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1 Samuel 1

10 Cheia de amargura, Ana rezou a Javé, chorou muito,

11 e fez uma promessa, dizendo: "Javé dos exércitos, se quiseres dar atenção à miséria da tua serva e te lembrares de mim, e não te esqueceres da tua serva, e lhe deres um filho ho­mem, então eu o consagrarei a Javé por todos os dias de sua vida, e a navalha não passará sobre a cabeça dele".

12 Como Ana continuasse rezando a Javé, Eli observava os lábios dela.

13 Ana apenas murmurava: seus lábios se moviam, mas não dava para ouvir o que ela dizia. Por isso, Eli pensou que ela estivesse em­briagada.

14 Então Eli perguntou: "Até quando você vai ficar embriagada? Acabe primeiro com essa bebedeira!"

15 Ana, porém, respondeu: "Não, meu senhor. Eu sou uma mulher que sofre; não bebi vinho, nem bebida forte. Eu estava apenas me desafogando diante de Javé.

16 Não pense que esta sua serva seja vadia. Falei até agora, porque estou muito triste e aflita".

17 Então lhe disse Eli: "em paz. Que o Deus de Israel conceda o que você lhe pediu".

18 Ana respondeu: "Que esta sua serva possa encontrar sempre o seu favor". Ana foi embora, comeu, e não parecia a mesma de antes.

Nascimento de Samuel

19 Levantaram-se de madrugada, adoraram a Javé e voltaram para casa. Chegando a Ramá, Elcana se uniu à sua mulher Ana, e Javé se lembrou dela.

20 Ana ficou grávida e, no tempo certo, deu à luz um filho, e lhe deu o nome de Samuel, dizendo: "Eu o pedi a Javé".

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