A inutilidade da ira humana
Cease from anger, and forsake wrath;
Do not fret—it only causes harm.
Poucos sentimentos são tão perigosos quanto a ira quando não é controlada. A indignação diante do mal pode ser legítima, mas, quando o coração perde o domínio, ela facilmente se transforma em ressentimento, vingança e pecado. Em vez de produzir justiça, a ira humana frequentemente conduz à destruição. Por isso, Deus nos ensina que a vingança pertence somente a Ele (Deuteronômio 32:35).
As Escrituras reconhecem que a ira pode surgir, mas nos orientam a não permitir que ela nos leve ao pecado (Efésios 4:26). O problema não está apenas no sentimento, mas no que fazemos com ele. Quando alimentada, a ira abre espaço para o ódio, a amargura e atitudes que desagradam a Deus. Por isso, ela precisa ser submetida ao controle do Espírito Santo e transformada em uma oportunidade para exercermos o perdão e a confiança na justiça divina (Romanos 12:19).
Quem vive dominado pela natureza humana tende a reagir com hostilidade, vingança e divisão. Paulo inclui a ira entre as obras da carne, ao lado das inimizades, contendas, ciúmes, discórdias e facções (Gálatas 5:19-21). Em contraste, o Espírito Santo produz no cristão amor, paz, paciência, bondade, mansidão e domínio próprio. Por isso, em vez de responder ao mal com mais ira, somos chamados a cultivar uma vida de oração e comunhão com Deus (1 Timóteo 2:8).
Não permita que a ira governe o seu coração. Entregue esse sentimento ao Senhor e peça que o Espírito Santo o transforme em misericórdia, sabedoria e oração. Em vez de alimentar o desejo de vingança, ore por aqueles que o ofendem e siga o exemplo de Cristo, que nos ensinou a amar até mesmo os nossos inimigos (Mateus 5:44).
Deus lhe abençoe!
“A ira é como a lenha: só deve queimar se for para aquecer o espírito em oração, misericórdia e perdão.” (Aureliano Jr.)