A unidade do corpo de Cristo
Elage kooskõlas üksteisega! Ärge olge kõrgid, vaid seltsige alandlikega! Ärge olge eneste meelest targad!
A unidade é um pressuposto indispensável para o bom funcionamento do Corpo de Cristo, a Igreja. Desde o seu início, logo após o Pentecostes, vemos o escritor do livro de Atos dos Apóstolos descrevendo a Igreja como um grupo unido, cujos membros tinham tudo em comum (Atos 2:42). Parece que, com o tempo, essa unanimidade foi enfraquecendo, a ponto de colocar em risco a unidade do Corpo de Cristo. Vemos Paulo preocupado com isso quando escreve à igreja de Éfeso (Efésios 4:3-13); vemo-lo insistindo no assunto com os irmãos de Filipos (Filipenses 2:1-5); e, aos romanos, ele exorta a que sejam unânimes entre si. Nas outras epístolas que escreveu, percebe-se a mesma preocupação. Parece que, com o tempo, o novo mandamento deixado por Jesus à sua Igreja foi, aos poucos, deixando de ser praticado (Apocalipse 2:4).
Viver em unidade não significa anular a nossa individualidade; assim como ser unânime não tira dos irmãos a capacidade de ter opiniões próprias (Atos 17:10,11). Com efeito, a vigilância que precisamos praticar, juntamente com a oração, exige que tenhamos responsabilidade individual no cuidado conosco mesmos e com os nossos irmãos (Marcos 13:33). Paulo também mostra que cada um dará conta de si mesmo a Deus (Romanos 14:12) e que cada um deve examinar a si mesmo (1 Coríntios 11:28). Portanto, não esperemos que a Igreja se torne um agrupamento de crentes que não pensam ou que pensam de maneira uniforme. Muito pelo contrário: pelo Espírito Santo, os filhos de Deus podem alcançar um grau de compreensão tão elevado que conseguem ser unânimes sem perder sua personalidade individual, praticando a multiforme sabedoria de Deus (Efésios 3:10). É aí que reside o primeiro amor: mesmo pensando diferente, devemos agir em unidade.
Fomos chamados para viver em unidade; fomos preparados para praticar a unanimidade. O Corpo de Cristo é um em todos nós!
Deus lhe abençoe!
“Deus está mais interessado no amor entre os membros de Sua família do que na inerrância das opiniões desses irmãos” (Paul E. Bilheimer).