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Devocional Diário

14
Quarta
Out

Quem dizem os homens ser o Filho do homem?

A afirmação de Pedro

Jesus foi para a região que fica perto da cidade de Cesareia de Filipe. Ali perguntou aos discípulos:

— Quem o povo diz que o Filho do Homem é?

Jesus perguntou aos discípulos o que as pessoas diziam a respeito dele. A pergunta não significa que estivesse preocupado com sua reputação ou inseguro sobre sua identidade. Ele sabia quem era e qual era sua missão. Ao perguntar o que o povo dizia, conduzia os discípulos a uma questão ainda mais importante: quem eles próprios reconheciam que ele era?

O nome Jesus, relacionado ao hebraico Yeshua, está ligado à ideia de “O Senhor salva” e era um nome conhecido naquele período. Mas Jesus não poderia ser compreendido apenas pelo nome que recebeu. As pessoas precisavam reconhecer sua identidade e sua missão. Quando os discípulos responderam, apresentaram diferentes opiniões: alguns diziam que ele era João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou algum dos profetas (Mateus 16:14). Havia também quem o acusasse de agir pelo poder de Satanás (Marcos 3:22) e quem o rejeitasse como impostor.

O resultado da pergunta mostrava que havia muitas opiniões sobre Jesus, mas isso não significava que as pessoas soubessem quem ele realmente era. Então Jesus fez uma pergunta direta aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:15-16). Jesus declarou que Pedro não havia chegado a essa conclusão apenas por capacidade humana: “não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus” (Mateus 16:17).

Essa declaração nos ensina algo fundamental. Conhecer Jesus não é apenas acumular informações sobre sua vida, estudar suas palavras ou conhecer aquilo que outras pessoas dizem sobre ele. É reconhecer, pela revelação de Deus, quem ele é. O próprio Jesus afirmou que ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar (Mateus 11:27). E o Espírito Santo também atua para nos conduzir à verdade e glorificar Cristo (João 16:13-14).

Por isso, não basta ter uma opinião sobre Jesus. É possível admirar seus ensinamentos, reconhecer sua importância histórica ou até chamá-lo de grande mestre sem confessá-lo como o Cristo, o Filho de Deus e Senhor. A fé cristã não está fundamentada na imagem que criamos de Jesus, mas naquele que ele realmente é e no que as Escrituras testemunham a seu respeito.

Busque conhecer Jesus por meio das Escrituras. Não o molde às suas próprias expectativas nem se contente com aquilo que dizem sobre ele. Quanto mais conhecemos sua Palavra, mais compreendemos sua identidade, sua obra e o chamado para segui-lo. Conhecer o Filho é conhecer aquele que revela o Pai (João 14:9).

Deus lhe abençoe!

Aureliano Guimarães Júnior.

“No livro de Deus, conhecer o Filho e crer nos fatos verdadeiros a respeito dEle significa liberdade.” — John Piper.

Guilhermemila s
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Devocional de Ontem

13
Terça
Out

A exuberância do invisível!

Olhei outra vez e ouvi muitos anjos, milhões e milhões deles! Estavam de pé em volta do trono, dos quatro seres vivos e dos líderes

A criação de Deus não se resume ao que é visível. O Universo é imenso, mas as Escrituras também revelam a existência de uma realidade espiritual que não podemos perceber com os nossos sentidos. Deus criou seres espirituais que o servem, cumprem suas ordens e participam de sua obra de acordo com a sua vontade.

Apocalipse 5:11 descreve uma multidão incontável de anjos ao redor do trono de Deus. As Escrituras também mostram que existem diferentes ordens e categorias de seres celestiais, embora nem todos os detalhes sobre sua organização e funções nos sejam revelados (Colossenses 1:16). Entre as funções atribuídas aos anjos está servir a Deus em favor daqueles que receberão a salvação (Hebreus 1:14). O Salmo 34:7 também mostra o anjo do Senhor acampando ao redor dos que o temem e os livrando.

Em diferentes momentos, anjos apareceram de maneira visível a pessoas na Bíblia. Josué encontrou o príncipe do exército do Senhor (Josué 5:13-15), anjos acompanharam a visita do Senhor a Abraão (Gênesis 18:1-2), e anjos foram enviados a Sodoma antes da destruição da cidade (Gênesis 19:1-2). Hebreus 13:2 ainda nos lembra que alguns, sem saber, hospedaram anjos. Esses relatos mostram que Deus pode usar seus mensageiros celestiais de maneiras que ultrapassam aquilo que normalmente percebemos.

É maravilhoso saber que Deus governa também aquilo que não conseguimos enxergar. Os anjos não são deuses e não devem receber adoração. Em Apocalipse 22:9, um anjo se identifica como conservo daqueles que guardam as palavras de Deus e ordena: “Adora a Deus”. Sua existência aponta para a grandeza do Criador, não para eles mesmos. São servos de Deus e cumprem suas ordens.

A Bíblia também nos lembra que os seres humanos foram feitos “um pouco menores do que os anjos” (Hebreus 2:7), mas o texto está falando da condição humana em sua fragilidade e, no contexto de Hebreus 2, encontra seu cumprimento pleno em Cristo, que se humilhou e assumiu a condição humana. Essa realidade não diminui nossa responsabilidade. Pelo contrário, somos chamados a servir ao Senhor com dedicação em tudo o que fizermos (Eclesiastes 9:10).

Não precisamos enxergar o mundo espiritual para confiar no Deus que o governa. Existem realidades que permanecem invisíveis aos nossos olhos, mas estão sob a autoridade do Senhor. Podemos descansar não em anjos, mas no próprio Deus, que nos guarda, nos sustenta e, conforme sua vontade, também usa seus mensageiros para cumprir seus propósitos.

Deus lhe abençoe!

Aureliano Guimarães Júnior.

“Há uma infinidade de anjos ao redor do povo de Deus. Mas não esperemos que eles façam o trabalho que cabe a nós. Eles já estão ocupados com o trabalho deles.” — Guimarães Jr.

GuilhermeDavi Gomes
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Devocional de Anteontem

12
Segunda
Out

Quem é você na mesa do pão?

Depois pegou o pão e deu graças a Deus. Em seguida partiu o pão e o deu aos apóstolos, dizendo:

— Isto é o meu corpo que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de mim.

O ministério terreno de Jesus foi marcado por acontecimentos extraordinários: o modo como nasceu, as palavras que ensinava e os milagres que realizava, como transformar água em vinho e andar sobre as águas. Mas um dos aspectos mais surpreendentes de seu ministério certamente foi a maneira como chamou seus discípulos.

Entre aqueles que Jesus escolheu havia pescadores, um cobrador de impostos e homens de diferentes histórias e temperamentos. Não eram reconhecidos como uma elite religiosa ou intelectual. Eram pessoas comuns, com limitações, defeitos e necessidades, que precisariam ser transformadas e ensinadas pelo próprio Mestre.

É curioso perceber que Jesus acolhia pessoas muito diferentes e as chamava para perto. Até Judas, aquele que o trairia, fazia parte do grupo dos doze e recebeu responsabilidades junto aos demais. Havia ali homens de pouca fé, temperamentais e impulsivos, e até alguém que negaria conhecer Jesus. Ainda assim, Cristo caminhou com eles, ensinou-os e os preparou para a missão. Na hora da traição, quando Judas se aproximou, Jesus ainda o chamou de amigo (Mateus 26:50).

A escolha daqueles homens não foi um acaso. Deus costuma realizar sua obra por meio de pessoas que não seriam consideradas extraordinárias pelos padrões humanos. Paulo lembra aos coríntios que Deus escolheu coisas fracas e desprezadas aos olhos do mundo para mostrar que a glória pertence a ele (1 Coríntios 1:27-29). Depois da ascensão de Jesus, o Espírito Santo capacitou os discípulos para testemunharem sobre Cristo. Em Pentecostes, eles falaram em outras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem (Atos 2:4). A capacidade vinha de Deus, não de uma suposta superioridade humana.

A história dos discípulos também nos lembra que Deus não chama pessoas porque sejam suficientes em si mesmas. Ele chama, transforma, ensina e capacita. Em Cristo, recebemos uma nova identidade: somos feitos filhos de Deus pela fé (João 1:12), somos chamados a pensar segundo a verdade de Cristo (1 Coríntios 2:16) e, pela graça, somos feitos herdeiros com ele (Romanos 8:17). Em sua oração, Jesus também falou da unidade de seus discípulos com ele e com o Pai (João 17:22-23).

Assim, você também é chamado a se aproximar de Cristo. A mesa do pão aponta para comunhão, memória e entrega: Jesus ofereceu seu corpo por nós e chamou seus discípulos a lembrar sua obra. Não chegamos a essa mesa porque somos dignos por nossos próprios méritos, mas porque Cristo nos chama pela graça. Em vez de nos vangloriarmos de quem somos, reconhecemos quem ele é e o que fez por nós.

Permita que Cristo transforme sua vida, molde seu caráter e o capacite a servi-lo. Ser chamado por Jesus não significa tornar-se alguém extraordinário aos olhos do mundo, mas pertencer a ele e viver para sua glória.

Deus lhe abençoe!

Aureliano Guimarães Júnior.

“O novo nascimento não é sobre melhorar quem você é, mas sobre criar um novo ‘você’.” — John Piper.

angelica fonsecaPrimeira Igreja Batista de Terra Nova do Norte
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Continue sua jornada espiritual


O que é um Devocional Diário?

Um Devocional Diário é um momento especial dedicado à comunhão com Deus. É uma parte do seu dia-a-dia que você investe para ter novas e surpreendentes descobertas e seguir um caminho de desenvolvimento espiritual.

O Devocional envolve a leitura de um versículo da Bíblia, uma meditação sobre o texto em questão, reflexão sobre os ensinamentos e uma oração final.

Como fazer o seu Devocional Diário?

1

Reserve um momento do dia e um local especial

Escolha um horário e um lugar tranquilos para evitar distrações e focar no seu tempo com Deus. Faz diferença.

2

Leia o versículo com foco e atenção

Comprometa-se com a leitura diária da Palavra de Deus, prestando atenção aos detalhes e significados.

3

Leia a meditação diária

Reflita sobre os comentários trazidos pelo Devocional e desenvolva o seu próprio entendimento do propósito de Deus para a sua vida com aquela mensagem.

4

Extrapole os pensamentos e aja!

A aplicação prática do que você descobriu torna o processo ainda mais engrandecedor e gera um maravilhoso sentimento de realização.

5

Divida o seu aprendizado com os outros

Compartilhe com pessoas próximas e com quem você gosta o que o Senhor tem lhe presenteado através dos Devocionais.

Importância do compromisso com a Palavra de Deus

Um Devocional Diário é uma prática valiosa que pode transformar sua vida espiritual. Ao seguir essas dicas e manter um compromisso diário com a leitura e reflexão bíblica, você fortalecerá sua fé e se aproximará mais de Deus.

Lembre-se: estar engajado com a Palavra de Deus é essencial para o crescimento espiritual e para desenvolver uma relação mais próxima com Ele.

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