O bem que cabe na mão
İyilik yapmak elindeyken,
iyiliğe hakkı olanlardan esirgeme.
Yanında varken komşuna,
"Git de tekrar gel, yarın vereyim" deme.
Um colega manda mensagem: "dá uma olhada neste parágrafo antes de eu enviar?" O vizinho pergunta se você pode receber uma encomenda no portão. Nada disso custa dinheiro nem toma meia hora. E ainda assim a resposta que sai primeiro é quase sempre a mesma: "depois eu vejo", "semana que vem a gente resolve".
Provérbios 3:27-28 fala exatamente desse "depois". O critério é pequeno — e incômodo: o bem que está "ao seu alcance", nas palavras da NVI. Se você pode ajudar hoje, não diga ao outro "volte amanhã".
Repare no que o provérbio não diz. Ele não condena quem não tem como ajudar. Ele mira o caso em que a solução já está na sua mão, e a mão não abre. O sábio chama isso de deixar de fazer o bem. A gente costuma chamar de falta de tempo. Mas quase nunca é a agenda que impede. É o olhar, que já passou para a próxima coisa antes de enxergar quem estava pedindo.
E por que o "amanhã" pesa tanto? Porque quem pediu continua travado até lá. O texto não é enviado, a encomenda volta para a transportadora. O bem adiado não é um bem menor. Para quem precisava dele hoje, é um bem que não chegou.
Não é dizer sim a tudo. É parar um segundo, antes do "depois", e perguntar: isso está ao meu alcance agora? Se está, faça agora. Se não está, diga a verdade — em vez de prometer um amanhã que talvez não venha.
Hoje, quando a mensagem chegar, não a deixe esperando no celular. Abra o parágrafo. Vá até o portão.
O bem que cabe na mão não é para guardar.
Senhor, abre os meus olhos para o que está ao meu alcance hoje. Livra o meu coração da desculpa fácil de adiar o socorro que já está nas minhas mãos, e ajuda-me a servir quem caminha ao meu lado com generosidade e prontidão. Amém.