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Marcos 14

A21

Jesus é ungido em Betânia

(Mt 26.6-13; Jo 12.1-8)

1 Faltavam apenas dois dias para a Páscoa e para a Festa dos Pães sem Fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei procuravam um meio de prender Jesus de maneira fraudulenta e matá-lo. 2 Contudo, diziam:

— Não durante a festa, para que não haja tumulto no meio do povo.

3 Quando Jesus estava em Betânia, reclinado à mesa na casa de Simão, o leproso,14.3 A palavra grega era utilizada para designar vários tipos de doença de pele, não somente lepra. aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro que continha um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.

4 Alguns dos presentes, indignados, começaram a dizer uns aos outros:

— Por que este desperdício de perfume? 5 Este poderia ser vendido por mais de trezentos denários,14.5 O denário era uma moeda de prata equivalente à diária de um trabalhador braçal. e o dinheiro ser dado aos pobres.

E eles a repreendiam severamente.

6 — Deixem-na em paz — disse Jesus. — Por que vocês a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7 Pois os pobres vocês sempre terão com vocês e poderão ajudá-los sempre que o desejarem, mas a mim nem sempre terão. 8 Ela fez o que pôde. Derramou o perfume no meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento. 9 Em verdade lhes digo que, onde quer que o evangelho for anunciado em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória.

10 Então, Judas Iscariotes, um dos Doze, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes para lhes entregar Jesus. 11 A proposta muito os alegrou, e lhe prometeram dinheiro. Assim, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo.

A ceia do Senhor

(Mt 26.17-30; Lc 22.7-23; Jo 13.18-30)

12 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando se costumava sacrificar o cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram:

— Aonde queres que vamos e te preparemos a refeição da Páscoa?

13 Então, ele enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes:

— Entrem na cidade, e um homem com um pote de água virá ao encontro de vocês. Sigam-no 14 e digam ao dono da casa em que ele entrar: "O Mestre pergunta: ‘Onde é o salão de hóspedes no qual comerei a Páscoa com os meus discípulos?’ ". 15 Ele lhes mostrará uma ampla sala no andar superior, mobiliada e pronta. Façam ali os preparativos para nós.

16 Os discípulos se retiraram, entraram na cidade, encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa.

17 Ao anoitecer, Jesus chegou com os Doze. 18 Enquanto comiam, reclinados à mesa, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que um de vocês, que está comendo comigo, me trairá.

19 Eles ficaram tristes e começaram a dizer-lhe, um após outro:

— Com certeza, não sou eu!

20 Jesus afirmou:

— É um dos Doze, alguém que come comigo do mesmo prato. 21 O Filho do homem irá, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! Melhor seria que não houvesse nascido.

22 Enquanto comiam, Jesus pegou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo:

— Peguem; isto é o meu corpo.

23 Em seguida, pegou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, e todos beberam dele.

24 Então, ele lhes disse:

— Isto é o meu sangue da14.24 Há manuscritos que trazem da nova. aliança, que é derramado em favor de muitos. 25 Em verdade lhes digo que não beberei outra vez do fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo no reino de Deus.

26 Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Jesus prediz que Pedro o negará

(Mt 26.31-35; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38)

27 Jesus lhes disse:

— Todos vocês me abandonarão,14.27 Há manuscritos que trazem — Todos vocês me abandonarão nesta noite. pois está escrito:

"Ferirei o pastor,

e as ovelhas serão dispersas".14.27 Zc 13.7.

28 — Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia.

29 Pedro declarou:

— Ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei!

30 Jesus respondeu:

— Em verdade lhe digo que ainda hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes,14.30 Há manuscritos que não trazem duas vezes. três vezes você me negará.

31 Pedro, porém, insistia ainda mais:

— Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei.

E todos os outros disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

(Mt 26.36-46; Lc 22.39-46)

32 Então, foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos seus discípulos:

— Sentem-se aqui enquanto vou orar.

33 Ele levou consigo Pedro, Tiago e João e começou a ficar aflito e angustiado.

34 — A minha alma está profundamente triste, em uma tristeza mortal — disse. — Fiquem aqui e vigiem.

35 Indo um pouco mais adiante, prostrou-se no chão e orava para que, se possível, fosse afastada dele aquela hora. 36 Ele dizia:

— Aba,14.36 Termo aramaico para Pai. Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres.

37 Depois, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo.

— Simão — disse a Pedro —, você está dormindo? Não pôde vigiar nem por uma hora? 38 Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.

39 Mais uma vez, ele se retirou e orou, repetindo as mesmas palavras. 40 Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque os olhos deles estavam pesados. Eles não sabiam o que lhe dizer.

41 Voltando pela terceira vez, ele lhes disse:

— Vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! O Filho do homem será entregue nas mãos de pecadores. 42 Levantem-se e vamos! Aí vem o meu traidor!

Jesus é preso

(Mt 26.47-56; Lc 22.47-53; Jo 18.1-11)

43 Enquanto ele ainda falava, apareceu Judas, um dos Doze. Com ele estava uma multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos.

44 O traidor havia combinado um sinal com eles: "Ele é aquele a quem eu saudar com um beijo; prendam-no e levem-no em segurança". 45 Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse:

— Rabi!14.45 Isto é, Mestre.

E o beijou. 46 Então, os homens agarraram Jesus e o prenderam. 47 No entanto, um dos que estavam por perto sacou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha.

48 Jesus disse a eles:

— Acaso estou chefiando alguma rebelião, para que venham me prender com espadas e varas? 49 Todos os dias, estive com vocês, ensinando no templo, e vocês não me prenderam. Mas era preciso que se cumprissem as Escrituras.

50 Então, todos o abandonaram e fugiram.

51 Um jovem, que se cobria apenas com um lençol de linho, estava seguindo Jesus. Quando tentaram prendê-lo, 52 fugiu nu, deixando o lençol para trás.

Jesus diante do Sinédrio

53 Eles levaram Jesus para o sumo sacerdote, e, então, se reuniram todos os chefes dos sacerdotes, os líderes religiosos e os mestres da lei. 54 Pedro o seguiu de longe até o pátio do sumo sacerdote. Sentando-se ali com os guardas, aquentava-se junto ao fogo.

55 Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio14.55 Conselho dos principais líderes do povo judeu. procuravam um depoimento contra Jesus, para que pudessem condená-lo à morte. No entanto, não encontraram nenhum. 56 Muitos testemunharam falsamente contra ele, mas as declarações deles não eram coerentes.

57 Então, levantaram-se alguns e declararam falsamente contra ele:

58 — Nós o ouvimos dizer: "Destruirei este templo feito por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não feito por mãos de homens".

59 Contudo, nem mesmo assim o depoimento deles era coerente.

60 Então, o sumo sacerdote levantou-se diante deles e perguntou a Jesus:

— Você não vai responder à acusação que estes fazem contra você?

61 Jesus, porém, permaneceu em silêncio e nada respondeu.

Outra vez, o sumo sacerdote lhe perguntou:

— Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?

62 — Sou — disse Jesus. — E verão o Filho do homem assentado à direita do Poderoso e vindo com as nuvens do céu.

63 O sumo sacerdote rasgou as próprias vestes e perguntou:

— Por que precisamos de mais testemunhas? 64 Vocês ouviram a blasfêmia. O que acham?

Todos o condenaram como digno de morte. 65 Então, alguns começaram a cuspir nele; vendaram-lhe os olhos e, dando-lhe murros, diziam:

— Profetize!

Os guardas o levaram, dando-lhe tapas.

Pedro nega Jesus

(Mt 26.69-75; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18,25-27)

66 Estando Pedro embaixo, no pátio, uma das criadas do sumo sacerdote passou por ali. 67 Quando ela viu Pedro se aquecendo, olhou bem para ele e disse:

— Você também estava com Jesus, o Nazareno.

68 Contudo, ele negou, dizendo:

— Não o conheço nem sei do que você está falando.

E saiu para o alpendre; nesse momento, o galo cantou.14.68 Há manuscritos que não trazem nesse momento, o galo cantou.

69 Quando a criada o viu lá, disse novamente aos que estavam por perto:

— Esse aí é um deles.

70 Ele, porém, negou outra vez.

Pouco tempo depois, os que estavam sentados ali perto disseram a Pedro:

— Certamente você é um deles. Você é galileu!

71 Ele, porém, começou a amaldiçoar e a jurar:

— Não conheço esse homem de quem vocês estão falando!

72 Logo o galo cantou pela segunda vez.14.72 Há manuscritos que não trazem pela segunda vez. Então, Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: "Antes que o galo cante duas vezes,14.72 Há manuscritos que não trazem duas vezes. você me negará três vezes". E se pôs a chorar.

A conspiração contra Jesus

Mt 26.1-5; Lc 22.1-6

1 Capítulo 14 1 Lc 19.47;Jo 11.55;Lc 19.47Dali a dois dias seria a Páscoa e a festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam um modo de prender Jesus por meio de traição14.1 Lit., em engano., para o matar.

2 2 Mt 27.24Pois diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus é ungido em Betânia

Mt 26.6-13; Jo 12.1-11

3 3 Mt 21.17;Lc 7.37-39Jesus estava em Betânia, à mesa14.3 Lit., reclinado., na casa de Simão, o leproso14.3 A palavra gr. refere-se a diversas infecções da pele, além da lepra.. E veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro cheio de bálsamo de nardo puro, de alto preço. Então ela quebrou o vaso e derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus.

4 Mas alguns se indignaram e disseram entre si: Por que esse desperdício de bálsamo?

5 Ele podia ser vendido por mais de trezentos denários14.5 Equivalente ao salário de trezentos dias de um trabalhador braçal., e o dinheiro seria dado aos pobres. E eles a criticavam.

6 Jesus, porém, disse: Deixai-a; por que a incomodais? Ela praticou uma boa ação para comigo.

7 7 Dt 15.11;Jo 7.33Porque sempre tendes os pobres convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes o bem; mas nem sempre tendes a mim.

8 8 Jo 19.40Ela fez o que pôde. Ungiu por antecipação o meu corpo para o sepultamento.

9 9 At 10.4;Mt 24.14Em verdade vos digo que, em todo o mundo, onde quer que seja pregado o evangelho, também o que ela fez será contado em sua memória.

O preço da traição

Mt 26.14-16; Lc 22.3-6

10 10 Mt 27.3;At 1.16Então Judas Iscariotes, um dos Doze, dirigiu-se aos principais sacerdotes para lhes entregar Jesus.

11 11 Mt 20.18,19Ouvindo-o, eles se alegraram e prometeram dar-lhe dinheiro. E ele procurava uma ocasião oportuna para entregá-lo.

A última Páscoa e a ceia do Senhor

Mt 26.17-30; Lc 22.7-23; 1Co 11.23-29

12 12 Êx 12.18;1Co 5.7No primeiro dia da festa dos Pães sem Fermento, quando sacrificavam o cordeiro pascal, seus discípulos lhe disseram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a refeição da Páscoa?

13 Então ele enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem levando um jarro de água. Segui-o.

14 14 Lc 2.7Onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar: Onde está o meu aposento em que irei comer a refeição da Páscoa com os meus discípulos?

15 E ele vos mostrará uma grande sala mobiliada e pronta na parte de cima da casa; fazei ali os preparativos para nós.

16 Os discípulos partiram e foram à cidade, onde acharam tudo como ele lhes dissera; e prepararam a Páscoa.

17 17 Mt 26.20Ao anoitecer, Jesus chegou com os Doze.

18 E, quando estavam comendo sentados à mesa14.18 Lit., reclinados., Jesus disse: Em verdade vos digo que um dentre vós, que come comigo, me trairá.

19 Então eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após o outro: Sei que não sou eu!14.19 No gr., cada discípulo afirma inocência com uma pergunta retórica cuja resposta é negativa.

20 E ele lhes respondeu: É um dos Doze, aquele que come comigo no prato.

21 21 Lc 18.31;At 17.2,3;1Co 15.3Pois o Filho do homem vai, conforme está escrito a seu respeito, mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! Melhor seria para esse homem se não tivesse nascido.

22 22 Mt 14.19;1Co 11.23-25Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, partiu-o e lhes deu, dizendo: Tomai; isto é o meu corpo.

23 23 Mt 15.36E tomando um cálice, deu graças e entregou-o aos discípulos, e todos beberam dele.

24 24 Êx 24.6-8;Mt 20.28;1Co 10.16;Hb 9.20E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança derramado em favor de muitos.

25 Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que o beber, novo, no reino de Deus.

26 26 Mt 21.1;Lc 22.39;Jo 18.1E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

Mt 26.31-35; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38

27 27 Zc 13.7E Jesus lhes disse: Todos vós desertareis14.27 Lit., ficareis escandalizados., porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.

28 28 Mt 28.7,10,16Todavia, depois da minha ressurreição irei adiante de vós para a Galileia.

29 29 Mc 14.72Ao que Pedro lhe disse: Ainda que todos desertem14.29 Lit., fiquem escandalizados., eu nunca desertarei.

30 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes14.30 Alguns mss. não trazem duas vezes., tu me negarás três vezes.

31 Mas ele repetia com veemência: Ainda que seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

Mt 26.36-46; Lc 22.39-46

32 Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto vou orar.

33 E levou consigo Pedro, Tiago e João; então começou a afligir-se e a angustiar-se.

34 34 Sl 42.5,11;Mt 24.42;Jo 12.27E disse-lhes: A minha alma está tão triste que estou a ponto de morrer; ficai aqui e vigiai.

35 35 Jo 12.23,27;Hb 5.7E adiantando-se um pouco, Jesus prostrou-se em terra e começou a orar para que, se possível, ele não tivesse de passar por aquela hora.

36 36 Mt 19.26;Rm 8.15;Gl 4.6E dizia: Aba14.36 Aba, em aram., significa pai., Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres.

37 Voltando aos discípulos, achou-os dormindo. E disse a Pedro: Simão, estás dormindo? Não pudeste vigiar nem uma hora?

38 38 Mt 6.13;Rm 7.23;1Pe 4.7Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.

39 Então ele se retirou de novo e orou, proferindo as mesmas palavras.

40 40 Lc 9.32E voltando outra vez, achou-os dormindo, porque seus olhos estavam pesados. E não sabiam o que lhe responder.

41 41 Jo 13.1Ao voltar pela terceira vez, ele lhes disse: Ainda dormis e descansais! Basta! Chegou a hora. O Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.

42 Levantai-vos, vamos embora! Aquele que me trai aproxima-se.

Jesus é traído e preso

Mt 26.47-56; Lc 22.47-53; Jo 18.2-12

43 43 Mt 10.4;26.47;Lc 22.47-53;At 1.16Enquanto ele ainda falava, logo chegou Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão com espadas e pedaços de pau, vinda da parte dos principais sacerdotes, dos escribas e dos líderes religiosos.

44 Aquele que o traía lhes dera uma indicação, dizendo: Aquele que eu beijar, é ele; prendei-o e levai-o com segurança.

45 45 Jo 1.38;At 20.37Logo que Judas chegou, aproximando-se de Jesus, disse: Rabi14.45 Rabi significa mestre.! E o beijou.

46 Eles então o agarraram e o prenderam.

47 Mas um dos que estavam ali, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe uma orelha.

48 E Jesus lhes disse: Saístes com espadas e pedaços de pau para me prender, como se eu fosse um bandido?

49 49 Zc 13.7Todos os dias eu estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes. Mas isso é para que se cumpram as Escrituras.

50 50 Is 53.7-12;Mt 21.23;Lc 19.47Então todos o deixaram e fugiram.

51 Certo jovem o seguia envolto em um lençol sobre o corpo desnudo; e o agarraram.

52 Mas ele, largando o lençol, fugiu despido.

Jesus perante o Sinédrio

Mt 26.57-68; Lc 22.63-71; Jo 18.13-27

53 53 Lc 22.54,55Então levaram Jesus ao sumo sacerdote; e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os líderes religiosos e os escribas.

54 54 Mt 26.3E Pedro o seguiu de longe até o interior do pátio do sumo sacerdote; e ficou sentado com os guardas, aquecendo-se perto do fogo.

55 Os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam testemunho contra Jesus para condená-lo à morte, mas não encontravam coisa alguma.

56 56 Sl 27.12Porque muitos depunham falsamente contra ele, mas os testemunhos eram divergentes.

57 Por fim, alguns que depunham falsamente contra ele levantaram-se e falaram:

58 58 Jo 2.19;At 7.48;2Co 5.1;Hb 9.11,24Nós o ouvimos dizer: Eu destruirei este santuário, construído por mãos humanas, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos humanas.

59 Nem assim o testemunho deles concordava.

60 60 Is 53.7;Lc 23.9Então, o sumo sacerdote levantou-se no meio de todos e perguntou a Jesus: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?

61 61 Jo 19.9;20.31Ele, porém, permaneceu calado e nada respondeu. E o sumo sacerdote voltou a interrogá-lo, perguntando-lhe: Tu és o Cristo, o Filho do Deus bendito?

62 62 Sl 110.1;Dn 7.13;Mt 16.27Jesus respondeu: Eu sou. E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso14.62 Lit., do poder., vindo com as nuvens do céu.

63 63 Nm 14.6;At 14.14Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse: Para que precisamos ainda de testemunhas?

64 64 Lv 24.16;Mt 9.3;Jo 10.36Acabais de ouvir a blasfêmia. Que vos parece? E todos o condenaram como réu digno de morte.

65 65 Mt 5.39;16.21E alguns começaram a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer: Profetiza. E, dando-lhe bofetadas, os guardas o levaram.

Pedro nega Jesus

Mt 26.69-75; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18,25-27

66 66 Mt 26.58Pedro estava na parte de baixo, no pátio. Então, chegou uma das criadas do sumo sacerdote;

67 quando ela viu Pedro, que ali se aquecia, fixou nele o olhar e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno.

68 Mas ele negou, dizendo: Não sei nem compreendo o que dizes. E saiu para o alpendre14.68 Muitos mss. trazem tb. e o galo cantou..

69 Quando a criada o viu, começou de novo a dizer aos que ali estavam: Esse é um deles.

70 70 At 2.7Mas ele negou outra vez. E pouco depois, os que ali estavam disseram novamente a Pedro: Certamente tu és um deles; pois também és galileu.

71 Ele, porém, começou a proferir maldições e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais.

72 Nesse instante, o galo cantou pela segunda vez14.72 Alguns mss. não trazem pela segunda vez.. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus dissera: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E caindo em si, começou a chorar.

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