1 Lc 20.1-8;Mt 21.23-27;Mc 11.27-33Em um dos dias em que Jesus Mt 26.55;Lc 19.47ensinava ao povo no templo e Lc 8.1anunciava o evangelho, At 4.1;6.12sobrevieram os principais sacerdotes e os escribas, juntamente com os anciãos, 2 e falaram-lhe nestes termos: Dize-nos: Com que autoridade fazes essas coisas ou quem é o que te deu esta autoridade? 3 Respondeu-lhes: Também eu vos farei uma pergunta; respondei-me: 4 O batismo de João era do céu ou dos homens? 5 Eles, consultando entre si, diziam: Se dissermos que era do céu, ele dirá: Por que, então, não lhe destes crédito? 6 Mas, se dissermos que era dos homens, todo o povo nos apedrejará, porque está convencido de que João era Mt 11.9; cp.Lc 7.29-30profeta. 7 Responderam, por fim, que não sabiam donde era. 8 Replicou-lhes Jesus: Nem eu vos digo com que autoridade faço essas coisas.
9 Lc 20.9-19;Mt 21.33-46;Mc 12.1-12Começou a propor ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a alguns lavradores e partiu para outro país, onde se demorou muito. 10 No tempo próprio, mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem do fruto da vinha; os lavradores, porém, depois de o espancarem, mandaram-no embora sem coisa alguma. 11 Tornou a enviar outro servo; e a este, depois de o espancarem e ultrajarem, despediram vazio. 12 Enviou ainda outro, e feriram também a este e enxotaram-no. 13 Então, disse o dono da vinha: Que farei? Enviarei meu filho amado; a ele talvez Lc 18.2(Gr.)respeitarão. 14 Mas, quando os lavradores o viram, discorreram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; matemo-lo para que a herança seja nossa. 15 Lançaram-no fora da vinha e o mataram. Que lhes fará, pois, o dono da vinha? 16 Virá, e cp.Lc 19.27;Mt 21.41;Mc 12.9exterminará esses lavradores, e dará a vinha a outros. Ao ouvirem isso, disseram: Rm 3.4,6,31;6.2,15;7.7,13;9.14;11.1,11;1Co 6.15;Gl 2.17;3.21;6.14(Gr.)Tal não aconteça! 17 Mas Jesus, olhando para eles, disse: Que quer, então, dizer o que está escrito:
Sl 118.22A pedra que os edificadores rejeitaram,
esta foi posta como cp.Ef 2.20;1Pe 2.6a pedra angular?
18 Mt 21.44Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.
19 Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes Lc 19.47procuraram pôr-lhe as mãos, mas temeram o povo; pois perceberam que, em referência a eles, havia dito esta parábola. 20 Lc 20.20-26;Mt 22.15-22;Mc 12.13-17Observando-o, Mc 3.2enviaram-lhe emissários que se fingiram justos, Lc 11.54;Lc 20.26para o apanhar em alguma palavra, de modo que o pudessem entregar à jurisdição e à autoridade do Mt 27.2governador. 21 E perguntaram-lhe: Mestre, sabemos que falas, e ensinas retamente, e não te deixas levar de respeitos humanos, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade; 22 é-nos lícito ou não Lc 23.2;Mt 17.25pagar tributo a César? 23 Mas Jesus, percebendo a astúcia deles, disse-lhes: 24 Mostrai-me um denárioUm denário valia 315 réis, moeda brasileira.. De quem é a efígie e a inscrição que ele tem? Responderam: De César. 25 Disse-lhes Jesus: Dai, Mt 22.21;Mc 12.17pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 26 Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se.
27 Lc 20.27-40;Mt 22.23-33;Mc 12.18-27Chegando alguns dos saduceus, homens que negam a ressurreição, 28 perguntaram-lhe: Mestre, Dt 25.5Moisés nos deixou escrito que, se morrer um homem casado e não deixar filhos, seu irmão case com a viúva e dê sucessão ao falecido. 29 Havia, pois, sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos; 30 o segundo 31 e o terceiro casaram com a viúva; e, assim, os sete e morreram sem deixarem filhos. 32 Por fim, morreu também a mulher. 33 De qual deles, pois, será a mulher na ressurreição? Porque os sete casaram com ela. 34 Respondeu-lhes Jesus: Os filhos Mt 12.32;Lc 16.8deste mundo casam-se e dão-se em casamento; 35 mas aqueles que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dentre os mortos não se casam, nem se dão em casamento. 36 Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são cp.Rm 8.16s.;1Jo 3.1-2filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. 37 Mas que os mortos ressuscitam, Moisés o indicou Êx 3.6;Mc 12.26na passagem a respeito da sarça, onde se diz que o Senhor é o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. 38 Mt 22.32;Mc 12.27Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois cp.Rm 14.8todos vivem para ele. 39 Alguns dos escribas disseram: Mestre, respondeste bem. 40 Mt 22.46; cp.Lc 14.6Não ousaram mais perguntar-lhe coisa alguma.
41 Lc 20.41-44;Mt 22.41-46;Mc 12.35-37Perguntou-lhes Jesus: Como dizem que o Cristo Mt 9.27é filho de Davi? 42 Porque o próprio Davi disse no livro dos Salmos:
Sl 110.1Disse o Senhor ao meu Senhor:
Senta-te à minha mão direita,
43 até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.
44 Assim, pois, Davi lhe chama Senhor e como é ele seu filho?
45 Lc 20.45-47;Mt 23.1-7;Mc 12.38-40Ouvindo-o todo o povo, disse Jesus a seus discípulos: 46 Guardai-vos dos escribas, Lc 11.43; cp.14.7que querem andar com vestes compridas, gostam das saudações nas praças, dos primeiros assentos nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; 47 os quais devoram as casas das viúvas e fazem, por pretexto, longas orações; estes hão de receber muito maior condenação.
1 Um dia, Jesus ensinava no templo e anunciava ao povo a Boa-Nova. Chegaram os príncipes dos sacerdotes e os escribas com os anciãos,
2 e falaram-lhe: "Dize-nos: com que direito fazes essas coisas, ou quem é que te deu essa autoridade?".
3 Jesus respondeu: "Também eu vos farei uma pergunta.
4 Respondei-me: o batismo de João era do céu ou dos homens?".
5 Eles começaram a raciocinar entre si, dizendo: "Se dissermos: Do céu, ele dirá: Por que razão, pois, não crestes nele?
6 Se, porém, dissermos: Dos homens, todo o povo nos apedrejará, porque está convencido de que João era profeta".
7 Responderam por fim que não sabiam de onde era.
8 Replicou-lhes também Jesus: "Nem eu vos direi com que direito faço estas coisas". (= Mt 21,33-46 = Mc 12,1-12)
9 Então, Jesus propôs-lhes esta parábola: "Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a vinhateiros e ausentou-se por muito tempo para uma terra estranha.
10 No tempo da colheita, enviou um servo aos vinhateiros para que lhe dessem do produto da vinha. Estes o feriram e o reenviaram de mãos vazias.
11 Tornou a enviar outro servo; eles feriram também a este, ultrajaram-no e despediram-no sem coisa alguma.
12 Tornou a enviar um terceiro; feriram também este e expulsaram-no.
13 Disse então o senhor da vinha: Que farei? Mandarei meu filho amado; talvez o respeitem.
14 Vendo-o, porém, os vinhateiros discorriam entre si e diziam: Este é o herdeiro; matemo-lo, para que se torne nossa a herança.
15 E lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Que lhes fará, pois, o dono da vinha?
16 Virá e exterminará esses vinhateiros e dará a vinha a outros". A essas palavras, disseram: "Que Deus não o permita!".
17 Mas Jesus, fixando o olhar neles, disse-lhes: "Que quer dizer então o que está escrito: A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular (Sl 117,22)?
18 Todo o que cair sobre esta pedra ficará despedaçado; e sobre quem ela cair, este será esmagado!".
19 Naquela mesma hora, os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuraram prendê-lo, mas temeram o povo. Tinham compreendido que se referia a eles ao propor essa parábola. (= Mt 22,15-22 = Mc 12,13-17)
20 Puseram-se então a observá-lo e mandaram espiões que se disfarçassem em homens de bem, para armar-lhe ciladas e surpreendê-lo no que dizia, a fim de o entregarem à autoridade e ao poder do governador.
21 Perguntaram-lhe eles: "Mestre, sabemos que falas e ensinas com retidão e que, sem fazer acepção de pessoa alguma, ensinas o caminho de Deus segundo a verdade.
22 É-nos permitido pagar o imposto ao imperador ou não?".
23 Jesus percebeu a astúcia e respondeu-lhes:
24 "Mostrai-me um denário. De quem leva a imagem e a inscrição?". Responderam: "De César".
25 Então, lhes disse: "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
26 Assim não puderam surpreendê-lo em nenhuma de suas palavras diante do povo. Pelo contrário, admirados da sua resposta, tiveram de calar-se. (= Mt 22,23-33 = Mc 12,18-27)
27 Alguns saduceus – que negam a ressurreição – aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe:
28 "Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se alguém morrer e deixar mulher, mas não deixar filhos, case-se com ela o irmão dele, e dê descendência a seu irmão.
29 Ora, havia sete irmãos, o primeiro dos quais tomou uma mulher, mas morreu sem filhos.
30 Casou-se com ela o segundo, mas também ele morreu sem filhos.
31 Casou-se depois com ela o terceiro. E assim sucessivamente todos os sete, que morreram sem deixar filhos.
32 Por fim, morreu também a mulher.
33 Na ressurreição, de qual deles será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher".
34 Jesus respondeu: "Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento,
35 mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido.
36 Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados.
37 Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó.
38 Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele".
39 Alguns dos escribas disseram, então: "Mestre, falaste bem".
40 E já não se atreviam a fazer-lhe pergunta alguma. (= Mt 22,41-46 = Mc 12,35-37)
41 Jesus perguntou-lhes: "Como se pode dizer que Cristo é filho de Davi?
42 Pois o próprio Davi, no Livro dos Salmos, diz: Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita,
43 até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1).
44 Portanto, Davi o chama de Senhor! Como, pois, é ele seu filho?". (= Mt 23,1-7.14 = Mc 12,38ss)
45 Enquanto todo o povo o ouvia, disse a seus discípulos:
46 "Guardai-vos dos escribas, que querem andar de roupas compridas e gostam das saudações nas praças públicas, das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes;
47 que devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Eles receberão castigo mais rigoroso". (= Mc 12,41-44)