Fomos chamados para abençoar, e não para condenar (Romanos 12:14).
Deus lhe abençoe!
“Os rudes entalhes da repreensão têm o único objetivo de nos colocar no prumo, para que sejamos utilizados no edifício celestial” (D. L. Moody).