A bênção mais difícil de ser proferida
Bless them which persecute you: bless, and curse not.
Sejamos sinceros: é muito fácil, e até prazeroso, abrir a boca para proferir palavras de bênção sobre quem amamos e sobre quem nos ama. Ministrar bênçãos aos nossos amigos e parentes, ou àqueles que, de alguma forma, nos beneficiam, é mais do que uma virtude: é quase um dever (Lucas 6:32)! Mas como é difícil, quase impossível, eu diria abençoar as pessoas que se opõem a nós de alguma maneira; que são contrárias ao nosso modo de vida ou à nossa fé; que desejam o nosso lugar na sociedade; ou que, quem sabe, simplesmente nos odeiam sem motivo e nem sequer sabem por que nos odeiam (Mateus 10:22).
Quando Jesus fala de fardo, jugo e cruz na nossa caminhada terrena com ele, tenhamos certeza de que, nesse pacote, encontra-se o ofensor que precisamos perdoar, o perseguidor sobre quem devemos exercer paciência, o pecador que precisa da nossa longanimidade e o maldizente que, mesmo sem esperar isso de nós, deve receber palavras de bênção saídas da nossa boca. Certamente, esse não é um exercício cristão fácil de realizar, e não conseguiremos fazê-lo por nossa própria força. Somente cheios do Espírito Santo, frutificando como árvores plantadas junto a ribeiros de águas, poderemos produzir o fruto do Espírito no tempo certo (Salmo 1:3; Gálatas 5:22,23).
Temos o exemplo de Jesus, que, mesmo pendurado no madeiro, sangrando, perfurado nas mãos, nos pés e no lado, com um emaranhado de espinhos perfurando a cabeça, vendo as suas vestes sendo sorteadas e sentindo a falta dos discípulos que o abandonaram no último momento, ainda encontrou forças para dizer: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.
Se dissermos que somos cristãos, mas não estivermos dispostos a abençoar como Cristo Jesus abençoou, inclusive os seus inimigos, estaremos simplesmente fingindo ser o que não somos.
Deus lhe abençoe!
“Quão grande será o galardão de quem, a despeito das ofensas recebidas, ainda abre a sua boca para abençoar o seu algoz!” (Aureliano Jr.).