Ó, profundidade das riquezas
Waaqa Jajuu
Badhaadhummaan ogummaatii fi
beekumsa Waaqaa hammam gad fagaata!
Murtiin isaa qoramee bira hin gaʼamu!
Karaan isaas barbaadamee itti hin baʼamu!
"Eenyutu yaada garaa Gooftaa beeke?
Yookaan eenyutu gorsaa isaa ture?"
"Yookaan akka Waaqni deebisee isaaf kennuuf jedhee,
eenyutu takkumaa Waaqaaf waa kenne?"
Wanti hundinuu isa irraa dhufe; isumaan dhufe; isaaf dhufe.
Bara baraan ulfinni isaaf haa taʼu! Ameen.
Após apresentar uma profunda exposição sobre a superioridade da graça de Deus em relação às obras humanas, Paulo chega ao ápice da sua argumentação. Por um momento, ele deixa de lado a exposição teológica para se render em adoração ao Todo-Poderoso. Maravilhado, declara que a sabedoria e o conhecimento de Deus são inesgotáveis e impossíveis de serem plenamente compreendidos pela limitada mente humana. Seus juízos são insondáveis, seus caminhos estão além da capacidade humana de serem plenamente desvendados e seus propósitos ultrapassam o nosso entendimento. Ninguém pode aconselhá-lo, pois não há quem conheça sua mente. Também não existe quem lhe tenha dado algo que antes não tenha recebido dele. Por isso, ninguém pode reivindicar qualquer mérito diante de Deus. Ele é o Criador de todas as coisas; tudo procede dele, existe por meio dele e tem nele o seu propósito final. Por essa razão, toda honra, glória e adoração pertencem somente a ele, eternamente (Isaías 6:3).
O mais extraordinário é que, embora Deus seja insondável, ele decidiu revelar-se a nós por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Além disso, concede-nos o Espírito Santo, que nos guia, ilumina o nosso entendimento e nos conduz no caminho da verdade durante a nossa caminhada nesta terra (João 14:16,17).
Não somos conselheiros de Deus, mas ele, em sua graça, ouve as nossas orações e considera aquilo que lhe apresentamos com sinceridade (João 14:13). Nada temos para lhe oferecer que já não pertença a ele; ainda assim, recebe com alegria o nosso culto, o nosso louvor e a nossa adoração (João 4:23,24).
Que privilégio é servir ao Deus eterno e saber que somos profundamente amados por ele!
Deus lhe abençoe!
"Querer entender a mente de Deus é como tentar explorar os oceanos sem ao menos saber nadar: se tentarmos, presunçosamente, mergulhar fundo, faltar-nos-á o fôlego que ele mesmo nos deu." (Aureliano Jr.)