A fragilidade da justiça humana
ignorando a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.
Praticar a justiça é um dever de todos. Não se trata apenas de uma exigência da vida religiosa, mas de um princípio que sustenta a convivência humana. Somos chamados a fazer o que é correto, a cumprir nossos deveres, a respeitar as leis e a agir com retidão. É sobre esse fundamento que repousam a ética, a moral, o direito e o senso comum de justiça.
Entretanto, somos pecadores, e o nosso conceito do que é justo é limitado, imperfeito e influenciado por nossa própria natureza. Por isso, aquilo que cada pessoa considera justo nem sempre corresponde ao padrão da justiça de Deus. As Escrituras afirmam que "todas as nossas justiças são como trapo da imundícia" (Isaías 64:6), revelando que, por melhores que pareçam, nossas obras jamais são suficientes para nos tornar justos diante dele.
Quando a Bíblia evidencia a fragilidade da justiça humana, ela não nos desencoraja a fazer o que é certo. Pelo contrário, incentiva-nos a viver de maneira íntegra. O que ela ensina é que nenhuma obra humana, por mais nobre que seja, pode justificar o pecador diante do Deus Santo. A justiça produzida por homens imperfeitos jamais alcançará o padrão da perfeita justiça divina. Em outras palavras, ninguém é capaz de justificar a si mesmo por seus próprios méritos (Efésios 2:8-9).
Para resolver essa incapacidade humana, o próprio Deus providenciou a solução. Em sua graça, ele nos concede a justiça que não poderíamos produzir. Por meio do sacrifício de Cristo Jesus, fomos reconciliados com Deus e passamos a ser considerados justos, não por causa das nossas obras, mas por causa da justiça de Cristo, que nos foi atribuída pela fé (1 Pedro 3:18).
Em Cristo, somos declarados justos diante de Deus. Por isso, não confiamos em nossos próprios méritos, mas naquele que cumpriu perfeitamente toda a justiça em nosso favor.
Deus lhe abençoe!
"O homem pratica a justiça na tentativa de esconder o quanto é injusto. Eis a fragilidade da justiça humana: ela busca o reconhecimento que jamais poderia conquistar por si mesma." (Adaptado de Aureliano Jr.)