Benignidade
26 Kun favorkorulo Vi estas favorkora, Kun piulo Vi estas pia;
A benignidade (do grego chrestotes, disposição afável de caráter) é a inclinação para fazer o bem. Ela não se resume apenas a atos de caridade, mas envolve virtudes como bondade, ternura, compaixão e misericórdia, sempre voltadas para o cuidado com o próximo. Quem é benigno está disposto a ajudar, ouvir, acolher e demonstrar amor em suas atitudes. É alguém que se alegra com os que se alegram e chora com os que choram (Romanos 12:15).
A benignidade é uma das virtudes que mais refletem o caráter de Deus, porque o próprio Deus é benigno. As Escrituras revelam um Senhor que constantemente busca o bem para as pessoas. O Salmo 136 celebra essa bondade divina ao mostrar que, mesmo diante da pecaminosidade humana, Deus continua disposto a agir com misericórdia em nosso favor. Ele conhece os pensamentos que tem a nosso respeito: pensamentos de paz e não de mal (Jeremias 29:11).
O mundo sem Deus tende ao egoísmo e à maldade. Vemos atitudes marcadas pela vingança, ira, soberba e falta de compaixão, em que muitos buscam apenas seus próprios interesses. Esse comportamento é reflexo de uma sociedade cada vez mais distante dos valores espirituais. Quanto mais o coração se apega apenas ao material, menos espaço existe para a benignidade. Quem pratica o mal pensa apenas em si mesmo, mas quem vive segundo o Espírito aprende a olhar também para as necessidades dos outros.
A benignidade é apresentada nas Escrituras como fruto do Espírito Santo. Isso significa que agir com bondade genuína, segundo o exemplo de Cristo, só é possível por meio da ação de Deus em nós. O Espírito Santo transforma o coração humano, moldando nosso caráter para refletirmos mais a imagem de Cristo (Salmo 18:25).
Não importa quão difícil ou frio o mundo se torne, não imite suas obras. Ainda que muitos escolham a maldade, você foi chamado para viver uma nova vida em Cristo. E nessa nova vida, fazer o bem não é apenas uma opção, mas uma expressão do caráter de Deus em nós.
Deus lhe abençoe!
Perdoe e doe como se fosse sua última oportunidade. Ame como se não houvesse amanhã e, se o amanhã vier, ame mais uma vez. (M. Lucado)