A língua
YO DIJE: Atenderé á mis caminos,
Para no pecar con mi lengua:
Guardaré mi boca con freno,
En tanto que el impío fuere contra mí.
A língua é, sem dúvida, um dos membros mais difíceis de controlar. As Escrituras ensinam que aquele que consegue dominar a própria língua demonstra maturidade e domínio sobre si mesmo (Tiago 3:2). No entanto, Tiago também afirma que nenhum ser humano é capaz de domá-la completamente por suas próprias forças. Com a mesma língua, muitas vezes bendizemos a Deus e, em outros momentos, ferimos pessoas criadas à Sua imagem. Isso revela o quanto dependemos da ação transformadora do Espírito Santo (Tiago 3:8-10).
Neste Salmo, Davi decidiu vigiar suas palavras para não pecar. Entretanto, ao permanecer em silêncio por muito tempo, sua dor aumentou e seu coração se angustiou. Quando já não conseguia suportar o sofrimento, abriu a boca. Mas há um detalhe importante: Davi levou sua aflição a Deus, e não às pessoas.
Esse é um grande ensinamento para nós. Em vez de transformar a dor em murmuração ou espalhar nossa angústia sem propósito, devemos derramar o coração diante do Senhor. Deus nos ouve, compreende nossas lágrimas, consola nossa alma e nos fortalece para enfrentar as dificuldades (Salmo 55:22).
Nos momentos de sofrimento, vale mais a pena dobrar os joelhos do que alimentar reclamações. Deus é o nosso Amigo, Conselheiro e Refúgio. Ele conhece nossa dor antes mesmo de a expressarmos e é poderoso para nos conduzir pelo caminho da vitória e da esperança (Isaías 45:2).
Que a nossa língua seja usada para glorificar a Deus, edificar o próximo e expressar, com sinceridade, tudo o que há em nosso coração diante do Senhor. Quando a tristeza chegar, levemos primeiro nossas palavras Àquele que pode verdadeiramente nos socorrer.
Deus lhe abençoe!
“Converse com Deus. Não apenas para pedir algo. Agradeça, conte um momento alegre, compartilhe com Ele mais do que dores e lamentos. Leve ao céu também os seus entusiasmos e as suas conquistas.” (E. J. Bezerra)