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Devocional Diário

30
Domingo
Ago

Autoridades

Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus.

Assim, aquele que resiste à autoridade opõe-se à ordem estabe­lecida por Deus; e os que a ela se opõem atraem sobre si a condenação.

Em verdade, as autoridades ins­piram temor, não porém a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade? Faze o bem e terás o seu louvor.

Paulo dá esse conselho no contexto histórico da dominação do Império Romano sobre grande parte do mundo conhecido de então. É certo que ele pretendia, com isso, que os cristãos vivessem de maneira tranquila e pacífica, aguardando a bem-aventurada esperança da vida eterna. O que Paulo pretendia era que o comportamento cristão não se tornasse um impedimento à propagação do Evangelho de Cristo Jesus.

Paulo não estava defendendo uma obediência cega, desprovida de discernimento e de avaliação à luz das Escrituras Sagradas. É evidente que, se as autoridades terrenas se opusessem diretamente à Fé Cristã e exigissem dos filhos de Deus algo contrário à vontade do Senhor, estes deveriam permanecer firmes em favor do Reino de Deus, mesmo ao custo da própria vida. O que Paulo ensinava era que os cristãos deveriam obedecer às autoridades em tudo aquilo que não contrariasse a vontade de Deus e contribuísse para que a Igreja do Senhor Jesus permanecesse em paz, mesmo em meio às perseguições.

Jesus nos deixou uma importante lição de respeito às autoridades. Mesmo possuindo toda autoridade divina, ensinou que se deveria dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Lucas 20:22-25). Ele também se submeteu às autoridades judaicas e romanas quando foi preso e não resistiu, mesmo sendo inocente (Isaías 53:7). Esse exemplo de submissão diante da perseguição também foi vivido pelos apóstolos. Pedro e Paulo foram presos por causa do Evangelho de Cristo Jesus (Atos 12:5-12; 16:16-34); Tiago foi morto ao fio da espada (Atos 12:2); João foi exilado na ilha de Patmos (Apocalipse 1:9); e, segundo a tradição cristã, outros apóstolos também sofreram perseguições e martírio por causa da fé.

Obedecer nem sempre é fácil, mas, quando a obediência está alinhada à vontade de Deus, ela também é uma forma de honrá-lo.

Deus lhe abençoe!

“A obediência só é valiosa quando nos impele a fazer o que não é a nossa vontade” (Aureliano Jr.).

ORE: Senhor, pedimos a tua sabedoria para sabermos viver em obediência às autoridades, sem, no entanto, contrariar a tua própria autoridade. Ajuda-nos a agir com respeito, discernimento e fidelidade, honrando-te acima de todas as coisas. Amém.Mais pessoas estão orando agora. Junte-se a elas.

mila sMario Oliveira
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Prévia de Amanhã

Cidadãos na terra, cidadãos no céu

A vida cristã equilibra a cidadania celeste e a terrestre por meio do cumprimento dos deveres cívicos e do testemunho fiel.
20
Horas
41
Minutos
41
Segundos
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Devocional de Ontem

29
Sábado
Ago

Só o bem pode vencer o mal

Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s).

Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.

A Fé Cristã não pode ser plenamente praticada por uma pessoa em seu estado espiritual natural, isto é, em estado de pecado e afastada de Deus (Isaías 59:2). Com efeito, as Escrituras ensinam que o homem natural não alcança a compreensão das coisas de Deus. Aliás, a vontade de Deus para o ser humano natural parece loucura (1 Coríntios 2:14-16). Pagar o mal com o bem? Amar os inimigos? Não buscar vingança? Isso parece, de fato, loucura quando pensamos segundo a nossa natureza humana. Somente cheios do Espírito Santo poderemos cumprir o desejo de Deus para nós: fazer o bem de maneira incondicional e a todos (Efésios 5:18).

Quando praticamos o bem sem fazer distinção, socorrendo quem nos odeia, amparando quem nos despreza e ajudando quem se opõe a nós, amontoamos brasas de fogo sobre a cabeça dos nossos adversários, isto é, nossos atos de bondade podem despertar e constranger a consciência daqueles que nos fazem mal (Romanos 12:20). O amor pode constranger até mesmo os corações mais endurecidos e levar aqueles que nos fazem mal a reconhecer que estão sendo injustos conosco.

É perceptível nas Escrituras que Cristo Jesus, por meio do Espírito Santo, deseja cultivar em nós frutos de amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22,23). É fácil perceber que esses frutos se desenvolvem, principalmente, no terreno dos relacionamentos interpessoais. Isso significa que precisamos amar e suportar uns aos outros, inclusive aqueles que se opõem a nós, para que tais virtudes sejam cultivadas pelo Espírito Santo, tornando-nos pessoas cada vez mais resistentes à malignidade que impera neste mundo que jaz no maligno (Tiago 4:7).

Não é fácil, eu sei. É um desafio, isso é fato. Sem o Espírito Santo, isso é impossível! Entretanto, Deus não espera menos do que isso de nós.

Deus lhe abençoe!

“Faça todo o bem que puder, de todas as maneiras que puder” (John Wesley).

ORE: Deus de amor, sabemos que vencer o mal com o bem não é algo que conseguimos fazer apenas por nossas próprias forças. Enche-nos do teu Espírito Santo e ensina-nos a responder ao mal sem permitir que ele domine o nosso coração. Ajuda-nos a amar, perdoar e fazer o bem, mesmo quando somos feridos. Amém.Mais pessoas estão orando agora. Junte-se a elas.

mila sGuiga Souza
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Devocional de Anteontem

28
Sexta
Ago

Deixe isso com Deus!

Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35).

A vingança é uma das grandes tentações humanas. Ela é alimentada pela ira, sustentada pelo orgulho e impulsionada pela mágoa. Produz amargura no coração, que, nutrida pelo ódio, cultiva um desejo cada vez maior de que o mal aconteça àqueles que praticam o mal.

A vingança, quando praticada pelos homens, nivela a Humanidade por baixo, tornando selvagens pessoas que aparentemente são civilizadas. Movidos pela cólera, os vingadores se apropriam de um senso pessoal de justiça e encontram no próprio rancor uma justificativa aparentemente legítima para os seus atos. Em um coração vingativo, a crueldade, a violência e a maldade tornam-se meras ferramentas para executar a justiça doentia que acreditam estar praticando (Provérbios 13:2).

O Deus Justo é o único capaz de executar a vingança segundo os retos padrões da sua Justiça. Ele não delega isso a ninguém, porque não há quem possa fazê-lo com a equidade que ele possui. Querer se vingar é pretender tomar o lugar de Deus nessa tarefa, o que constitui grave pecado, pois, ao mesmo tempo em que se presume que Deus não seria capaz de fazer justiça, o homem se arroga o direito de fazê-la em seu lugar (Jó 4:17).

As Escrituras Sagradas já nos orientam sobre a parte que nos cabe diante das ofensas que sofremos: devemos abençoar os que nos amaldiçoam, amar os que nos odeiam, perdoar os que nos ofendem e ter misericórdia dos que pecam contra nós. Devemos orar pelos nossos inimigos, desejando que eles sejam alcançados e resgatados por Deus (Mateus 5:44).

Para cumprir a difícil tarefa de sermos benignos com aqueles que nos fazem mal, somos equipados com o fruto do Espírito, que nos capacita a amar a todos indistintamente (Gálatas 5:22,23).

Deus lhe abençoe!

“Se cremos que Deus é Justo e faz justiça aos que lhe pertencem, porque iríamos ofendê-lo com a nossa desconfiança na capacidade que ele tem de executar em nosso favor o seu julgamento contra os que praticam o mal contra nós?” (Aureliano Jr.).

ORE: Deus Justo, nós confiamos em ti e sabemos que tu cuidas de nós com zelo. Contém o nosso ímpeto de buscar vingança por nossa própria conta. Amém.Mais pessoas estão orando agora. Junte-se a elas.

Primeira Igreja Batista de Terra Nova do NorteIraci Silva do Bem
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