Sacerdotes, e não juízes
Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio amo está em pé ou cai; mas ele estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar. Um avalia um dia mais que outro dia; outro avalia todos os dias iguais; esteja cada um plenamente convencido em sua mente. Quem distingue o dia para o Senhor o distingue; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. Pois nenhum de nós vive para si e nenhum de nós morre para si;
Nós somos seres morais. Isso significa que temos capacidade de reconhecer e compreender o bem e o mal. Somos naturalmente inclinados a aprovar aquilo que consideramos certo e a reprovar o que entendemos como errado. O problema é que, às vezes, descuidamos do nosso próprio senso moral e nos tornamos julgadores da conduta do próximo. Isso é perigoso, porque a nossa justiça é como trapo de imundícia, e temos a tendência de julgar segundo os nossos próprios padrões, que são falhos (Isaías 64:6).
Nós não somos proibidos de discernir entre o certo e o errado. Aliás, há momentos em que precisamos fazer esse discernimento para ter clareza sobre aquilo que é certo ou errado. Entretanto, o nosso julgamento deve ser conforme a reta justiça, e não segundo o que bem entendemos ou o que parece certo aos nossos olhos (João 7:24).
Precisamos, sim, exercer discernimento em nossa compreensão da vida, para não sermos enredados pelo erro. Mas devemos nos policiar para não assumir o lugar de juiz das pessoas. Não devemos aprovar o erro apenas para sermos aceitos, mas também não podemos condenar uma pessoa simplesmente porque reprovamos suas atitudes. O nosso papel como sacerdotes de Deus é cuidar com paciência daquele que erra, mesmo que, para isso, seja necessária alguma disciplina. A visão sacerdotal deve ser a de restaurar e levantar aquele que está caído, e não a de condená-lo (Mateus 5:7; Lucas 6:36).
Eis o conselho: “Se forem misericordiosos, haverá misericórdia quando forem julgados” (Tiago 2:13).
Deus lhe abençoe!
“Se tomarmos o lugar do irmão e nos julgarmos com os olhos dele, nos envergonharemos das coisas que aprovamos em nós e das que reprovamos nele.” (Aureliano Jr.)