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Lamentações 4

IRB20

א Álef

4.0 Esse capítulo é um poema acróstico no qual cada verso começa com uma letra em ordem sucessiva do alfabeto hebraico. 1 Como o ouro perdeu o brilho!

Como o ouro fino ficou embaçado!

As pedras sagradas estão espalhadas

pelas esquinas de todas as ruas.

ב Bêt

2 Como os preciosos filhos de Sião,

que antes valiam o seu peso em ouro,

hoje são considerados como vasos de barro,

obra das mãos de um oleiro!

ג Guímel

3 Até os chacais oferecem o peito

para amamentar os seus filhotes,

mas o meu povo não tem mais coração;

é como as avestruzes do deserto.

ד Dálet

4 De tanta sede, a língua dos bebês

gruda no céu da boca.

As crianças imploram pelo pão,

mas ninguém as atende.

ה

5 Aqueles que costumavam comer iguarias

passam necessidade nas ruas.

Aqueles que se adornavam de púrpura

hoje estão prostrados sobre montes de cinza.

ו Vav

6 A punição do meu povo

é maior que a de Sodoma,

que foi destruída em um instante

sem que ninguém a socorresse.

ז Záin

7 Os seus príncipes eram mais brilhantes que a neve,

mais brancos do que o leite;

tinham o corpo mais rosado que rubis,

e a sua aparência lembrava safiras.

ח Hêt

8 Mas agora estão mais negros do que o carvão;

não são reconhecidos nas ruas.

A sua pele enrugou-se sobre os seus ossos;

parece madeira seca.

ט Têt

9 Os que foram mortos à espada

estão melhor do que os que morrem de fome;

tendo sido torturados pela fome,

definham pela falta de produção das lavouras.

י Iôd

10 Com as próprias mãos, mulheres bondosas

cozinharam os seus próprios filhos,

que se tornaram a sua comida

quando o meu povo foi destruído.

כ Caf

11 O Senhor deu vazão total à sua ira;

derramou a sua grande fúria.

Ele acendeu em Sião um fogo

que consumiu os seus alicerces.

ל Lâmed

12 Os reis da terra e os povos de todo o mundo

não acreditavam que os inimigos

e os adversários pudessem entrar

pelas portas de Jerusalém.

מ Mem

13 Isso aconteceu por causa do pecado dos seus profetas

e das maldades dos seus sacerdotes,

os quais derramaram o sangue dos justos

no meio da cidade.

נ Nun

14 Hoje eles vagueiam

cegamente pelas ruas.

Tão sujos de sangue estão

que ninguém ousa tocar nas suas vestes.

ס Sâmeq

15 "Vocês estão imundos!", o povo grita para eles.

"Afastem-se! Não nos toquem!"

Quando eles fogem e andam errantes,

os povos das outras nações dizem:

"Aqui eles não podem habitar".

פ

16 O próprio Senhor os espalhou

e não cuida deles.

Ninguém honra os sacerdotes

nem respeita os líderes.

Áin

17 Os nossos olhos estão cansados

de buscar ajuda em vão;

das nossas torres, ficávamos à espera

de uma nação que não podia salvar-nos.

צ Tsade

18 Cada passo nosso era vigiado;

nem podíamos caminhar pelas ruas.

O nosso fim estava próximo,

os nossos dias estavam contados;

o nosso fim havia chegado.

ק Côf

19 Os nossos perseguidores eram mais velozes

que as águias nos céus;

perseguiam-nos sobre as montanhas,

ficavam de tocaia contra nós no deserto.

ר Rêsh

20 O ungido do Senhor, o próprio fôlego da nossa vida,

foi capturado nas suas armadilhas.

E nós que pensávamos que sob a sua sombra

viveríamos entre as nações!

ש Sin e Shin

21 Alegre-se e exulte, ó Filha de Edom,

você que vive na terra de Uz.

Mas a você também será servido o cálice:

você será embriagada, e as suas roupas serão arrancadas.

ת Tav

22 Ó Filha de Sião, o seu castigo terminará;

o Senhor não prolongará o seu exílio.

Mas você, ó Filha de Edom, ele punirá o seu pecado

e porá à mostra a sua perversidade.

Lamentazioni sulla sorte del popolo

1 Come mai si è oscurato l’oro, si è alterato l’oro più puro? Come mai le pietre del santuario si trovano sparse qua e agli angoli di tutte le strade?

2 Come mai i nobili figli di Sion, pregiati come l’oro fino, sono reputati quali vasi di terra, opera di mani di vasaio?

3 Perfino gli sciacalli porgono le mammelle e allattano i loro piccoli; la figlia del mio popolo è divenuta crudele, come gli struzzi del deserto.

4 La lingua del lattante gli si attacca al palato, per la sete; i bambini chiedono del pane, e non c’è chi gliene dia.

5 Quelli che si nutrivano di cibi delicati cadono denutriti per le strade; quelli che erano allevati nella porpora abbracciano il letamaio.

6 Il castigo dell’iniquità della figlia del mio popolo è maggiore di quello del peccato di Sodoma, che fu distrutta in un attimo, senza che mano d’uomo la colpisse.

7 I suoi prìncipi erano più splendenti della neve, più bianchi del latte; avevano il corpo più vermiglio del corallo, il loro volto era uno zaffiro.

8 Il loro aspetto è ora più cupo del nero; non si riconoscono più per le vie; la loro pelle è attaccata alle ossa, è secca, è diventata come un legno.

9 Gli uccisi di spada sono stati più felici di quelli che muoiono di fame, poiché questi deperiscono estenuati per mancanza dei prodotti dei campi.

10 Mani di donne, sebbene pietose, hanno fatto cuocere i propri bambini che sono serviti loro di cibo, nella rovina della figlia del mio popolo.

11 L’Eterno ha esaurito il suo furore, ha riversato la sua ira ardente, ha acceso in Sion un fuoco, che ne ha divorato le fondamenta.

12 i re della terra alcun abitante del mondo avrebbero mai creduto che l’avversario, il nemico, sarebbe entrato nelle porte di Gerusalemme.

13 Così è avvenuto a causa dei peccati dei suoi profeti, delle iniquità dei suoi sacerdoti, che hanno sparso in mezzo a lei il sangue dei giusti.

14 Essi vagavano come ciechi per le strade, sporchi di sangue, in modo che non si potevano toccare le loro vesti.

15 "Fatevi in ! Un impuro!", si gridava al loro apparire; "Fatevi in ! Fatevi in ! Non lo toccate!". Quando fuggivano, vagavano qua e , e si diceva fra le nazioni: "Non restino più qui!".

16 La faccia dell’Eterno li ha dispersi, egli non volge più verso di loro il suo sguardo; non si è portato rispetto ai sacerdoti si è avuta pietà dei vecchi.

17 A noi si consumavano ancora gli occhi in cerca di un soccorso, aspettato invano; dai nostri posti di vedetta scrutavamo la venuta di una nazione che non poteva salvarci.

18 Si spiavano i nostri passi, impedendoci di camminare per le nostre piazze. "La nostra fine è prossima", dicevamo: "I nostri giorni sono compiuti, la nostra fine è giunta!".

19 I nostri persecutori sono stati più leggeri delle aquile dei cieli; ci hanno dato la caccia su per le montagne, ci hanno teso agguati nel deserto.

20 Colui che ci fa respirare, l’unto dell’Eterno, è stato preso nelle loro fosse; egli, del quale dicevamo: "Alla sua ombra noi vivremo fra le nazioni".

21 Rallegrati, gioisci, o figlia di Edom, che abiti nel paese di Uz! Anche fino a te passerà la coppa; tu ti ubriacherai e ti denuderai.

22 Il castigo della tua iniquità è finito, o figlia di Sion! Egli non ti manderà più in esilio; egli punisce la tua iniquità, o figlia di Edom, mette allo scoperto i tuoi peccati.

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