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Mateus 15

AVM
Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem

1 Mt 15.1-20;Mc 7.1-23Então, vieram Mc 3.22;7.1; cp.Jo 1.19;At 25.7de Jerusalém a Jesus alguns fariseus e escribas e perguntaram-lhe: 2 Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois cp.Lc 11.38não lavam as mãos quando comem pão. 3 Respondeu-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? 4 Pois Deus disse: Êx 20.12;Dt 5.16Honra a teu pai e a tua mãe; e também: Êx 21.17;Lv 20.9Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, seja morto; mas vós ensinais: 5 Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que eu te poderia dar ofereci a Deus 6 o tal não precisará mais honrar a seu pai, nem a sua mãe. Assim, invalidais a palavra de Deus por causa da vossa tradição. 7 Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías:

8 Is 29.13Este povo honra-me com os lábios,

mas o seu coração está longe de mim;

9 Adoram-me, porém, em vão,

Cl 2.22ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

10 Chamando a si a multidão, disse-lhe: Ouvi e entendei: 11 cp.At 10.14-15;Mt 15.18;1Tm 4.3Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, é isso o que o contamina. 12 Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo o que disseste, ficaram escandalizados? 13 Mas ele respondeu: cp.Is 60.21;61.3;Jo 15.2;1Co 3.9Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. 14 Deixai-os; Mt 23.16,24são cegos, guias de cegos. Lc 6.39Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco. 15 Disse-lhe Pedro: cp.Mt 13.36Explica-nos a parábola. 16 Respondeu Jesus: Também vós não entendeis ainda? 17 Não sabeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é lançado em lugar escuso? 18 Mas Mc 7.20; cp.Mt 12.34tudo o que sai da boca vem do coração, e isso contamina o homem. 19 cp.Gl 5.19ss.Pois do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, fornicações, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. 20 Estas coisas são as que contaminam o homem; porém o comer sem lavar as mãos não o contamina.

A mulher cananeia

21 Mt 15.21-28;Mc 7.24-30Tendo saído Jesus dali, retirou-se para os lados de vd.Mt 11.21Tiro e de Sidom. 22 Uma mulher cananeia, que tinha vindo daquelas regiões, clamava: Senhor, vd.Mt 9.27filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente cp.Mt 4.24endemoninhada. 23 Todavia, ele não lhe respondeu palavra. Chegando seus discípulos, rogaram-lhe: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. 24 Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão Mt 10.6às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25 Contudo, ela, aproximando-se, vd.Mt 8.2o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! 26 Ele respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 27 Ela, porém, replicou: Assim é, Senhor; mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos. 28 Então lhe disse Jesus: Ó mulher, cp.Mt 9.22grande é a tua ! Faça-se contigo como queres. E desde aquela hora sua filha ficou .

Jesus volta para a Galileia e cura muitos enfermos

29 Mt 15.29-31; cp.Mc 7.31-37Partiu Jesus daquele lugar e voltou ao vd.Mt 4.18mar da Galileia; e, tendo subido ao monte, ali se assentou. 30 Veio a ele uma grande multidão, trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos, e puseram-lhos aos pés; vd.Mt 4.23ele os curou, 31 de modo que a multidão se maravilhou, ao ver mudos falar, aleijados ficar sãos, coxos andar, cegos ver; e vd.Mt 9.8glorificaram ao Deus de Israel.

A segunda multiplicação dos pães

32 Mt 15.32-39;Mc 8.1-10; cp.Mt 14.13-21Chamando Jesus a seus discípulos, disse: vd.Mt 9.36Tenho compaixão deste povo, porque três dias que estão sempre comigo e nada têm o que comer. Não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho. 33 Disseram-lhe os discípulos: Onde encontraremos neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão? 34 Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos. 35 Tendo mandado ao povo que se assentasse no chão, 36 tomou os sete pães e os peixes, e, cp.Mt 14.19dando graças, partiu-os, e entregou aos discípulos, e os discípulos entregaram-nos ao povo. 37 Todos comeram e se fartaram; e do que sobejou levantaram sete Mt 16.10;Mc 8.8,20; cp.At 9.25alcofas cheias de pedaços. 38 Ora, os que comeram foram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. 39 Despedido o povo, Jesus entrou cp.Mc 3.9na barca e foi para os confins de cp.Mc 8.10Magadã.

1 Alguns fariseus e escribas de Jeru­salém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram:

2 "Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer".

3 Jesus respondeu-lhes: "E vós, por que violais os preceitos de Deus, por causa de vossa tradição?

4 Deus disse: Honra teu pai e tua mãe; aquele que amaldiçoar seu pai ou sua mãe será castigado de morte (Ex 20,12; 21,17).

5 Mas vós dizeis: Aquele que disser a seu pai ou a sua mãe: aquilo com que eu vos poderia assistir ofereci a Deus,

6 esse não é obrigado a socorrer de outro modo a seus pais. Assim, por causa de vossa tradição, anulais a Palavra de Deus.

7 Hipócritas! É bem de vós que fala o profeta Isaías:

8 Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim.

9 Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que vêm dos homens!". (Is 29,13).

10 Depois, reuniu os assistentes e disse-lhes:

11 "Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem".

12 Então, se aproximaram dele seus discípulos e disseram-lhe: "Sabes que os fariseus se escanda­lizaram com as palavras que ouviram?".

13 Jesus respondeu: "Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada pela raiz.

14 Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala".

15 Tomando então a palavra, Pedro disse: "Explica-nos esta parábola".

16 Jesus respondeu: "Sois também vós de tão pouca compreensão?

17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca vai ao ventre e depois é lançado num lugar secreto?

18 "Ao contrário, aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso o que mancha o homem.

19 Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adulté­rios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias.

20 Eis o que mancha o homem. Comer, porém, sem ter lavado as mãos, isso não mancha o homem".

21 Jesus partiu dali e retirou-se para os arredores de Tiro e Sidônia.

22 E eis que uma cananeia, origi­nária daquela terra, gritava: "Se­nhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio".

23 Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos vieram a ele e lhe disseram com insistência: "Despede-a, ela nos persegue com seus gritos".

24 Jesus respondeu-lhes: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel".

25 Mas aquela mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: "Senhor, ajuda-me!".

26 Jesus res­pondeu-lhe: "Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos".

27 "Certamente, Senhor, replicou-lhe ela; mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos...".

28 Disse-lhe, então, Jesus: "Ó mulher, grande é tua ! Seja-te feito como desejas". E na mesma hora sua filha ficou curada.

29 Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galileia. Subiu a uma colina e sentou-se ali.

30 Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou,

31 de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel.

32 Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: "Tenho piedade desta multidão: eis que três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho".

33 Disseram-lhe os discípulos: "De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão?".

34 Pergunta-lhes Jesus: "Quantos pães tendes?". "Sete, e alguns peixi­nhos" responderam eles.

35 Mandou, então, a multidão assentar-se no chão,

36 tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuí­ram à multidão.

37 Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos.

38 Ora, os que se alimentaram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

39 Jesus então despediu o povo, subiu para a barca e retornou à região de Magadã.

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