Deixe isso com Deus!
Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.
A vingança é uma das grandes tentações humanas. Ela é alimentada pela ira, sustentada pelo orgulho e impulsionada pela mágoa. Produz amargura no coração, que, nutrida pelo ódio, cultiva um desejo cada vez maior de que o mal aconteça àqueles que praticam o mal.
A vingança, quando praticada pelos homens, nivela a Humanidade por baixo, tornando selvagens pessoas que aparentemente são civilizadas. Movidos pela cólera, os vingadores se apropriam de um senso pessoal de justiça e encontram no próprio rancor uma justificativa aparentemente legítima para os seus atos. Em um coração vingativo, a crueldade, a violência e a maldade tornam-se meras ferramentas para executar a justiça doentia que acreditam estar praticando (Provérbios 13:2).
O Deus Justo é o único capaz de executar a vingança segundo os retos padrões da sua Justiça. Ele não delega isso a ninguém, porque não há quem possa fazê-lo com a equidade que ele possui. Querer se vingar é pretender tomar o lugar de Deus nessa tarefa, o que constitui grave pecado, pois, ao mesmo tempo em que se presume que Deus não seria capaz de fazer justiça, o homem se arroga o direito de fazê-la em seu lugar (Jó 4:17).
As Escrituras Sagradas já nos orientam sobre a parte que nos cabe diante das ofensas que sofremos: devemos abençoar os que nos amaldiçoam, amar os que nos odeiam, perdoar os que nos ofendem e ter misericórdia dos que pecam contra nós. Devemos orar pelos nossos inimigos, desejando que eles sejam alcançados e resgatados por Deus (Mateus 5:44).
Para cumprir a difícil tarefa de sermos benignos com aqueles que nos fazem mal, somos equipados com o fruto do Espírito, que nos capacita a amar a todos indistintamente (Gálatas 5:22,23).
Deus lhe abençoe!
“Se cremos que Deus é Justo e faz justiça aos que lhe pertencem, porque iríamos ofendê-lo com a nossa desconfiança na capacidade que ele tem de executar em nosso favor o seu julgamento contra os que praticam o mal contra nós?” (Aureliano Jr.).