1 Não é a sorte do homem sobre a terra Jó 5.7;10.17;14.1,14a dum soldado?
Não são os seus dias como os dum Jó 14.6jornaleiro?
2 Como o escravo que suspira pela sombra
e como o jornaleiro que espera pela sua paga,
3 assim se me fez passar meses de vaidade,
Jó 16.7e noites trabalhosas me são apontadas.
4 Jó 7.13-14;Dt 28.67Ao deitar-me, digo:
Quando me levantarei? Mas comprida é a noite;
estou farto de me revolver até o romper da alva.
5 Jó 2.7, ref.A minha carne está vestida de vermes e de crostas terrosas;
a minha pele solda-se e, de novo, rebenta.
6 Os meus dias são Jó 9.25mais velozes do que a lançadeira do tecelão
e gastam-se Jó 13.15;14.19;17.15-16;19.10sem esperança.
7 Lembra-te de que a minha vida é Jó 7.16vento;
os meus olhos Jó 9.25não tornarão a ver a felicidade.
8 Jó 8.18;20.9Os olhos do que me vê não me contemplarão mais;
os teus olhos estarão sobre mim, porém Jó 7.21não serei mais.
9 Assim como a Jó 30.15nuvem se desfaz e passa,
assim Jó 3.13-19, ref.aquele que desce ao Jó 11.8;14.13;17.13,16Sheol não subirá mais.
10 Nunca mais tornará à sua casa,
nem Jó 8.18;20.9;27.21,23o lugar onde habita o conhecerá jamais.
11 Portanto, Jó 10.1;21.4;23.2eu não reprimirei a minha boca,
falarei na angústia do meu espírito
e queixar-me-ei na amargura da minha alma.
12 Sou eu o mar ou Ez 32.2-3monstro do mar,
para que me ponhas guarda?
13 Dizendo eu: Jó 7.4;Sl 6.6Consolar-me-á o meu leito,
a minha cama aliviará a minha queixa;
14 então, me assustas com sonhos,
e, com visões, me atemorizas;
15 de sorte que a minha alma escolhe a sufocação
e a morte antes do que estes meus ossos.
16 Jó 6.9;9.21;10.1Abomino a minha vida; não quero viver para sempre.
Deixa-me, pois, porque Jó 7.7os meus dias são vaidade.
17 Jó 22.2;Sl 8.4;144.3;Hb 2.6Que é o homem, para tu o engrandeceres,
e pores nele o teu coração,
18 Jó 14.3e o visitares todos os dias,
e o experimentares a todo o momento?
19 Até quando Jó 9.18;10.20;14.6não apartará de mim a tua vista,
até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva?
20 Jó 35.3,6Se pequei, que é o que te pude fazer, ó vigia dos homens?
Por que Jó 10.14;16.12me puseste como tropeço a ti,
de sorte que me tornei pesado a mim mesmo?
21 Por que Jó 9.28;10.14não perdoas a minha transgressão
e não tiras a minha iniquidade?
Pois, agora, Jó 10.9me deitarei no pó;
tu me buscarás com empenho, Jó 8.8porém eu não serei mais.
1 Porventura não tem o homem guerra
sobre a terra?
E não são os seus dias
como os dias do assalariado?
2 Como o servo
que suspira pela sombra,
e como o assalariado
que espera pela sua paga,
3 Assim me deram por herança meses de vaidade;
e noites de trabalho me prepararam.
4 Deitando-me a dormir,
então digo:
Quando me levantarei?
Mas comprida é a noite,
e farto-me de me revolver na cama até à alva.
5 A minha carne se tem vestido de vermes
e de torrões de pó;
a minha pele está gretada,
e se fez abominável.
6 Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão,
e acabam-se,
sem esperança.
7 Lembra-te de que a minha vida é
como o vento;
os meus olhos não tornarão a ver o bem.
8 Os olhos dos que agora me veem não me verão mais; os teus olhos estarão
sobre mim,
porém não serei mais.
9 Assim como a nuvem se desfaz e passa,
assim aquele
que desce à sepultura nunca tornará a subir.
10 Nunca mais tornará à sua casa,
nem o seu lugar jamais o conhecerá.
11 Por isso não reprimirei a minha boca;
falarei na angústia do meu espírito;
queixar-me-ei na amargura da minha alma.
12 Sou eu porventura o mar,
ou a baleia,
para que me ponhas uma guarda?
13 Dizendo eu:
Consolar-me-á a minha cama;
meu leito aliviará a minha ânsia;
14 Então me espantas com sonhos,
e com visões me assombras;
15 Assim a minha alma escolheria antes a estrangulação;
e antes a morte do que a vida.
16 A minha vida abomino,
pois não viveria
para sempre;
retira-te de mim;
pois vaidade são os meus dias.
17 Que é o homem,
para que tanto o engrandeças,
e ponhas nele o teu coração,
18 E cada manhã o visites,
e cada momento o proves?
19 Até quando não apartarás de mim,
nem me largarás,
até que engula a minha saliva?
20 Se pequei,
que te farei,
ó Guarda dos homens?
Por que fizeste de mim um alvo para ti,
para que a mim mesmo me seja pesado?
21 E por que não perdoas a minha transgressão,
e não tiras a minha iniquidade?
Porque agora me deitarei no pó,
e de madrugada me buscarás,
e não existirei mais.
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