Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
13 Jesus went to the country of Caesarea Philippi. He asked his disciples, I am the Son of Man. Whom do people say I am?
Jesus estava genuinamente preocupado com as opiniões que as pessoas tinham a Seu respeito, e isso é compreensível. Seu nome, Jesus (Yeshua, em hebraico, também equivalente a Josué), que significa “YHWH salva”, era comum em seu tempo. Seria fácil confundi-Lo com outros ou até mesmo atribuir-Lhe ensinamentos falsos.
Em uma breve investigação, Jesus perguntou aos seus discípulos o que as pessoas diziam a Seu respeito. Surgiram várias versões: alguns O confundiam com profetas, outros com parentes, ou até com anjos; além daqueles que O consideravam impostor, mentiroso ou blasfemo (Marcos 3:22). A obra redentora de Jesus se sustentaria sobre três pilares fundamentais: Suas palavras, Seu sangue e Seu nome; por isso, Ele não poderia correr o risco de ser confundido com um falso Cristo. E, de fato, muitos falsos cristos surgiriam (Mateus 24:24).
O resultado dessa investigação foi preocupante: a maioria pensava que Ele era alguém que não era. Diante disso, Jesus faz uma pergunta direta aos discípulos, e Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16). Os olhos do Mestre brilham, e Ele elogia Pedro por esse reconhecimento, mas esclarece que nem mesmo Pedro poderia dar a resposta correta sem a revelação de Deus (Mateus 16:17).
Ninguém pode conhecer a Deus sem que Ele mesmo Se revele. É impossível compreender a obra da salvação em Cristo Jesus sem o auxílio do Espírito Santo; é arriscado tentar entender as coisas espirituais apenas com base na filosofia ou na capacidade intelectual. Jesus, o Cristo, Se revela e auxilia aqueles que desejam conhecê-Lo, concedendo, pelo Seu Espírito, pela Sua Palavra e pelas Suas testemunhas, o conhecimento sobrenatural necessário.
Busque conhecer Jesus como Ele realmente é; Ele mesmo abrirá o seu entendimento para Se revelar a você. Trata-se de um conhecimento que não se adquire por meio de ritos religiosos ou sacrifícios ritualísticos, mas de uma revelação que expande a mente e incendeia o coração para uma amizade eterna com o Todo-Poderoso. Conhecer a Cristo é conhecer a Deus (João 10:30).
Deus lhe abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“No livro de Deus, conhecer o Filho e crer nos fatos verdadeiros a respeito dEle significa liberdade.” (John Piper).
A exuberância do invisível!
11 Then I saw and heard many angels. They were around the chair, and the living beings, and the leaders. There were many, many thousands.
A criação de Deus não se resume ao que é visível. Apesar de já sabermos que o Universo é vasto o suficiente para muitos o considerarem infinito, e outros até acreditarem em sua multiplicidade, Deus não se ocupou apenas em criar matéria e organismos visíveis. As Escrituras Sagradas nos revelam que um exército impossível de ser calculado por nossa mente limitada foi criado por Deus, permeando toda a Sua criação, fazendo a Sua obra, realizando a Sua vontade e cumprindo as Suas ordens.
As Escrituras dizem que são miríades de miríades (Apocalipse 5:11 – ARIB), ou seja, milhões de milhões. Eles estão organizados em classes e têm suas funções bem determinadas pelo Criador (Colossenses 1:16). E, dentre as suas funções mais importantes, está a de guardar os filhos de Deus (Salmos 34:7).
Sem que percebamos, esses seres celestiais, nossos conservos (Apocalipse 22:9), trabalham incansavelmente em nossa defesa, ministrando sobre nós a proteção divina (Hebreus 1:14). Em algumas ocasiões específicas, apresentaram-se visíveis a personagens bíblicos (por exemplo, Josué 5:13); em outras, acompanharam o próprio Deus em Suas visitas aos Seus fiéis servos (cf. Gênesis 18:1,2), bem como surgiram em situações críticas para livrar os justos (Gênesis 19:1,2). As Escrituras também nos estimulam à prática da hospitalidade, dando como exemplo o fato de que alguns, sem o saberem, hospedaram anjos (Hebreus 13:2).
É maravilhoso saber que Deus tem por nós um zelo tão grande, a ponto de comissionar seres espirituais invisíveis para estar ao nosso redor, promovendo meios para nos manter em segurança. Eles não são deuses e não aceitam adoração; não têm a vaidade de querer ser vistos ou reconhecidos pelo trabalho que realizam. São verdadeiros exemplos de humildade, obediência e submissão a Deus.
Apesar de nós, seres humanos, termos sido criados um pouco menores do que os anjos, assim como Jesus, em Sua humanidade, também o foi (cf. Hebreus 2:7), os exemplos de fidelidade a Deus deixados por eles nas Escrituras são um estímulo para que também sejamos fiéis. E, apesar das nossas limitações físicas, devemos servir a Deus com todas as nossas forças (Eclesiastes 9:10).
Mesmo diante dos perigos aos quais este mundo tenebroso nos submete constantemente, devemos permanecer tranquilos, sabendo que o Senhor Deus, por meio dos Seus anjos, está ao nosso redor; e que Ele próprio, pelo Espírito Santo, habita dentro de nós.
Deus lhe abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“Há uma infinidade de anjos ao redor do povo de Deus. Mas não esperemos que eles façam o trabalho que cabe a nós. Eles já estão ocupados com o trabalho deles.” (Guimarães Jr.)
Quem é você na mesa do pão?
19 He took some bread. He thanked God for it and broke it. He gave it to the disciples and said, This is my body, which is given for you. When you do this, then remember me.
O ministério terreno de Jesus foi marcado por muitas singularidades: o modo como Ele nasceu, as palavras que ensinava e os milagres extraordinários que realizava, desde transformar água em vinho até andar sobre as águas. Contudo, um dos aspectos mais surpreendentes do Seu ministério foi, sem dúvida, a forma como escolheu os Seus discípulos.
Não havia doutores da Lei, eruditos ou nobres entre aqueles que seriam os continuadores da obra do Mestre. Eram pessoas comuns, tão comuns que mal se destacavam no meio da multidão que O seguia. Homens com falhas, limitações e fragilidades evidentes.
É significativo notar que Jesus não impediu ninguém de se aproximar dEle. Inclusive, aquele que o trairia já caminhava ao Seu lado e exercia uma função de confiança entre os discípulos. No grupo do Mestre havia de tudo um pouco: traidores, homens de pouca fé, pessoas temperamentais, negadores, cobradores de impostos e outros semelhantes. Ainda assim, Ele não desistiu de nenhum deles. O próprio Judas, ao consumar o seu ato traiçoeiro, foi chamado de amigo por Jesus, talvez numa última tentativa de resgatá-lo de uma decisão insensata (Mateus 26:50).
A escolha feita por Jesus não foi fruto do acaso nem resultado de decisões aleatórias. Aqueles homens simples, sem prestígio e sem preparo formal eram a matéria-prima ideal para que outros, semelhantes a eles, percebessem que também havia lugar para si no Reino de Deus. Além disso, a evidente incapacidade humana dos discípulos deixava claro que aquilo que faziam e anunciavam era sobrenatural (Atos 2:4); não poderiam realizá-lo se Deus não os capacitasse. Homens com pouca instrução passaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia.
A história desses discípulos pulsa em nossos corações e nos lembra que nós também, apesar de muitas vezes nos sentirmos indignos, incapazes ou imerecedores, fomos escolhidos por Jesus (1 Coríntios 1:27-29). Ele nos amou, nos chamou, nos salvou e nos capacitou para realizar obras extraordinárias em Seu nome (Marcos 16:17,18; João 14:12). Ele nos concedeu a Sua mente (1 Coríntios 2:16), nos fez coerdeiros do Seu Reino (Romanos 8:17) e, de forma surpreendente, nos deu a glória que recebeu do Pai (João 17:22).
Assim como aqueles discípulos, você também tem lugar à mesa do Pão. Você não merece, mas foi escolhido. Ele o chamou para ser Seu servo, fez-se seu amigo e o adotou como irmão. Por isso, agora você é filho de Deus e participa da natureza de Cristo Jesus por meio do novo nascimento (1 João 3:2). Isso é verdadeiramente extraordinário.
Permita que a natureza de Deus, revelada em Jesus Cristo, transforme a sua própria natureza, elevando-o à condição de filho e herdeiro do Seu Reino.
Deus lhe abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“O novo nascimento não é sobre melhorar quem você é, mas sobre criar um novo ‘você’.”
John Piper.
O que é um Devocional Diário?
Um Devocional Diário é um momento especial dedicado à comunhão com Deus. É uma parte do seu dia-a-dia que você investe para ter novas e surpreendentes descobertas e seguir um caminho de desenvolvimento espiritual.
O Devocional envolve a leitura de um versículo da Bíblia, uma meditação sobre o texto em questão, reflexão sobre os ensinamentos e uma oração final.
Como fazer o seu Devocional Diário?
Listamos abaixo 5 dicas para você aproveitar da melhor maneira a leitura bíblica e a meditação diária:
- Reserve um momento do dia e um local especial para isso: Escolha um horário e um lugar tranquilos para evitar distrações e focar no seu tempo com Deus. Faz diferença.
- Leia o versículo ou trecho bíblico com foco e atenção: Comprometa-se com a leitura diária da Palavra de Deus, prestando atenção aos detalhes e significados.
- Leia a meditação diária: Reflita sobre os comentários trazidos pelo Devocional e desenvolva o seu próprio entendimento do propósito de Deus para a sua vida com aquela mensagem.
- Extrapole os pensamentos e aja! A aplicação prática do que você descobriu torna o processo ainda mais engrandecedor e gera um maravilhoso sentimento de realização.
- Divida o seu aprendizado com os outros: compartilhe com pessoas próximas e com quem você gosta o que o Senhor tem lhe presenteado através dos Devocionais.
Importância do compromisso com a Palavra de Deus
Um Devocional Diário é uma prática valiosa que pode transformar sua vida espiritual. Ao seguir essas dicas e manter um compromisso diário com a leitura e reflexão bíblica, você fortalecerá sua fé e se aproximará mais de Deus.
Mas lembre-se de que estar engajado com a Palavra de Deus é essencial para o crescimento espiritual e para desenvolver uma relação mais próxima com Ele.