Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
A afirmação de Pedro
Jesus foi para a região que fica perto da cidade de Cesareia de Filipe. Ali perguntou aos discípulos:
— Quem o povo diz que o Filho do Homem é?
Jesus perguntou aos discípulos o que as pessoas diziam a respeito dele. A pergunta não significa que estivesse preocupado com sua reputação ou inseguro sobre sua identidade. Ele sabia quem era e qual era sua missão. Ao perguntar o que o povo dizia, conduzia os discípulos a uma questão ainda mais importante: quem eles próprios reconheciam que ele era?
O nome Jesus, relacionado ao hebraico Yeshua, está ligado à ideia de “O Senhor salva” e era um nome conhecido naquele período. Mas Jesus não poderia ser compreendido apenas pelo nome que recebeu. As pessoas precisavam reconhecer sua identidade e sua missão. Quando os discípulos responderam, apresentaram diferentes opiniões: alguns diziam que ele era João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou algum dos profetas (Mateus 16:14). Havia também quem o acusasse de agir pelo poder de Satanás (Marcos 3:22) e quem o rejeitasse como impostor.
O resultado da pergunta mostrava que havia muitas opiniões sobre Jesus, mas isso não significava que as pessoas soubessem quem ele realmente era. Então Jesus fez uma pergunta direta aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:15-16). Jesus declarou que Pedro não havia chegado a essa conclusão apenas por capacidade humana: “não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus” (Mateus 16:17).
Essa declaração nos ensina algo fundamental. Conhecer Jesus não é apenas acumular informações sobre sua vida, estudar suas palavras ou conhecer aquilo que outras pessoas dizem sobre ele. É reconhecer, pela revelação de Deus, quem ele é. O próprio Jesus afirmou que ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar (Mateus 11:27). E o Espírito Santo também atua para nos conduzir à verdade e glorificar Cristo (João 16:13-14).
Por isso, não basta ter uma opinião sobre Jesus. É possível admirar seus ensinamentos, reconhecer sua importância histórica ou até chamá-lo de grande mestre sem confessá-lo como o Cristo, o Filho de Deus e Senhor. A fé cristã não está fundamentada na imagem que criamos de Jesus, mas naquele que ele realmente é e no que as Escrituras testemunham a seu respeito.
Busque conhecer Jesus por meio das Escrituras. Não o molde às suas próprias expectativas nem se contente com aquilo que dizem sobre ele. Quanto mais conhecemos sua Palavra, mais compreendemos sua identidade, sua obra e o chamado para segui-lo. Conhecer o Filho é conhecer aquele que revela o Pai (João 14:9).
Deus lhe abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“No livro de Deus, conhecer o Filho e crer nos fatos verdadeiros a respeito dEle significa liberdade.” — John Piper.