Coisa de criança
14 Or Jésus dit : «Laissez ces petits enfants, et ne les empêchez pas de venir à moi, car c'est à ceux qui leur ressemblent qu'appartient le royaume des cieux.»
O Evangelho é, de fato, coisa de criança! O próprio Mestre Jesus afirmou essa verdade, declarando que aos pequeninos pertence o Reino dos Céus. Mas isso não significa que a idade seja o requisito essencial para herdá-lo. Ao usar a imagem das crianças, Jesus quis nos mostrar que, sem a pureza e a simplicidade de um coração infantil, não conseguiremos trilhar o caminho rumo à vida eterna. Embora haja um lugar especial reservado para os pequenos no coração de Deus, qualquer pessoa que busque essa mesma pureza será bem-vinda diante d’Ele (Salmo 24:3,4).
Deus sempre demonstrou cuidado especial pelas crianças e, em várias ocasiões, escolheu-as para cumprir Seus propósitos. Samuel, ainda menino, já ouvia a voz de Deus (1 Samuel 3:10). Uma jovem serva foi usada para levar cura à casa do general Naamã (2 Reis 5:2-14). Davi, o mais novo da casa de Jessé, foi ungido rei de Israel (1 Samuel 16:11). E Jesus, aos doze anos, já ensinava no Templo. Muitas outras crianças foram instrumentos nas mãos de Deus ao longo das Escrituras.
Mas o que Deus tanto aprecia nessas crianças que realizaram grandes feitos em Seu nome? Por que o Reino de Deus é dado a elas e àqueles que se assemelham a elas? A resposta é simples: elas são puras, sinceras, dependentes de Deus e não têm vergonha disso. Adoram com um coração sincero, amam com intensidade e perdoam com facilidade. E, apesar de seus corações serem pequenos, há neles um enorme espaço para Deus.
Sim, a fé cristã é coisa de criança! O Reino de Deus pertence a elas, e os céus as aguardam com alegria. O trono de Deus será adornado por elas na eternidade, crianças de todas as idades, até mesmo aquelas que partiram já na velhice. Porque, para Deus, a idade não é o que define alguém. O que importa é a sinceridade do coração e a fidelidade da alma.
Que Deus lhe abençoe!
“A capacidade de crer reside mais nas crianças do que no homem adulto.” (Charles Haddon Spurgeon)