Quem é você na mesa do pão?
Und er nahm Brot, dankte, brach und gab es ihnen und sprach: Dies ist mein Leib, der für euch gegeben wird; dieses tut zu meinem Gedächtnis!
O ministério terreno de Jesus foi marcado por acontecimentos extraordinários: o modo como nasceu, as palavras que ensinava e os milagres que realizava, como transformar água em vinho e andar sobre as águas. Mas um dos aspectos mais surpreendentes de seu ministério certamente foi a maneira como chamou seus discípulos.
Entre aqueles que Jesus escolheu havia pescadores, um cobrador de impostos e homens de diferentes histórias e temperamentos. Não eram reconhecidos como uma elite religiosa ou intelectual. Eram pessoas comuns, com limitações, defeitos e necessidades, que precisariam ser transformadas e ensinadas pelo próprio Mestre.
É curioso perceber que Jesus acolhia pessoas muito diferentes e as chamava para perto. Até Judas, aquele que o trairia, fazia parte do grupo dos doze e recebeu responsabilidades junto aos demais. Havia ali homens de pouca fé, temperamentais e impulsivos, e até alguém que negaria conhecer Jesus. Ainda assim, Cristo caminhou com eles, ensinou-os e os preparou para a missão. Na hora da traição, quando Judas se aproximou, Jesus ainda o chamou de amigo (Mateus 26:50).
A escolha daqueles homens não foi um acaso. Deus costuma realizar sua obra por meio de pessoas que não seriam consideradas extraordinárias pelos padrões humanos. Paulo lembra aos coríntios que Deus escolheu coisas fracas e desprezadas aos olhos do mundo para mostrar que a glória pertence a ele (1 Coríntios 1:27-29). Depois da ascensão de Jesus, o Espírito Santo capacitou os discípulos para testemunharem sobre Cristo. Em Pentecostes, eles falaram em outras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem (Atos 2:4). A capacidade vinha de Deus, não de uma suposta superioridade humana.
A história dos discípulos também nos lembra que Deus não chama pessoas porque sejam suficientes em si mesmas. Ele chama, transforma, ensina e capacita. Em Cristo, recebemos uma nova identidade: somos feitos filhos de Deus pela fé (João 1:12), somos chamados a pensar segundo a verdade de Cristo (1 Coríntios 2:16) e, pela graça, somos feitos herdeiros com ele (Romanos 8:17). Em sua oração, Jesus também falou da unidade de seus discípulos com ele e com o Pai (João 17:22-23).
Assim, você também é chamado a se aproximar de Cristo. A mesa do pão aponta para comunhão, memória e entrega: Jesus ofereceu seu corpo por nós e chamou seus discípulos a lembrar sua obra. Não chegamos a essa mesa porque somos dignos por nossos próprios méritos, mas porque Cristo nos chama pela graça. Em vez de nos vangloriarmos de quem somos, reconhecemos quem ele é e o que fez por nós.
Permita que Cristo transforme sua vida, molde seu caráter e o capacite a servi-lo. Ser chamado por Jesus não significa tornar-se alguém extraordinário aos olhos do mundo, mas pertencer a ele e viver para sua glória.
Deus lhe abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“O novo nascimento não é sobre melhorar quem você é, mas sobre criar um novo ‘você’.” — John Piper.