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João 19

IRB20

1 Pilatos mandou então flagelar Jesus.

2 Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura.

3 Aproximavam-se dele e diziam: "Salve, rei dos judeus!". E davam-lhe bofetadas.

4 Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: "Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação".

5 Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: "Eis o homem!".

6 Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: "Crucifica-o! Crucifica-o. Falou-lhes Pilatos: "Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma".

7 Responderam-lhe os judeus: "Nós temos uma Lei, e segundo essa Lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus".

8 Essas palavras impressionaram Pilatos.

9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: "De onde és tu?". Mas Jesus não lhe respondeu.

10 Pilatos então lhe disse: "Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?".

11 Respondeu Jesus: "Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior".

12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: "Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador".

13 Ouvindo essas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata.

14 (Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: "Eis o vosso rei!".

15 Mas eles clamavam: "Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!". Pilatos perguntou-lhes: "Hei de crucificar o vosso rei?". Os sumos sacerdotes responderam: "Não temos outro rei senão César!".

16 Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. (= Mt 27,32-56 = Mc 15,21-41 = Lc 23,26-49)

17 Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota.

18 Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.

19 Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: "Jesus de Nazaré, rei dos judeus".

20 Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.

21 Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: "Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus".

22 Respondeu Pilatos: "O que escrevi, escrevi".

23 Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura.

24 Disseram, pois, uns aos outros: "Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será". Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.

25 Junto à cruz de Jesus estavam de sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.

26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: "Mulher, eis teu filho".

27 Depois disse ao discípulo: "Eis tua mãe". E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua mãe.

28 Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: "Tenho sede".

29 Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca.

30 Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: "Tudo está consumado". Inclinou a cabeça e entregou o espírito.

31 Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.

32 Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.

33 Chegando, porém, a Jesus, como o vissem morto, não lhe quebraram as pernas,

34 mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.

35 O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de , e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.

36 Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).

37 E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que trans­pas­sa­ram (Zc 12,10). (= Mt 27,57-61 = Mc 15,42-47 = Lc 23,50-56)

38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autori­zação para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus.

39 Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anterior­mente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.

40 Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.

41 No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.

42 Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo. (= Mt 28,1-10 = Mc 16,1-10= Lc 24,1-12)

Gesù schernito e coronato di spine

1 Allora Pilato prese Gesù e lo fece flagellare.

2 E i soldati, intrecciata una corona di spine, gliela posero sul capo e gli misero addosso un manto di porpora; si accostavano a lui e dicevano: 3 "Salve, re dei Giudei!" e lo schiaffeggiavano.

4 Pilato uscì di nuovo e disse loro: "Ecco, ve lo conduco fuori, affinché sappiate che non trovo in lui alcuna colpa". 5 Gesù dunque uscì, portando la corona di spine e il manto di porpora. E Pilato disse loro: "Ecco l’uomo!".

6 Come dunque i capi sacerdoti e le guardie lo ebbero visto, gridarono: "Crocifiggilo, crocifiggilo!". Pilato disse loro: "Prendetelo voi e crocifiggetelo, perché io non trovo in lui alcuna colpa". 7 I Giudei gli risposero: "Noi abbiamo una legge e secondo questa legge egli deve morire, perché egli si è fatto Figlio di Dio".

8 Quando Pilato udì questa parola, ebbe ancor più paura 9 e, rientrato nel pretorio, disse a Gesù: "Di dove sei tu?". Ma Gesù non gli diede alcuna risposta. 10 Allora Pilato gli disse: "Non mi parli? Non sai che ho il potere di liberarti e il potere di crocifiggerti?". 11 Gesù gli rispose: "Tu non avresti alcuna autorità su di me se ciò non ti fosse stato dato dall’alto, perciò chi mi ha dato nelle tue mani ha maggior colpa".

12 Da quel momento Pilato cercava di liberarlo, ma i Giudei gridavano, dicendo: "Se liberi costui, non sei amico di Cesare. Chiunque si fa re, si oppone a Cesare". 13 Pilato dunque, udite queste parole, condusse fuori Gesù e si sedette in tribunale nel luogo detto Lastrico, e in ebraico Gabbatà. 14 Era la preparazione della Pasqua ed era circa l’ora sesta. Ed egli disse ai Giudei: "Ecco il vostro re!". 15 Allora essi gridarono: "Toglilo, toglilo di mezzo, crocifiggilo!". Pilato disse loro: "Crocifiggerò io il vostro re?". I capi sacerdoti risposero: "Noi non abbiamo altro re che Cesare". 16 Allora lo consegnò loro perché fosse crocifisso.

La crocifissione di Gesù

17 Presero dunque Gesù; ed egli, portando la sua croce, venne al luogo del Teschio, che in ebraico si chiama Golgota, 18 dove lo crocifissero, assieme ad altri due, uno di qua, l’altro di , e Gesù nel mezzo.

19 E Pilato fece pure un’iscrizione e la pose sulla croce. V’era scritto: "Gesù il Nazareno, il Re dei Giudei". 20 Molti Giudei, dunque, lessero questa iscrizione, perché il luogo dove Gesù fu crocifisso era vicino alla città; l’iscrizione era in ebraico, in latino e in greco. 21 Perciò i capi sacerdoti dei Giudei dicevano a Pilato: "Non scrivere: Il re dei Giudei, ma che egli ha detto: Io sono il re dei Giudei". 22 Pilato rispose: "Quello che ho scritto, ho scritto".

23 I soldati dunque, quando ebbero crocifisso Gesù, presero le sue vesti e ne fecero quattro parti, una parte per ciascun soldato, e la tunica. La tunica era senza cuciture, tessuta per intero dall’alto in basso. 24 Dissero dunque tra loro: "Non la strappiamo, ma tiriamo a sorte a chi tocchi", affinché si adempisse la Scrittura che dice:

Hanno spartito fra loro le mie vesti, e hanno tirato la sorte sulla mia tunica.

Questo dunque fecero i soldati.

25 Presso la croce di Gesù stavano sua madre e la sorella di sua madre, Maria moglie di Cleopa e Maria Maddalena. 26 Gesù dunque, vedendo sua madre e presso di lei il discepolo che egli amava, disse a sua madre: "Donna, ecco tuo figlio!". 27 Poi disse al discepolo: "Ecco tua madre!". E da quel momento, il discepolo la prese in casa sua.

28 Dopo questo Gesù, sapendo che ogni cosa era già compiuta, affinché la Scrittura fosse adempiuta, disse: "Ho sete". 29 C’era un vaso pieno d’aceto; i soldati dunque, posta in cima a un ramo d’issopo una spugna imbevuta di aceto, l’accostarono alla sua bocca. 30 Quando Gesù ebbe preso l’aceto, disse: "È compiuto!". E chinato il capo, rese lo spirito.

31 Allora i Giudei, perché i corpi non rimanessero sulla croce durante il sabato (poiché era la Preparazione e quel sabato era un gran giorno), chiesero a Pilato che fossero loro spezzate le gambe e fossero tolti via. 32 I soldati dunque vennero e spezzarono le gambe al primo e poi anche all’altro che era crocifisso con lui, 33 ma venuti a Gesù, come lo videro già morto, non gli spezzarono le gambe, 34 ma uno dei soldati gli forò il costato con una lancia e subito ne uscì sangue e acqua. 35 Colui che lo ha visto ne ha reso testimonianza, e la sua testimonianza è vera; ed egli sa che dice il vero, affinché anche voi crediate. 36 Poiché questo è avvenuto affinché si adempisse la Scrittura:

"Nessun osso di lui sarà spezzato".

37 E anche un’altra Scrittura dice:

"Guarderanno a colui che hanno trafitto".

Il seppellimento di Gesù

38 Dopo queste cose, Giuseppe d’Arimatea, che era discepolo di Gesù, ma in segreto per timore dei Giudei, chiese a Pilato di poter prendere il corpo di Gesù e Pilato glielo permise. Egli dunque venne e prese il corpo di Gesù. 39 Nicodemo, che in precedenza era andato da Gesù di notte, venne anch’egli, portando una mistura di mirra e di aloe di circa cento libbre. 40 Essi dunque presero il corpo di Gesù e lo avvolsero in fasce con gli aromi, com’è usanza di seppellire presso i Giudei. 41 Nel luogo dove egli fu crocifisso c’era un orto e in quell’orto un sepolcro nuovo, dove nessuno era ancora stato deposto. 42 dunque deposero Gesù, a motivo della Preparazione dei Giudei, perché il sepolcro era vicino.

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