A inesgotável fonte de ânimo
Longanimidade significa “longura de ânimo”, característica das pessoas que são tardias em se irar e que estão sempre prontas a recomeçar. É respirar fundo e seguir em frente, vencendo o descontrole emocional. Trata-se de um ponto de equilíbrio diante das turbulências da vida. Às vezes, é confundida com paciência e domínio próprio, pois não há como ser longânimo sem exercitar a paciência e sem dominar a si mesmo.
Não é fácil ser longânimo. Todos têm um limite de tolerância. Em certos momentos, o “chega” parece inevitável; a paciência se esgota e a longanimidade enfraquece. Há pessoas que vivem no limite das emoções, acumulando frustrações e tribulações, e que já não têm esperança de melhora na própria vida. Chega um ponto em que o descontrole emocional e as reações impulsivas parecem inevitáveis.
Deus é longânimo, tardio em irar-se (Naum 1:3); é paciente, benigno e infinitamente misericordioso (Lamentações 3:22). Isso transforma a nossa perspectiva diante das situações adversas (João 16:33). Significa que temos, pela ação do Espírito Santo, uma fonte inesgotável de ânimo para vencer a ira, controlar a indignação, renovar a paciência e exercer o domínio próprio. A longanimidade concedida por Deus não é natural, nem resultado de emoções bem resolvidas. Se fosse assim, seria impossível para algumas pessoas serem longânimes. A longanimidade que vem de Deus é sobrenatural; é fruto da nossa comunhão com o Espírito Santo (Gálatas 5:22).
Para que o Espírito Santo habite em nós, precisamos ter paz com Deus, por meio da comunhão com Cristo Jesus (Romanos 5:1). Contudo, o Espírito Santo não nos invade nem impõe a sua ação; Ele não nos obriga a recebê-lo. Devemos buscar em Deus a sua intervenção, para que o descontrole emocional seja removido do nosso coração (Salmo 139:1).
Quando confiamos a Deus o controle da nossa vida, experimentamos a paz que excede todo o entendimento e recebemos uma fonte inesgotável de ânimo para viver (Filipenses 4:7).
Deus lhe abençoe!
“A verdadeira paciência e longanimidade não está no silêncio, mas na quietude da alma, mesmo afrontada.” (J. J. White)