Altares para Deus
10 Noi avem un altar, din care n'au drept să mănînce ceice fac slujbă în cort.
Ao longo da história da adoração a Deus, o altar sempre foi o centro dos sacrifícios. Desde os tempos mais antigos, ele representava um lugar de entrega e consagração. Inicialmente, o altar era uma simples estrutura de pedras, onde o sacrifício de um animal era queimado, e sua fumaça (hebr. ‘olah’, “aquilo que sobe”, holocausto) subia aos céus, sendo recebida por Deus como aroma agradável.
Com o passar do tempo, Deus estabeleceu o tabernáculo no deserto, com dois altares: o do holocausto, onde os sacrifícios eram consumidos pelo fogo, e o do incenso, que liberava um perfume doce e agradável, contrastando com o odor da carne queimada no altar do holocausto (Êxodo 30:1).
Essa dinâmica revela a misericórdia e a graça de Deus. Por Sua misericórdia, Ele aceitava o cheiro desagradável da carne queimada como sacrifício pelos pecados humanos, reflexo de nossa condição pecaminosa. E, por Sua graça, Ele transformava aquele odor em perfume, simbolizando o relacionamento restaurado entre Deus e os homens por meio da oração (Salmo 65:2).
Os altares e sacrifícios do passado eram sombras que apontavam para a obra redentora do Messias. Em Cristo Jesus, o holocausto definitivo foi realizado. Ele, o Cordeiro de Deus, foi sacrificado em um altar especial: a cruz no Gólgota. Ali, onde todos nós deveríamos morrer para cumprir a justiça divina, Jesus morreu em nosso lugar, abrindo, de uma vez por todas, o caminho para a vida eterna (João 17:3).
Com a obra de Cristo, os altares físicos deram lugar ao altar do coração, que habita no templo do Espírito Santo: nosso corpo e a comunhão entre os cristãos, unidos à Cabeça, que é Cristo. Agora, os sacrifícios não são mais mortos, mas vivos, santos e agradáveis a Deus (Romanos 12:1).
Nós, como templo do Espírito Santo, somos chamados a oferecer diariamente nossas vidas em sacrifício a Deus. Ele recebe nossa adoração como aroma suave e nos purifica com o fogo do Espírito Santo.
Deus lhe abençoe!
“Ou somos vivos, santos e agradáveis a Deus, ou não passamos de altares vazios.” — Aureliano Jr.