Cuidado com as armadilhas!
8 Cuidai que não haja ninguém que vos faça de vós presa sua por meio da sua filosofia e vão engano, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.
Na minha infância, vivida na zona rural, uma das brincadeiras era preparar armadilhas, chamadas de arapucas, para capturar passarinhos e pequenos animais. Esses animais eram facilmente pegos, atraídos por iscas estratégicas que colocávamos para que, ao comerem, disparassem o mecanismo da armadilha. Alguns eram soltos, ainda assustados pela experiência da prisão; outros ficavam presos em gaiolas, e alguns até perdiam a vida.
Desde os primeiros dias da fé cristã, a Igreja tem sido alertada sobre os perigos que enfrentaria no mundo: perseguições, prisões, torturas e até o martírio. Contudo, os maiores perigos vêm de armadilhas mais sutis, que aparentam piedade: doutrinas falsas, mentiras disfarçadas de verdade, legalismos, dogmas humanos e artimanhas que massageiam o ego e atraem multidões para dentro dessas “arapucas” espirituais (2 Timóteo 3:13).
Uma vez presas, algumas vidas até conseguem se libertar, mas acabam marcadas e desviadas da verdade; outras permanecem presas em mentiras, criando divisões na Igreja e enganando a muitos; e outras acabam morrendo espiritualmente (1 Pedro 5:8). Precisamos estar alertas, pois hoje a mentira e a verdade muitas vezes caminham lado a lado, e falsos mestres arrastam multidões com palavras persuasivas e ensinos enganosos (Judas 1:4).
Nosso chamado é permanecer firmes na vocação para a qual fomos chamados, sem abandonar a congregação e sem abrir espaço para predadores espirituais. Devemos defender a verdade e examinar as Escrituras para não cairmos nas armadilhas deste século (Tito 2:1).
O conselho de Jesus permanece atual: guardemos o que temos, para que ninguém nos roube a coroa!
Deus lhe abençoe!
“Relativismo: a certeza absoluta de que não existem certezas absolutas.” — Paul Washer