Nabucodonosor sonha com uma árvore
4.0 No texto aramaico, 4.1-3 corresponde a 3.31-33, e 4.4-37 corresponde a 4.1-34. 1 O rei Nabucodonosor,
Aos homens de todos os povos, nações e línguas, que vivem no mundo inteiro:
Paz e prosperidade!
2 Tenho a satisfação de falar a vocês a respeito dos sinais e das maravilhas que o Deus Altíssimo realizou em meu favor.
3 Como são grandes os seus sinais!
Como são poderosas as suas maravilhas!
O seu reino é um reino eterno;
o seu domínio dura de geração a geração.
4 — Eu, Nabucodonosor, estava satisfeito e próspero na minha casa, no meu palácio. 5 Tive um sonho que me deixou alarmado. Estando eu deitado na minha cama, os pensamentos e as visões que passaram pela minha mente deixaram-me aterrorizado. 6 Por isso, decretei que todos os sábios da Babilônia fossem trazidos à minha presença a fim de que interpretassem o sonho para mim. 7 Quando os magos, os encantadores, os astrólogos4.7 Ou caldeus. e os adivinhos vieram, contei-lhes o sonho, mas eles não puderam interpretá-lo. 8 Por fim, veio Daniel à minha presença, e eu lhe contei o sonho. Ele é chamado Beltessazar, em homenagem ao nome do meu deus; e o espírito dos santos deuses está nele.
9 — Eu disse: "Beltessazar, chefe dos magos, sei que o espírito dos santos deuses está em você e que nenhum mistério é difícil demais para você. Vou contar as visões que tive no meu sonho; interprete-o para mim. 10 Estas foram as visões que passaram pela minha mente quando estava deitado na minha cama: olhei, e diante de mim havia uma árvore muito alta no meio da terra. 11 A árvore tornou-se tão grande e forte que a sua copa tocou o céu; era visível até os confins da terra. 12 Tinha belas folhas e muitos frutos; nela havia alimento para todos. Debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu viviam nos seus galhos; todas as criaturas se alimentavam daquela árvore.
13 "Nas visões que passaram pela minha mente quando estive deitado na minha cama, olhei e vi diante de mim um mensageiro santo que descia do céu. 14 Ele gritou em alta voz: ‘Derrubem a árvore e cortem os seus galhos; arranquem as suas folhas e espalhem os seus frutos. Fujam os animais de debaixo dela, e as aves, dos seus galhos. 15 Mas deixem o toco e as suas raízes, presos com ferro e bronze; fique ele no chão, em meio à relva do campo.
" ‘Ele será molhado com o orvalho do céu e com os animais comerá a grama da terra. 16 A mente humana lhe será tirada, e ele será como um animal, até que se passem sete anos.4.16 Ou tempos; também nos versículos 23, 25 e 32.
17 " ‘A decisão é anunciada por mensageiros, os santos declaram o veredito, para que todos os que vivem saibam que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens. Ele os dá a quem quer e põe no poder o mais simples dos homens’ ".
18 — Este é o sonho que eu, o rei Nabucodonosor, tive. Agora, Beltessazar, diga-me o significado do sonho, pois nenhum dos sábios do meu reino consegue interpretá-lo para mim, exceto você, pois o espírito dos santos deuses está em você.
Daniel interpreta o sonho do rei
19 Daniel, também chamado Beltessazar, ficou estarrecido por algum tempo, e os seus pensamentos o deixaram aterrorizado. Então, o rei disse:
— Beltessazar, não deixe que o sonho ou a sua interpretação o assuste.
Beltessazar respondeu:
— Meu senhor, quem dera o sonho só se aplicasse aos teus inimigos, e o seu significado, somente aos teus adversários! 20 A árvore que viste, que cresceu e se tornou forte, cuja copa tocou o céu, visível em toda a terra, 21 com belas folhas e muitos frutos, na qual havia alimento para todos, abrigo para os animais do campo e morada para as aves do céu nos seus galhos, 22 essa árvore, ó rei, és tu! Tu te tornaste grande e poderoso, pois a tua grandeza cresceu até alcançar o céu, e o teu domínio se estende até os confins da terra.
23 — E tu, ó rei, viste também um mensageiro santo que descia do céu e dizia: "Derrubem a árvore e destruam-na, mas deixem o toco e as suas raízes, presos com ferro e bronze; fique ele no chão, em meio à relva do campo. Ele será molhado com o orvalho do céu e viverá com os animais selvagens, até que se passem sete anos".
24 — Esta é a interpretação, ó rei, e este é o decreto que o Altíssimo emitiu contra o rei, meu senhor: 25 tu serás expulso do meio dos homens e viverás com os animais selvagens; comerás capim como os bois e te molharás com o orvalho do céu. Passarão sete anos até que admitas que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer. 26 A ordem para deixar o toco da árvore com as raízes significa que o teu reino será devolvido a ti quando reconheceres que os Céus dominam. 27 Portanto, ó rei, aceita o meu conselho: renuncia aos teus pecados e às tuas iniquidades, pratica a justiça e tem compaixão dos necessitados. Talvez, então, continues a viver em paz.
O cumprimento do sonho
28 Tudo isso aconteceu com o rei Nabucodonosor. 29 Doze meses depois, quando o rei estava andando no terraço do palácio real da Babilônia, 30 disse:
— Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino,4.30 Ou para ser a minha residência real. com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?
31 As palavras ainda estavam nos seus lábios quando veio do céu uma voz, que disse:
— É isto que está decretado quanto a você, rei Nabucodonosor: o seu reino foi tirado. 32 Você será expulso do meio dos homens, viverá com os animais selvagens e comerá capim como os bois. Passarão sete anos até que admita que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer.
33 A sentença sobre Nabucodonosor cumpriu-se imediatamente. Ele foi expulso do meio dos homens e passou a comer capim como os bois. O seu corpo foi molhado com o orvalho do céu até que os seus cabelos e pelos cresceram como as penas da águia, e as suas unhas, como as garras das aves.
34 — Ao fim daquele período, eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu e percebi que o meu entendimento tinha voltado. Então, louvei ao Altíssimo; honrei e glorifiquei aquele que vive para sempre.
O seu domínio é um domínio eterno;
o seu reino dura de geração a geração.
35 Todos os povos da terra
são como nada diante dele.
Ele age como lhe agrada
com os exércitos4.35 Ou anjos. dos céus
e com os habitantes da terra.
Ninguém é capaz de resistir à sua mão
nem de lhe dizer: "O que fizeste?".
36 — Naquele momento, voltou-me o entendimento, e eu recuperei a honra, a majestade e a glória do meu reino. Os meus conselheiros e os nobres vieram me procurar, o meu trono me foi restaurado, e a minha grandeza veio a ser ainda maior. 37 Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é verdadeiro, e os seus caminhos são justos. Ele tem poder para humilhar os que vivem com arrogância.
Editto del re Nabucodonosor. Il grande albero. Sogno di Nabucodonosor spiegato da Daniele
1 "Il re Nabucodonosor a tutti i popoli, a tutte le nazioni e lingue, che abitano su tutta la terra. La vostra pace abbondi. 2 Mi è sembrato bene di far conoscere i segni e i prodigi che l’Iddio altissimo ha fatto per me. 3 Come sono grandi i suoi segni! Come sono potenti i suoi prodigi! Il suo regno è un regno eterno e il suo dominio dura di generazione in generazione. 4 Io, Nabucodonosor, stavo tranquillo in casa mia e fiorente nel mio palazzo. 5 Ebbi un sogno che mi spaventò; i pensieri che mi assalivano mentre ero a letto e le visioni del mio spirito mi riempirono di terrore. 6 Diedi ordine di condurre davanti a me tutti i saggi di Babilonia, perché mi facessero conoscere l’interpretazione del sogno. 7 Allora vennero i magi, gli incantatori, i Caldei e gli astrologi; io dissi loro il sogno, ma essi non poterono farmene conoscere l’interpretazione. 8 Alla fine si presentò davanti a me Daniele, che si chiama Baltazzar, dal nome del mio dio e nel quale è lo spirito degli dèi santi; e io gli raccontai il sogno: 9 ‘Baltazzar, capo dei magi, siccome io so che lo spirito degli dèi santi è in te e che nessun segreto ti mette in difficoltà, dimmi le visioni che ho avuto nel mio sogno e la loro interpretazione. 10 Ecco le visioni della mia mente mentre ero a letto. Io guardavo, ed ecco un albero in mezzo alla terra, la cui altezza era grande. 11 L’albero era cresciuto e diventato forte, la sua cima giungeva al cielo ed era visibile dalle estremità di tutta la terra. 12 Il suo fogliame era bello, il suo frutto abbondante, in esso c’era nutrimento per tutti. Le bestie dei campi si rifugiavano sotto la sua ombra, gli uccelli del cielo abitavano fra i suoi rami e ogni creatura era nutrita da esso. 13 Nelle visioni della mia mente, mentre ero a letto, io guardavo, ed ecco che uno dei santi veglianti scese dal cielo, 14 gridò con forza, dicendo così: - Abbattete l’albero e tagliatene i rami; scuotetene il fogliame e disperdetene il frutto; fuggano gli animali sotto di lui e gli uccelli dai suoi rami! 15 Però, lasciate in terra il ceppo delle sue radici, ma legati con catene di ferro e di bronzo, fra l’erba dei campi; sia bagnato dalla rugiada del cielo e abbia con gli animali la sua parte di erba della terra. 16 Gli sia cambiato il cuore; al posto di un cuore umano, gli sia dato un cuore di bestia, e passino su di lui sette tempi. 17 La cosa è decretata dai veglianti e la sentenza emanata dai santi, affinché i viventi conoscano che l’Altissimo domina sul regno degli uomini, che egli lo dà a chi vuole e vi innalza l’infimo degli uomini - . 18 Questo è il sogno che io, il re Nabucodonosor, ho fatto; ora tu, Baltazzar, danne l’interpretazione, poiché nessuno dei saggi del mio regno me lo può interpretare; ma tu puoi, perché lo spirito degli dèi santi è in te’". 19 Allora Daniele, il cui nome è Baltazzar, rimase per un momento stupefatto e i suoi pensieri lo spaventavano. Il re prese a dire: "Baltazzar, il sogno e l’interpretazione non ti spaventino!". Baltazzar rispose dicendo: "Mio signore, il sogno si avveri per i tuoi nemici, e la sua interpretazione per i tuoi avversari! 20 L’albero che il re ha visto, che era diventato grande e forte, la cui cima giungeva al cielo e che era visibile da tutti i punti della terra, 21 l’albero dal fogliame bello, dal frutto abbondante e in cui c’era nutrimento per tutti, sotto il quale si rifugiavano le bestie dei campi e fra i cui rami abitavano gli uccelli del cielo, 22 sei tu, o re; tu, che sei diventato grande e forte, la cui grandezza è cresciuta e giunge fino al cielo, e il cui dominio si estende fino alle estremità della terra. 23 Quanto al santo vegliante che hai visto scendere dal cielo e che ha detto: ‘Abbattete l’albero e distruggetelo, ma lasciatene in terra il ceppo delle radici, legato in catene di ferro e di bronzo, fra l’erba dei campi, sia bagnato dalla rugiada del cielo e abbia la sua parte con gli animali della campagna finché siano passati sopra di lui sette tempi’. 24 Eccone l’interpretazione, o re: è un decreto dell’Altissimo, che sarà eseguito sul re mio signore. 25 Tu sarai scacciato in mezzo agli uomini e la tua dimora sarà con le bestie dei campi; ti sarà data da mangiare dell’erba come ai buoi; sarai bagnato dalla rugiada del cielo e passeranno su di te sette tempi, finché tu non riconosca che l’Altissimo domina sul regno degli uomini e lo dà a chi vuole. 26 Quanto all’ordine di lasciare il ceppo delle radici dell’albero, ciò significa che il tuo regno ti sarà ristabilito, dopo che avrai riconosciuto che il dominio appartiene al cielo. 27 Perciò, o re, ti sia gradito il mio consiglio! Metti fine ai tuoi peccati praticando la giustizia, e alle tue iniquità mostrando compassione verso gli afflitti; forse, la tua prosperità potrà essere prolungata". 28 Tutto questo avvenne al re Nabucodonosor. 29 Dodici mesi dopo egli passeggiava sul terrazzo del palazzo reale di Babilonia. 30 Il re disse: "Non è questa la grande Babilonia che io ho costruito come residenza reale con la forza della mia potenza e per la gloria della mia maestà?". 31 Il re aveva ancora la parola sulla bocca, quando una voce scese dal cielo: "Sappi, o re Nabucodonosor, che il tuo regno ti è tolto; 32 tu sarai scacciato di mezzo agli uomini, la tua dimora sarà con le bestie dei campi; ti sarà data da mangiare dell’erba come ai buoi, e passeranno su di te sette tempi, finché tu non riconosca che l’Altissimo domina sul regno degli uomini e lo dà a chi vuole". 33 In quello stesso istante quella parola si adempì su Nabucodonosor. Egli fu scacciato di mezzo agli uomini, mangiò l’erba come i buoi e il suo corpo fu bagnato dalla rugiada del cielo, finché i suoi capelli crebbero come le penne delle aquile e le unghie come quelle degli uccelli. 34 "Alla fine di quei giorni, io, Nabucodonosor, alzai gli occhi al cielo e la ragione tornò in me. Benedissi l’Altissimo, e lodai e glorificai colui che vive in eterno, il cui dominio è un dominio eterno e il cui regno dura di generazione in generazione. 35 Tutti gli abitanti della terra sono considerati nulla davanti a lui; egli agisce come vuole con l’esercito del cielo e con gli abitanti della terra, e non c’è nessuno che possa fermare la sua mano o dirgli: ‘Che fai?’. 36 In quel tempo la ragione tornò in me; la gloria del mio regno, la mia maestà e il mio splendore mi furono restituiti; i miei consiglieri e i miei grandi mi cercarono, io fui ristabilito nel mio regno e la mia grandezza fu accresciuta più che mai. 37 Ora, io, Nabucodonosor, lodo, esalto e glorifico il Re del cielo, perché tutte le sue opere sono verità e le sue vie giustizia, ed egli ha il potere di umiliare quelli che camminano superbamente".