A inesgotável fonte de ânimo
15 Durch Geduld läßt sich ein Richter überreden, und eine gelinde Zunge zerbricht Knochen.
Longanimidade significa “longura de ânimo”, característica das pessoas que são tardias em se irar e que estão sempre prontas a recomeçar. É respirar fundo e seguir em frente, vencendo o descontrole emocional. Trata-se de um ponto de equilíbrio diante das turbulências da vida. Às vezes, é confundida com paciência e domínio próprio, pois não há como ser longânimo sem exercitar a paciência e sem dominar a si mesmo.
Não é fácil ser longânimo. Todos têm um limite de tolerância. Em certos momentos, o “chega” parece inevitável; a paciência se esgota e a longanimidade enfraquece. Há pessoas que vivem no limite das emoções, acumulando frustrações e tribulações, e que já não têm esperança de melhora na própria vida. Chega um ponto em que o descontrole emocional e as reações impulsivas parecem inevitáveis.
Deus é longânimo, tardio em irar-se (Naum 1:3); é paciente, benigno e infinitamente misericordioso (Lamentações 3:22). Isso transforma a nossa perspectiva diante das situações adversas (João 16:33). Significa que temos, pela ação do Espírito Santo, uma fonte inesgotável de ânimo para vencer a ira, controlar a indignação, renovar a paciência e exercer o domínio próprio. A longanimidade concedida por Deus não é natural, nem resultado de emoções bem resolvidas. Se fosse assim, seria impossível para algumas pessoas serem longânimes. A longanimidade que vem de Deus é sobrenatural; é fruto da nossa comunhão com o Espírito Santo (Gálatas 5:22).
Para que o Espírito Santo habite em nós, precisamos ter paz com Deus, por meio da comunhão com Cristo Jesus (Romanos 5:1). Contudo, o Espírito Santo não nos invade nem impõe a sua ação; Ele não nos obriga a recebê-lo. Devemos buscar em Deus a sua intervenção, para que o descontrole emocional seja removido do nosso coração (Salmo 139:1).
Quando confiamos a Deus o controle da nossa vida, experimentamos a paz que excede todo o entendimento e recebemos uma fonte inesgotável de ânimo para viver (Filipenses 4:7).
Deus lhe abençoe!
“A verdadeira paciência e longanimidade não está no silêncio, mas na quietude da alma, mesmo afrontada.” (J. J. White)