Morrer para continuar vivo!
25 »He who wants to save his life will lose it. He who is willing to lose his life for my sake will find it.
A vida cristã parece ser paradoxal quando analisada pela lógica humana. No entanto, esses paradoxos se dissipam ao buscarmos a compreensão do Espírito Santo. Até mesmo personagens bíblicos tiveram dificuldades em entender os ensinamentos sagrados de maneira lógica. Um exemplo disso é Nicodemos, que, perplexo, perguntou a Jesus como alguém poderia nascer de novo retornando ao ventre da mãe (João 3:4,5)
Paulo afirmou aos Efésios que, antes de serem salvos, estavam mortos (Efésios 2:1). Jesus disse que Lázaro, embora morto e sepultado, estava apenas dormindo (João 11:11). Ele também prometeu à mulher samaritana o fim eterno da sede através da água viva (João 4:14). Embora pareçam argumentos absurdos e sem sentido, são verdades espirituais de profundidade e poder incalculáveis.
Quando Jesus escolheu os Seus, não foi para livrá-los da morte física. É certo que Deus, sendo onipotente, pode fazê-lo e já o fez, arrebatando vivos tanto Enoque quanto Elias (Gênesis 5:24 e 2 Reis 2:11). Paulo, inclusive, diz que, para os que nasceram de novo, viver é Cristo e morrer é lucro (Filipenses 1:21). Portanto, todos, mais cedo ou mais tarde, seguirão o que Davi chamou de "o caminho de todos os homens"; ou seja, todos morrerão (1 Reis 2:2,3).
Mas, então, do que se trata esse aparente paradoxo de viver e estar morto, ou morrer e continuar vivo? As Escrituras falam de dois tipos de vida e dois tipos de morte: a primeira vida findará, enquanto a segunda, por meio de Cristo, será eterna. A primeira morte chegará, mais cedo ou mais tarde; a segunda morte, para os que não confessam Cristo, já começou e nunca terminará. Na Bíblia, quem morre para o mundo por causa de Cristo Jesus ganha a vida, e vida com abundância; por outro lado, quem rejeita Cristo Jesus, apesar de continuar vivo, está morto em delitos e pecados (João 10:10).
O sacrifício de Jesus, o Cristo, resolveu o mais dramático de todos os problemas da humanidade: lidar com a morte e, no entanto, continuar vivo! E mais: receber, pela fé Nele, uma vida que jamais terá fim, a vida eterna! Por Cristo, somos mais do que vencedores, tanto sobre a vida, com suas tribulações, angústias, perseguições, necessidades, carências, perigos e medos, quanto sobre a morte, que não poderá nos conter no túmulo, quando Ele retornar e chamar os Seus para tomarem posse da vida eterna (1 Tessalonicenses 4:16).
Portanto, diante da iminente realidade de que a morte física é inevitável e que a vida eterna é desejável; diante do fato de que é preciso morrer para o mundo e suas concupiscências para ganhar a vida eterna que Cristo conquistou para os que o confessarem como Senhor, fica para nós o solene conselho de Moisés: "Escolhe, pois, a vida, para que vivas" (Deuteronômio 30:19).
Deus lhe abençoe!
"O paupérrimo vocabulário humano deixa muito a desejar quando o assunto é explicar a inexplicável realidade espiritual." - Guimarães Jr.
Força e Poder
Força é a capacidade de realizar; poder é a autoridade para fazer. Deus possui ambos, garante controle absoluto e realiza milagres extraordinários.
A sobreexcelência do amor
1 Though I speak with the tongues of men and of angels, and do not have love, I have become like loud sounding brass, or a clashing cymbal.
31 Zealously seek earnestly desire the best gifts. Yet I show you a more excellent way.
A origem da palavra amor nos oferece uma compreensão valiosa: ela surge nos antigos idiomas indo-europeus a partir do prefixo “am” (*) — o mesmo que também deu origem à palavra “mãe”. Era assim que os filhos se dirigiam às suas genitoras, em busca de atenção e afeto.
Dessa forma, compreende-se que o amor é a disposição com que alguém se dedica a outro com a mesma pureza e intensidade com que uma mãe se dedica a um filho. Isso é, de fato, maravilhoso! Podemos perceber, então, que o amor não é um mero sentimento passional, mas uma disposição sacrificial. Amar é perder a si mesmo para ganhar o ser amado.
É nesse contexto que se revela o amor de Deus em relação a nós, Seus filhos: Ele nos ama com uma disposição ainda superior à de uma mãe (Isaías 49:15), porque foi às últimas consequências para nos resgatar (João 3:16). O amor de Deus é a maior demonstração de sacrifício que se tem conhecimento (João 15:13).
O amor de Deus O levou a sofrer por nós e, mesmo quando merecíamos o juízo, Ele, por amor, nos concedeu graça. O amor de Deus tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor de Deus jamais falha. Por isso, Ele espera que amemos com a mesma intensidade, ainda que não com a mesma perfeição. Nosso amor por Ele e pelo próximo deve ser praticado segundo os mais elevados princípios de um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
Por amor, devemos suportar o sofrimento, estar sempre dispostos a praticar o bem e rejeitar sentimentos e atitudes reprováveis, como a inveja, a leviandade e a soberba. Por amor, devemos orientar nosso comportamento por uma vida digna; não priorizar nossos interesses pessoais, mas os interesses daqueles que amamos. Por amor, não devemos ser impulsivos nem violentos; não devemos permitir que a suspeita ou a desconfiança nos contaminem. Por amor, não devemos nos alegrar com a injustiça, nem praticá-la contra quem quer que seja. Por amor, devemos praticar e defender a verdade. Por amor, devemos tudo sofrer, tudo crer, tudo esperar, tudo suportar. Por amor, jamais devemos falhar em buscar a Deus e cuidar do próximo (1 Coríntios 13:4-8).
Com efeito, o maior de todos os mandamentos é amar a Deus, e o segundo, amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37-39). Saber que Deus nos ama com tamanha intensidade desperta em nós um misto de alegria e senso de responsabilidade.
O dever de amá-Lo nos impele a buscar uma vida que Lhe seja agradável em tudo. Mas como é possível, para nós, seres tão pequenos, frágeis e limitados, amar a Deus de modo digno?
As Escrituras nos mostram que não podemos amar a Deus como Ele nos ama, mas Sua graça nos capacitou a isso por meio do sacrifício de Cristo Jesus (1 João 4:19). E, por essa razão, podemos viver um relacionamento verdadeiro de amor com o Deus que nos chama de filhos.
Deus lhe abençoe!
“O amor é a expansão e o transbordar do prazer em Deus, que alegremente supre a necessidade dos outros.”
John Piper
A singeleza da esperança
25 If we hope for what we do not see, do we have patience to wait for it?
Na escala das virtudes listadas por Paulo como permanentes no relacionamento com Deus, a esperança aparece em segundo lugar (1 Coríntios 13:13). E isso não ocorre porque ela seja mais importante do que a fé ou menos relevante do que o amor, mas porque é a evolução natural de uma fé vitoriosa. A esperança é o fruto colhido na árvore semeada na terra fértil das tribulações e regada pelas límpidas águas da experiência (Romanos 5:3-5).
Ninguém consegue esperar aquilo que não vê sem aprender a paciência. E a esperança, como nos ensinam as Escrituras, não produz confusão, porque somos inundados pelo amor de Deus (Romanos 5:5). Quem ama, espera, e espera com paciência (Salmos 40:1).
Esperança é a capacidade de dar crédito ao que não pode ser detectado pelos olhos. É o ato de aguardar com fidelidade aquilo que foi prometido, mesmo quando não há provas físicas ou evidências experimentais. A esperança é a fé colocada em prática (Hebreus 11:1). Ela é irmã gêmea da confiança (Salmos 125:1). E Deus é o único que, desde a antiguidade, trabalha de forma contínua e soberana pelo bem daqueles que Nele colocam a sua esperança (Isaías 64:4). Esperar no Senhor é o melhor investimento que alguém pode fazer para alcançar uma vida bem-sucedida (Provérbios 16:3).
É a esperança que nos assegura que o que há de vir, virá, e não tardará (Hebreus 10:37). Ela não conhece limites de tempo ou espaço, pois a paciência a capacita a enxergar a promessa como algo sempre iminente. Essa virtude é tão poderosa que levou Isaías a anunciar o nascimento do Messias no passado, mesmo cerca de sete séculos antes de seu cumprimento (Isaías 9:6). Para alimentar a esperança dos santos, Jesus afirmou: “Certamente cedo venho” (Apocalipse 22:20). E nós, pela esperança, mesmo cerca de vinte séculos depois, geração após geração, continuamos aguardando pacientemente esse grandioso dia.
A esperança é a fonte da paz que nos aquieta, da tranquilidade que nos acalma e do sossego que nos envolve. Em um mundo cada vez mais mergulhado no desespero e na ansiedade, a cura para essa enfermidade da alma está em um único remédio: dar a Jesus Cristo o lugar de proeminência em nossa vida (Lucas 14:26) e buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça (Mateus 6:33). Ele é a nossa fonte suprema de esperança para uma vida vitoriosa aqui na terra e para uma eternidade gloriosa no porvir. Se O esperamos, com paciência esperaremos.
Diante dos desafios da vida presente, não se entregue ao desespero; atenda ao sábio conselho das Escrituras: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e ele tudo fará” (Salmos 37:5). Certamente uma fonte de esperança brotará em seu coração, tornando os seus dias calmos, mesmo em meio às mais intensas tempestades, e pacíficos, mesmo diante dos conflitos mais turbulentos.
“Espera no Senhor, anima-te, e Ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Salmos 27:14). Eis a receita divina para o fortalecimento da fé, para que você seja abençoado, frutífero e vitorioso em todos os dias da sua vida.
Deus lhe abençoe!
"O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso."
Ariano Suassuna
O que é um Devocional Diário?
Um Devocional Diário é um momento especial dedicado à comunhão com Deus. É uma parte do seu dia-a-dia que você investe para ter novas e surpreendentes descobertas e seguir um caminho de desenvolvimento espiritual.
O Devocional envolve a leitura de um versículo da Bíblia, uma meditação sobre o texto em questão, reflexão sobre os ensinamentos e uma oração final.
Como fazer o seu Devocional Diário?
Listamos abaixo 5 dicas para você aproveitar da melhor maneira a leitura bíblica e a meditação diária:
- Reserve um momento do dia e um local especial para isso: Escolha um horário e um lugar tranquilos para evitar distrações e focar no seu tempo com Deus. Faz diferença.
- Leia o versículo ou trecho bíblico com foco e atenção: Comprometa-se com a leitura diária da Palavra de Deus, prestando atenção aos detalhes e significados.
- Leia a meditação diária: Reflita sobre os comentários trazidos pelo Devocional e desenvolva o seu próprio entendimento do propósito de Deus para a sua vida com aquela mensagem.
- Extrapole os pensamentos e aja! A aplicação prática do que você descobriu torna o processo ainda mais engrandecedor e gera um maravilhoso sentimento de realização.
- Divida o seu aprendizado com os outros: compartilhe com pessoas próximas e com quem você gosta o que o Senhor tem lhe presenteado através dos Devocionais.
Importância do compromisso com a Palavra de Deus
Um Devocional Diário é uma prática valiosa que pode transformar sua vida espiritual. Ao seguir essas dicas e manter um compromisso diário com a leitura e reflexão bíblica, você fortalecerá sua fé e se aproximará mais de Deus.
Mas lembre-se de que estar engajado com a Palavra de Deus é essencial para o crescimento espiritual e para desenvolver uma relação mais próxima com Ele.