Necessidade e hospitalidade
Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade.
A fé cristã é um exercício de relacionamento em que a prática do amor ao próximo é a base fundamental da unidade da Igreja. Essa prática só é superada em importância pelo amor ao próprio Deus, a quem servimos, e deve ser vivida durante toda a nossa caminhada cristã (Mateus 22:37,38). Dizer que professa a fé cristã e não pratica o amor ao próximo é mais do que uma incongruência: é uma completa contradição (1 João 4:20)!
A Igreja de Cristo Jesus teve os seus primeiros passos marcados por uma intensa prática de amor. Os primeiros cristãos permaneciam unidos e compartilhavam tudo: repartiam o pão, ceavam juntos, oravam e perseveravam unânimes, tendo tudo em comum. Chegavam ao ponto de vender as suas propriedades e depositar aos pés dos apóstolos o valor adquirido, para que fosse utilizado no cuidado uns dos outros (Atos 4:35)!
O próprio Jesus teve o seu ministério terreno marcado pelo cuidado e pelo amor ao próximo. Ele se ocupava intensamente de atender às necessidades humanas: curou enfermos, ressuscitou mortos, libertou cativos espirituais, alimentou famintos e transmitiu o conhecimento do Reino de Deus aos que precisavam ouvi-lo. E os próprios discípulos receberam dele uma atenção que não mereciam: começaram como seguidores, tornaram-se discípulos, foram chamados a ser servos, passaram a ser chamados de amigos e, por fim, tornaram-se filhos de Deus pela eficácia do sacrifício de Cristo Jesus (João 1:12,13).
Se quisermos de fato fazer a vontade de Deus, não podemos simplesmente frequentar cultos, participar de estudos e orar pelos nossos próprios interesses. Precisamos compartilhar com os santos o benefício do alívio de suas necessidades. Se ensinarmos, cantarmos e cultuarmos, mas não atendermos àqueles que sofrem em suas necessidades mais urgentes, dizer “eu te amo” será uma enorme perda de tempo (Tiago 2:15,16).
Deus lhe abençoe!
“Se tirarmos de nossas ações o amor, que é o elemento essencial de tudo, elas se tornarão semelhantes a um carro sem rodas, um trem sem máquinas, um avião sem asas, uma casa sem alicerces” (Charles R. Swindoll).